DITÃO

Dia do Estudante é comemorado com valorização da cultura Hip Hop no Ditão

Por: João Oliveira | Categoria: Educação | 13-08-2017 22:08 | 2034
Maykon Douglas retorna ao Ditão para comemora  o Dia do Estudante com trabalho de gravitismo
Maykon Douglas retorna ao Ditão para comemora o Dia do Estudante com trabalho de gravitismo Foto: Reprodução

Alunos da Escola Estadual Benedito Ferreira Calafiori (Ditão) realizaram um evento diferenciado em comemoração ao Dia do Estudante, na manhã de ontem (11/8), sexta-feira. Os estudantes se organizaram para promover um evento em valorização à cultura Hip Hop, um projeto promovido pela professora Gislene Duarte Alves Silva (a professora Gisa).
Entre as atividades houve a realização de arte no muro, com desenhos relacionados a alguma disciplina desses alunos,  batalha de rimas, dança do estilo hip hop, apresentação de DJs e MCs e grupos de danças convidados, entre eles a Impacto, o Estúdio Dance Leidy Ribeiro e  Espaço Árabe Ayunil.
O projeto realizado pela professora, denominado “Os Quatro Elementos da Cultura Hip Hop”, nasceu de um projeto desenvolvido pela primeira vez há cerca de seis anos, inspirado pelos ex-alunos Mayko Douglas e Vitor Pádua. A nova edição contou como parte de componente de nota na disciplina de Educação Física para os alunos, e que veio sendo trabalhada ao longo do mês. 
“Eu queria repetir um evento que eu já tinha organizado e deu certo, através de dois ex-alunos nossos, o Maykon e o Vitor Pádua, e surgiu a ideia de realizá-lo novamente, valorizando os alunos que são artistas e promovendo esse evento com a colaboração dos próprios estudantes. Estou me sentindo muito realizada, tanto que escolhemos o Dia do Estudante para fazer um dia diferente para esses meninos que são a razão da nossa profissão”, completa a professora.
O ex-aluno Maykon Douglas, de 20 anos, conta que começou a trabalhar com grafitismo nos idos de 2010, quando participava de batalhas de break dance junto com um amigo e que nesses eventos via algumas pessoas grafitando e teve vontade de aprender. 
“Em Paraíso era muito fraco o movimento, e só agora está começando a progredir. Nós não tínhamos incentivo nenhum, éramos muito criticados e chegavam a chamar a polícia quando íamos grafitar algum muro, era uma bagunça. Mesmo assim eu continuei no movimento sozinho e desde 2012 trabalho com o grafitismo e graças ao meu esforço já consigo trabalhar com isso. Hoje a situação está melhor”, relata.
No entanto, o estudante relata que ainda tem que lidar com o preconceito. “O preconceito começa na família, quando você pega uma lata de spray e vai para a rua. Todo mundo te critica, mas você tem que ignorar e continuar trabalhando para evoluir. O primeiro evento que participei foi há bastante tempo e voltar ao Ditão novamente o poder participar e ver essa galera curtir essa arte é muito legal”, completa grafiteiro que sonha ainda em estudar design.