SANTA CASA

Setor de hemodi

Por: Redação | Categoria: Arquivo | 27-02-2017 00:00 | 479
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A equipe de médicos, enfermeiros, técnicos e demais profissionais que atuam no setor de hemodiálise da Santa Casa de Misericórdia de São Sebastião do Paraíso promoveram na quinta-feira e sexta-feira, (23 e 24/2) atividades diversas com o tema “carnaval”, com o principal objetivo de oferecer aos pacientes momentos de alegria e descontração que podem, inclusive, promover maior resultados positivo sobre o tratamento e a doença.



Para o carnaval 2017 contamos com a belíssima apresentação “Studio Dance Leidy Ribeiro”. Suas alunas fizeram com que os pacientes se envolvessem na dança e na música, divertindo e diminuindo com a ansiedade de estar realizando a diálise. A apresentação aumentou sua graça com todo carinho trago para ser doado para cada paciente.



Essas atividades fazem parte do projeto “A alegria circula por aqui”, que surgiu em outubro de 2016, porém muitas atividades já aconteciam anteriormente no setor. Atualmente, o objetivo é levar ao hospital as apresentações em diversos momentos e datas comemorativas, com planejamento de serem realizada a cada dois meses, no máximo.



O setor ganha decoração especial, com enfeites nas paredes que alegram o ambiente e traz ao paciente a expectativa de alegria e tranquilidade. Antes de iniciar as apresentações é realizada uma reunião com o responsável, passado todo o procedimento necessário de higienização e funcionamento do setor.



O projeto nasceu inicialmente para promover a integração do paciente com a sociedade. A equipe muldisciplinar elaborara essas apresentações, que são realizadas no centro de diálise, e visam acolher e respeitar o paciente em sua individualidade e também trazer o contexto de lazer social para dentro do ambiente hospitalar.



O “A Alegria Circula por Aqui” se baseou na hipótese de que as apresentações artísticas quando empregadas dentro no centro de diálise melhora no paciente o enfrentamento da doença e proporciona momentos de alegrias, trocas de experiências, inclusão com o meio social e o principal, ativa a esperança.



A coordenadora de enfermagem do setor, Vanessa Azevedo, salienta que estes momentos de descontração promovem o entrosamento da equipe, que às vezes é prejudicada pelo próprio enfrentamento da doença. “Portanto é um presente tanto para os pacientes quanto funcionários”, diz Vanessa.



“O paciente se sente acolhido, respeitado e lembrado. O intuito é mostrar que a terapia renal substitutiva pode aumentar e melhorar a qualidade de vida desses pacientes”, conta a psicóloga do Centro de Nefrologia da Santa Casa, Amanda Pelúcio Marinzeck Borges.



O projeto já teve inicialmente apresentação do Circo Social. Seus adolescentes encantaram as salas de hemodiálise com suas apresentações de dança, equilíbrio e força. Os pacientes esquecem o adoecer e recordam os sabores da vida. A distração com os personagens diminui a angustia de estar no hospital.



A doença 



A insuficiência renal crônica (IRC) é uma deficiência que impõe aos pacientes mudanças de hábitos, gerando angústias e conflitos em seu cotidiano. As novas rotinas incluem a diminuição da ingestão de líquidos, sal e de certos alimentos; uso de medicamentos, três sessões de quatro horas de hemodiálise por semana. Às vezes, ainda há a dificuldade em se manter trabalhando. Muitas vezes o tratamento de hemodiálise faz o paciente se sentir isolado do resto da sociedade, pois estas limitações estão expostas a todo tempo, e controlar o alimento e a ingestão de água é a maior dificuldade. No Centro de Nefrologia o paciente da Santa Casa é visto em sua totalidade, em seu contexto biopsicossocial.