EPIDEMIOLÓGICO

SES mostra primeiro boletim epidemiológico do ano e Paraíso está em estado de atenção

Por: Roberto Nogueira | Categoria: Saúde | 09-01-2019 09:33 | 663
Paraíso intensifica controle aos focos de criação do mosquito da dengue
Paraíso intensifica controle aos focos de criação do mosquito da dengue Foto de Arquivo

Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES/MG) divulgou na terça-feira, 8, o primeiro Boletim Epidemiológico de 2019. Até o momento conforme informações atualizadas no dia 7 de janeiro o Estado registrou em 2018 29.875 casos prováveis (confirmados e suspeitos de dengue). São Sebastião do Paraíso que terminou o ano com 98 notificações e 8 confirmações segue em estado de alerta e aparece com apontamentos de municípios com incidência de casos, com alta incidência de infestação predial e com criadouros do mosquito aedes aegypti.

Segundo a SES o aumento no número de casos prováveis de dengue, observado em outubro e novembro de 2018 quando comparado com 2017, pode ser explicado pelo desabastecimento de kits para diagnóstico laboratorial. Este aumento não é verificado para os casos notificados. A entrega dos kits comerciais (ELISA) para o diagnóstico de dengue, zika e chikungunya continua em atraso por parte do Ministério da Saúde à Fundação Ezequiel Dias (Funed). Esse teste comercial para diagnóstico sorológico de dengue, chikungunya e zika que está em falta. Contudo, as demais metodologias estão sendo realizadas normalmente: Mac-ELISA, PCR em tempo real e Isolamento Viral. Diante disto, um processo de aquisição de kits comerciais está sendo realizado pela Funed.

Em 2018, até o momento, oito óbitos foram confirmados por dengue residentes em oito municípios. Também há registro de outras 14 mortes em investigação para dengue. Em relação à Febre Chikungunya, Minas Gerais registrou 11.772 casos prováveis da doença, concentrados na região do Vale do Aço. Até o momento, foi confirmado um óbito chikungunya e há dois casos em investigação. Já em relação à Zika, foram registrados 184 casos prováveis da doença em 2018, até a data de atualização do boletim.

Quanto ao município paraisense o quadro atual para o período e de alerta para a população. O município fechou o ano com 98 casos confirmados, 8 notificações e corre o risco de ter uma epidemia neste início de ano.  Conforme os mapas divulgados no primeiro boletim epidemiológico deste ano da SES/MG, Paraíso esta com incidência média de casos de dengue. Para esta situação são registrados de 100 a 299 casos prováveis por 100 mil habitantes.

Em outro mapa a cidade aparece sem registros de casos prováveis de Chikungunya.  A mesma situação também é registrada para os casos de Zica. No levantamento de índice realizado em outubro, 831 municípios enviaram informações ao Governo sendo que 60 estão em situação de risco para ocorrência de surto, 293 estão em situação de alerta e 478, encontram-se em situação satisfatória. Neste quesito Paraíso encontra-se situado na condição de alto risco. Outro apontamento feito em relação aos criadouros de mosquito Aedes Paraíso está no grupo D, onde problema mais grave é relacionado a lixo acumulado, juntamente com outras 366 cidades mineiras. Paraíso ainda está relacionado entre as localidades com focos de Aedes em reservatórios e também em depósito domiciliares.

Em função deste quadro a Coordenação de Vigilância em Saúde do município tem feito alertas e informa que as equipes de trabalho de prevenção estão em campo com trabalho intensificado. De acordo com Daniela Cortês e possível que neste início de ano a cidade apresente uma incidência ainda maior de casos de dengue devido a situação climática favorável a procriação do mosquito da dengue. Desde o final do ano passado diversas ações de combate e controle oram intensificadas. “É preciso que a população colabore mais com a limpeza de terrenos principalmente em relação ao acúmulo de lixo nos quintais e terrenos baldios”, alerta.

Além do uso de veneno, tem sido utilizada a bomba costal para aplicações de produtos de combate ao mosquito nas principais áreas infestadas da cidade. As ações de bloqueio visam evitar o aumento dos casos para além das áreas com maior índice de infestações. A principal recomendação é para que as pessoas evitem deixar acumular água parada nas vasilhas de plantas e outros recipientes.