CRÔNICA JOEL CINTRA BORGES

Jesus

Por: João Oliveira | Categoria: Cultura | 15-12-2018 13:35 | 250
Joel Cintra Borges
Joel Cintra Borges Foto de Reprodução

Aproxima-se o Natal, a data mais festiva do nosso calendário, porque é o dia escolhido – uma vez que não há qualquer registro histórico – para comemorar o nascimento de Jesus.

Mas, quem é Jesus, afinal de contas? Os dicionários dizem que  em aramaico, sua língua nativa, ele se chamava Yeshuas, um nome relativamente comum entre os judeus e quer dizer Javé é a salvação. As palavras Cristo e Messias, frequentemente associadas a seu nome, são sinônimas, significando ungido, escolhido.

Filho de Deus como nós, seu estágio evolutivo é muitíssimo maior. o que demonstra em sua moralidade e sabedoria, muito acima da época em que viveu e de qualquer pessoa do nosso tempo. Seus ensinamentos atravessam os séculos como modelos de concisão, clareza e profundidade.

Quanto aos seus poderes, oriundos, naturalmente, de  conhecimentos superiores, a ideia que a gente tem é que, quando falava a um paralítico: “Levanta-te e anda! “, ou quando tocava os olhos de um cego para devolver-lhe a visão,  ele se comunicava com as próprias células, os próprios átomos, ordenando-lhes que se reorganizassem para permitir que isso acontecesse.

O que se sabe sobre nosso Mestre, além do que foi relatado pelos seus apóstolos, é que é o Governador Espiritual do nosso planeta, tendo acompanhado toda a evolução da Terra, desde seus primórdios quatro e meio bilhões de anos atrás.

Buscando informações sobre a influência do Cristo em outros planetas, Francisco Cândido Xavier passou por uma experiência muito interessante, a qual é relatada no livro Chico Xavier, Mediunidade e Coração, de Carlos Bacelli:

“A esse respeito, peço permissão para dizer que, certa feita, indagando de Emmanuel qual a posição de Jesus no Sistema Solar, ele me respondeu que ficasse, a respeito de Deus, com a expressão Pai Nosso, dita por Jesus, e não perguntasse muito, porque eu não tinha mente capaz de entrar no domínio desses conhecimentos com a segurança precisa. Eu insisti e ele então desdobrou um painel à minha vista, num fenômeno mediúnico.

Apareceu então a Terra na comunidade dos mundos do nosso sistema evolutivo em torno do Sol. O nosso Sol, depois, em outra face do painel, evoluindo para a constelação que, se não me engano, é chamada de Andrômeda. Depois, essa constelação, arrastando o nosso sistema e outros, evoluía em direção a outra constelação que já não tinha nome na minha cabeça. Essa outra constelação avançara para outra muito maior dentro da nossa galáxia.

Depois, apareceu a nossa galáxia, imensa, como se uma lente de alta potencialidade estivesse entre os meus olhos e o painel. E a nossa galáxia evoluía, com outras galáxias, em torno de uma nebulosa enorme e que Emmanuel me disse que passava a evoluir em torno de outras nebulosas.

Então, a minha cabeça ficou cansada e eu pedi para voltar, como se tivesse saído de um foguete da Terra e me perdesse pelo espaço afora, e sentisse uma vontade louca de voltar a ser gente e ficar outra vez no meu lugar. Porque tudo está dentro da Ordem Divina. Cada mundo, cada sistema, cada galáxia, orientados por inteligências divinas, e Deus, para lá disso tudo, sem que possamos fazer-lhe uma definição. Senti uma vontade enorme de voltar para a minha cama e tomar café quente!”