FERIADO

“Feriado é prejudicial ao comércio”, diz presidente da Acissp sobre 20 de novembro

Por: João Oliveira | Categoria: Cidades | 07-10-2018 22:03 | 323
Foto de Reprodução

Em tramitação na Câmara Municipal há quase um ano, o projeto de revogação do feriado municipal do Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, ainda não foi votado e nesta semana, quando teria parecer do presidente da Comissão de Finanças, Justiça e Legislação, Sérgio Aparecido Gomes, foi suspenso da pauta devido à ausência do vereador. Situação tem preocupado o presidente da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Serviços de São Sebastião do Paraíso, Ailton Rocha de Sillos, que afirma que a Acissp não questiona a importância da data, mas que feriado seja pelo menos facultativo.

“Nestes dois meses que antecedem ao Natal, há muitos feriados seguidos. Um feriado como este, apenas em São Sebastião do Paraíso, vai estimular que as pessoas viagem, deixando de consumir dentro no nosso município para consumir em outro. Isso é prejudicial ao comércio, que já vem sendo prejudicado há tempos e não consegue mais sobreviver desta forma. De 853 municípios mineiros, este feriado foi implantando em apenas 10. Os comerciantes paraisense já não aguentam mais esta situação”, lamenta Sillos.

O presidente da Acissp já chegou a enviar algumas correspondências à Casa Legislativa solicitando agilidade na votação do projeto, mas sente que a Comissão de Finanças tem “engavetado” a propositura para atrasar sua votação. “Fiz contato com os vereadores Marcelo de Morais e Cidinha Cerize, e parece que finalmente ele deve voltar ao plenário para discussão. A situação está muito difícil aqui em Paraíso e piora quando chega ao final do ano e a população resolve viajar para fazer suas compras. Com estes feriados todos, o comércio não consegue se recuperar”, aponta.

Atrelado a esta dificuldade, Sillos comenta sobre a carga tributária mineira que não consegue competir com a do Estado de São Paulo, onde é menor. “Não conseguimos sobreviver na fronteira com o estado de São Paulo; aqui estamos próximos a Franca e Ribeirão Preto, que são dois polos comerciais grandes e onde tudo é mais barato que aqui, assim, compensa muito mais viajar para estes municípios para fazer compra a comprar em Paraíso”, avalia.

Conforme Sillos, o comerciante já não tem mais motivação para manter as portas abertas, já que ainda tem que competir com o e-commerce: “hoje qualquer criança tem acesso à internet na palma da mão e pode parar na frente da loja, ver um produto, e comprar na internet a preços muito menores, sem precisar comprar uma garantia ou pagar algum imposto ao município. O comerciante paraisense já não suporta mais”, completa. O projeto deve voltar para discussão no plenário da Câmara na sessão da próxima segunda (8/10).