Com boicote e pechincha o consumidor conseguirá derrubar preços altos

Por: Redação | Categoria: Arquivo | 14-07-2002 00:00 | 251
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O consumidor brasileiro está totalmente desprotegido e sendo cruelmente sacrificado pelos órgãos governamentais, que sem nenhum escrúpulo, aumentam os preços das tarifas públicas e derivados de petróleo.
Procon, um órgão público que foi criado para defender o consumidor contra qualquer tipo de abuso de preços, qualidade e demais itens, está de pés e mãos atadas, porque funcionários se sentem impotentes, diante das autorizações de majoração nos preços, vindas do governo. O governo, na maioria das vezes é o patrão do funcionário responsável pela fiscalização.
Num País em que o salário mínimo, hoje é de R$ 220,00 - o botijão de gás de cozinha, 13 quilos, está sendo comercializado em Paraíso por até R$ 30,00 - ou seja, quase 15% do salário.
João Cordeiro, cidadão paraisense que exerce a antiga e quase extinta profissão de balaieiro, nos disse que há cinco anos ele comprava um botijão de gás com a venda de um só balaio. Hoje precisa vender cinco para efetuar a mesma compra.
O consumidor ainda pode encontrar o botijão de gás em Paraíso a R$ 27,00. O estabelecimento fica na avenida Venceslau Brás, próximo à Santa Casa. E se pechinchar, o consumidor poderá conseguir até por R$ 26,00.
Em Uberaba ainda se adquire por R$ 25,00. O Jornal do Sudoeste vai pesquisar preços em outras regiões, e, oportunamente estaremos divulgando.
Não é apenas pelo gás que se paga mais caro em Paraíso, pois o álcool combustível chega a custar até 50% a mais do que em Ribeirão Preto e Franca.
A pergunta outra vez fica sem resposta. Por que o consumidor brasileiro tem que pagar mais caro por derivados de petróleo, se, no mês de junho próximo passado o Brasil bateu recorde de produção, produzindo mais de um milhão e meio de barris. A conclusão é que não há justificativa para tantos aumentos.
No próximo dia 6 de outubro, dia de eleições, será a hora do eleitor dar o troco e tirar políticos que não têm o mínimo de respeito para com o povo brasileiro, gerando desemprego, fome e insegurança por todos os cantos do País.
Sebastião Tadeu Ribe