CRÔNICA - JOEL CINTRA BORGES

Mente ativa na terceira idade

Por: Joel Cintra Borges | Categoria: Cultura | 29-09-2018 17:12 | 158
Joel Cintra Borges
Joel Cintra Borges Foto de Reprodução

É muito comum ouvirmos falar da necessidade de exercícios físicos quando na terceira idade, isto é, acima dos sessenta anos, mas, poucos se lembram da importância de manter a mente ativa.

A necessidade de exercícios físicos é muito clara, porque, movimentando-nos, colocamos nossos músculos em funcionamento, o que impede que eles atrofiem, isto é, fiquem moles, flácidos.

O cérebro também precisa de exercícios, ele não pode ficar parado, porque também atrofia, também murcha, também apaga. Na juventude, estamos sempre em movimento, conversando, discutindo, participando de jogos, lendo, assistindo aulas, assim, nossos neurônios estão no maior “pique,” tornando-nos ativos, despertos, alegres, falantes. É preciso manter um pouco dessa energia quando a idade chega. Evitar a “zona de conforto” de ficar vendo televisão o dia inteiro. Procurar ler livros ou revistas interessantes, participar de cursos, conhecer novas tecnologias, fazer palavras cruzadas, ver filmes interessantes, praticar jogos de tabuleiro (o Clube de Xadrez de S. S. do Paraíso, na Arena Olímpica, está aberto todas as as tardes, com aulas de xadrez gratuitas. Dá até para ser campeão mundial!).

Com a chegada da aposentadoria, dos cabelos brancos, não devemos aposentar também nossos sonhos, nossos desejos, nossas atividades, nossa alegria de viver.  Pelo contrário, é a melhor hora para olhar aquele arquivo chamado “Sonhos adiados”, abri-lo corajosamente e olhar tudo o que deixamos de fazer por falta de tempo, ou porque as despesas com os filhos não permitiam que pensássemos em nós mesmos. Por exemplo:

–  Sempre quis aprender a falar inglês, jogar xadrez, fazer uma faculdade, viajar...

O rio do tempo não parou, apenas chegou ao “Porto dos sonhos”. Deu-nos uma trégua para que reajustemos as velas de nossos barcos. Os filhos estão trabalhando, casados, têm suas próprias vidas; então, é hora de pensar em nós, em nossos antigos sonhos, que ficaram adormecidos. Que podem estar um pouco amarrotados, amarelecidos pelo tempo, mas não estão mortos, esperam apenas por nosso aceno para que despertem!