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Invente qualquer coisa

Por: Fernando de Miranda Jorge | Categoria: Cultura | 21-11-2018 09:45 | 310
Fernando de Miranda Jorge
Fernando de Miranda Jorge Foto de Reprodução

"A vida" - é um grande risco, e será sempre. Eu, às vezes, tenho medo de viver não dando tudo certo como gostaríamos. Vivo torcendo para dar certo. Vejam a sutileza do pensar como o poeta e compositor Renato Russo: Quando tudo nos parece dar errado/Acontecem coisas boas/Que não teriam acontecido se tudo tivesse dado certo.

"A noite" - é muito longa e sou capaz de realizar certas coisas que nem sei se poderia fazer... Apesar de ser daqueles de dormir tarde e acordar cedo, assim fico inventando coisas, qualquer coisa, desde que valha a pena, pois amanhã é só o dia seguinte.

"O dia" - durante o dia - além da rotina cruel, penso em tudo que ainda não vi e não vejo como inventar qualquer coisa, porque o dia a dia atrapalha. Faço o básico. Relembro-me de sentimentos bons; experimento-me de algo novo; não gosto da mesmice. Ser grato; presenteio-me com alguma coisa nova; gosto disso. Ainda durante o dia, faço um ato aleatório de bondade, anonimamente, para alguém que conheço e não espero nada em troca. Isto me faz bem, porque não preciso inventar nada, é só fazer o que tem de ser feito.

E pronto. Exercito - tento - a faculdade de elogiar alguém. Rir - não é meu forte, apesar de saber que rir é bom; mas rir de tudo é desespero, não gosto. No mais, é fazer planos para o dia seguinte e inventar qualquer coisa, aprender e repassar. Muita coisa já existe que não conheço e, talvez, não precise inventar nada. Será?

Fernando de Miranda Jorge
Acadêmico Correspondente da APC Jacuí/MG
fmjor31@gmail.com