NOTIFICAÇÕES DENGUE

Paraíso está em alerta contra dengue com 36 notificações em dois meses

Por: Roberto Nogueira | Categoria: Cidades | 19-12-2018 15:58 | 9058
Terrenos e quintais sujos favorecem procriação do mosquito e podem causar epidemia de dengue em Paraíso
Terrenos e quintais sujos favorecem procriação do mosquito e podem causar epidemia de dengue em Paraíso Foto de Arquivo

A coordenadora da Vigilância em Saúde, Daniela Cortez, anunciou que somente em novembro e nas duas primeiras semanas de dezembro São Sebastião do Paraíso registrou já 36 notificações de dengue. “Estamos em alerta por esta situação recorde e que requer uma atenção especial de toda a nossa comunidade pelo risco do nosso município ter uma epidemia de dengue”, comenta. A região do bairro São Judas Tadeu é a que requer maior atenção dos agentes, pois, é onde tem sido encontrada a grande a maioria dos casos de infestações de larvas do mosquito Aedes Aegypti.

Segundo informações da Vigilância somente neste ano no município paraisense já foram registradas 89 notificações de dengue. “Até agora tivemos oito casos confirmados, temos 48 situações aguardando resultado e foram 32 notificações negativas”, enumera Daniela. Uma das notificações teve a confirmação de dengue, mas o exame foi feito por um laboratório particular. Normalmente em casos suspeitos e feita a coleta de material que é enviado para análise na Fundação Ezequiel Dias (Funed) em Pouso Alegre. A coordenadora cita ainda que em Paraíso ainda houve uma notificação para a Chicungunya, que foi descartada.

De acordo com Daniela Cortez São Sebastião do Paraíso está inserido em uma lista de 60 municípios mineiros com risco de epidemia. “Foram feitos levantamentos pelas equipes de epidemiologia e tivemos na cidade altos índices de infestações, alguns locais com até três vezes mais os valores que poderiam ser considerados normais”, acrescenta a coordenadora. A região do bairro São Judas Tadeu é a que tem apresentado maior índice de infestação. “Nós já intensificamos os trabalhos de fiscalização, aumentamos as visitas de campo, nas residências para tentarmos conter o avanço dos casos suspeitos”, anuncia.

O trabalho consiste na adoção de medidas estratégicas das equipes da Vigilância principalmente nas regiões de maior concentração dos focos dos criadouros dos mosquitos. Existe um trabalho intenso sendo feito na Rua Desembargador Jorge Fontana onde foram detectadas áreas propícias para o desenvolvimento de focos do mosquito da dengue. Depósitos de água irregulares, vasos e frascos com água, garrafas retornáveis, recipientes de gelo em geladeiras; além de materiais em depósitos de construção, lixo, sucatas e ferro velhos, são alguns dos mais frequentes focos do mosquito Aedes aegypti encontrados pelos agentes de endemias em residências.  “Há lugares com onde temos percebido armazenagem inadequada de diversos objetos favoráveis à procriação do mosquito e onde tem sido feito um trabalho intenso de orientação”, aponta a coordenadora.

Além do São Judas, bairros como Jardim Europa e a região central da cidade são alguns lugares que têm recebido atenção especial das equipes da Vigilância em Saúde. O trabalho feito consiste nas visitas às casas com destruição dos criadouros, tratando com a colocação de medicamentos e venenos as áreas infestadas. “Em alguns locais estamos utilizando as bombas costais para aplicação de produtos para combater as larvas e o mosquito, mas precisamos muito da colaboração das pessoas e ajuda da comunidade para limpeza dos quintais, terrenos, evitar deixar acumular água em vasos de plantas e outros recipientes, principalmente agora que estamos no período das chuvas”, alerta Daniela.

A dengue tem como características a febre alta, mal estar com fortes dores de cabeça, dores pelo corpo, cansaço e aparecimento de manchas pelo corpo. “É importante as pessoas ficarem atentas aos sintomas que favorecem no diagnóstico e também no tratamento”, orienta Daniela. A picada do Aedes, também conhecido como "mosquito da Dengue", é capaz de transmitir a Chikungunya, Zika e a Dengue. Com a chegada da época do calor e do período chuvoso, todo cuidado é pouco para não deixar água parada em casa, e para enfrentar este problema é preciso a união de toda sociedade para que cada um faça a sua parte.

Ela cita que o uso de repelentes pode ajudar a evitar a ação do mosquito. “As gestantes tem o direito ao repelente que é fornecido gratuitamente na Farmácia Municipal, no entanto é preciso ter um encaminhamento e solicitação do médico da Unidade de Saúde da Família”, completa. Em caso do aparecimento dos sintomas recomendamos que a pessoa neste período procure a Unida de Pronto Atendimento (UPA).