DITÃO

Dia do Estudante é comemorado com valorização da cultura Hip Hop no Ditão

Por: João Oliveira | Categoria: Educação | 13-08-2017 22:08 | 1765
Maykon Douglas retorna ao Ditão para comemora  o Dia do Estudante com trabalho de gravitismo
Maykon Douglas retorna ao Ditão para comemora o Dia do Estudante com trabalho de gravitismo Foto de Reprodução

Alunos da Escola Estadual Benedito Ferreira Calafiori (Ditão) realizaram um evento diferenciado em comemoração ao Dia do Estudante, na manhã de ontem (11/8), sexta-feira. Os estudantes se organizaram para promover um evento em valorização à cultura Hip Hop, um projeto promovido pela professora Gislene Duarte Alves Silva (a professora Gisa).
Entre as atividades houve a realização de arte no muro, com desenhos relacionados a alguma disciplina desses alunos,  batalha de rimas, dança do estilo hip hop, apresentação de DJs e MCs e grupos de danças convidados, entre eles a Impacto, o Estúdio Dance Leidy Ribeiro e  Espaço Árabe Ayunil.
O projeto realizado pela professora, denominado “Os Quatro Elementos da Cultura Hip Hop”, nasceu de um projeto desenvolvido pela primeira vez há cerca de seis anos, inspirado pelos ex-alunos Mayko Douglas e Vitor Pádua. A nova edição contou como parte de componente de nota na disciplina de Educação Física para os alunos, e que veio sendo trabalhada ao longo do mês. 
“Eu queria repetir um evento que eu já tinha organizado e deu certo, através de dois ex-alunos nossos, o Maykon e o Vitor Pádua, e surgiu a ideia de realizá-lo novamente, valorizando os alunos que são artistas e promovendo esse evento com a colaboração dos próprios estudantes. Estou me sentindo muito realizada, tanto que escolhemos o Dia do Estudante para fazer um dia diferente para esses meninos que são a razão da nossa profissão”, completa a professora.
O ex-aluno Maykon Douglas, de 20 anos, conta que começou a trabalhar com grafitismo nos idos de 2010, quando participava de batalhas de break dance junto com um amigo e que nesses eventos via algumas pessoas grafitando e teve vontade de aprender. 
“Em Paraíso era muito fraco o movimento, e só agora está começando a progredir. Nós não tínhamos incentivo nenhum, éramos muito criticados e chegavam a chamar a polícia quando íamos grafitar algum muro, era uma bagunça. Mesmo assim eu continuei no movimento sozinho e desde 2012 trabalho com o grafitismo e graças ao meu esforço já consigo trabalhar com isso. Hoje a situação está melhor”, relata.
No entanto, o estudante relata que ainda tem que lidar com o preconceito. “O preconceito começa na família, quando você pega uma lata de spray e vai para a rua. Todo mundo te critica, mas você tem que ignorar e continuar trabalhando para evoluir. O primeiro evento que participei foi há bastante tempo e voltar ao Ditão novamente o poder participar e ver essa galera curtir essa arte é muito legal”, completa grafiteiro que sonha ainda em estudar design.