Folhetos eleitorais poluem toda a cidade

Por: Redação | Categoria: Arquivo | 13-10-2002 00:00 | 435
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No domingo de eleição, 06 de outubro, foi impossível andar pelas ruas de São Sebastião do Paraíso sem avistar folhetos de propaganda eleitoral. Ao que tudo indica os cabos eleitorais, resolveram distribuir o restante de material partidário de que dispunham. Porém, quem sofreu com a limpeza das ruas, não achou nada interessante a idéia. "É um tremendo desrespeito com a gente que sempre limpa a cidade com muito sacrifício, debaixo de chuva e de sol quente", comenta a gari Zilda Souza Pereira. 
Zilda conta que a semana seguinte ao dia da eleição é sempre a mais imunda do ano. "Mesmo com dois turnos, trabalhando dia e noite, ainda é necessário uma semana para deixar a cidade limpa", observa, no que é complementada pela colega de trabalho Roseli Lucimar Souza Freitas. "Acho que as pessoas deviam ter mais consciência, o que quase sempre nunca ocorre. São raras as que nos agradecem, porque, na maioria das vezes, todos reclamam. É muito difícil trabalhar o dia todo e não obter nenhuma forma de reconhecimento", afirma.
Entretanto, ambas lembram que enquanto há muitas pessoas atrapalhando o serviço que desenvolvem, há quem se esforce para colaborar. "Não podemos esquecer de quem varre suas portas e muitas vezes, uma parte da rua, contribuindo com a gente. Afinal, não contribuem só com a Consita, mas com todos os habitantes, já que a higiene do local onde vivemos, depende de todos nós", concluiu.

Sem punição
Embora a poluição visual causada pelos folhetos de campanhas eleitoral desagrade não só a equipe de limpeza, mas a população em geral, pouca coisa pode ser feita a respeito. "Até a meia-noite do sábado que antecede o processo eleitoral, é permitido a propaganda partidária, inclusive a distribuição de folhetos", afirma o juiz eleitoral Rinaldo Kennedy Silva.
O juiz afirma que não há proibições a esse respeito. "A punição só se aplica quando há a presença de cabos eleitorais distribuindo material de campanha aos eleitores durante o período de votação. Como os folhetos que amanhecem no domingo, não foram entregues diretamente ao eleitor e não há provas de que foram distribuídos após a meia-noite, o que tornaria o processo ilegal, nada pode-se fazer a respeito".
Kennedy afirma que a única coisa que poderia impedir essa prática é a consciência. "Se os candidatos, e até mesmo os cabos eleitorais que querem acabar com o estoque de material publicitário restante, agissem com bom senso e educação, a cidade não sofreria com esse problema e o eleitor seria mais respeitado no momento de escolha de candidatos". conclui.