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Idosa de 87 anos plantou, formou e cuida de pra

Por: Redação | Categoria: Arquivo | 19-02-2017 00:00 | 1480
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Neste nosso belo Planeta Terra cheio de vida, existe um número imensurável de pessoas bondosas, idôneas, prestativas e que adoram preservar e melhorar a Natureza, e “que nunca deveriam ficar no anonimato”. O Jornal do Sudoeste ao longo de sua existência sempre fez e faz questão de revelar aos seus leitores, à comunidade paraisense e região, e, para o mundo aos que se conectarem na página do jornal via Internet, reconhecendo e divulgando estas valorosas e abençoadas pessoas.



Nesta edição destacamos o trabalho e empenho de uma senhora, paraisense que no próximo dia 12 de março irá completar, simplesmente, 87 anos de idade. O nome desta magnífica senhora é Francisca Maria da Silva, conhecida como Dona Maria, viúva, mãe, avó, bisavó.



Reside na rua José Estremes n.º 783 no Parque São Judas Tadeu. É uma pessoa simples, trabalhadora, dinâmica e ama de verdade o ser humano, principalmente sua família. Além de proteger, faz questão de plantar árvores, arbustos ornamentais, flores e hortaliças.



Bem de frente à sua residência existe uma pequena praça, área verde onde era jogado lixo, entulhos, criadouro de insetos, mato e animais peçonhentos, isto há mais de vinte anos, disse Dona Maria. “Na época, meu marido e meu filho estavam bastante doentes e isto me deixava muito triste e preocupada. Como eu já gostava e gosto muito de plantar e cuidar de árvores e flores, horta de verduras e plantas medicinais (remédios caseiros), nestas ocupações eu encontrei uma forma de me distrair e tentar pelo menos amenizar a minha preocupação e angústia de ver marido e filho doentes”.



Vendo aquela área (pracinha) a bem dizer, imunda e abandonada, pedi ajuda para alguns amigos e vizinhos e nós arrumamos um jeito de limpar a sujeira que havia no local, conta Dona Maria. Depois do terreno limpo, assim que eu terminava os meus afazeres e compromissos do dia a dia, eu ia procurar pessoas que tinham mudas de árvores e arbustos, e elas gentilmente me doaram mudas.



Isto já faz mais de vinte anos. Todas os dias, de tardezinha até noite a dentro eu pegava minhas ferramentas e plantava. Neste período meu marido veio a falecer, e, depois disto perdi um filho que foi atropelado. Mais recente, há uns seis anos perdi também um filho que estava doente. Depois destas tristes perdas, a minha vida é cuidar de minha casa, minha horta e zelar por esta praça. Fico muito feliz de ver estas árvores frondosas plantadas por mim, fazendo sombra. Ajudam a purificar o ar e servem de moradia para passarinhos, além de amenizar o calor para mim e meus vizinhos, conta Dona Maria.



Aos 87 anos, com muito vigor físico e mental, é um exemplo de vida, de dedicação e uma grande ambientalista anônima. O Planeta Terra precisa muito e muito de pessoas iguais a ela, disse sua vizinha Lucimary de Andrade.



Dona Maria está aborrecida porque há mais de quatro meses a lâmpada de iluminação em frente à sua casa não funciona. Lucimary disse que há poucos dias presenciou Dona Maria repreendendo um homem que queria jogar um cachorro morto na pracinha. Ela fez com ele se retirasse, pois caso contrário iria denunciá-lo à polícia. O “sujão” se evadiu rapidamente levando o cachorro morto, respeitou e acatou a bronca de Dona Maria.



Sugiro, e Dona Maria nem sabe disso, que lhe seja prestada justa homenagem pela municipalidade paraisense (Câmara Municipal, Prefeitura, Secretaria de Meio Ambiente), em vida, colocando na pracinha o nome de “Dona Francisca Maria”, ou “Dona Maria”, e sejam colocados alguns bancos, sejam feitas calçadas e instaladas luminárias.



Com certeza será o reconhecimento a uma pessoa que reúne méritos, irá lhe agradar e a moradores das cercanias da pracinha, localizada entre as rua José Estremes, Rua Antonio Roque Martins e Arlindo São Julião, no Parque São Judas Tadeu.