SESC x PRAÇA DE ESPORTES

Nas mãos do SESC, Praça de Esportes ainda não vê sinais de obras

Por: João Oliveira | Categoria: Cidades | 12-01-2019 09:46 | 9367
Foto de Arquivo "JS"

A doação da Praça de Esporte Castelo Branco ao Serviço Social do Comércio de Minas Gerais (Sesc-MG) teve transferência assinada em julho do ano passado e, naquele mesmo momento a antiga área que pertencia a entidade teve documento de retrocessão assinada pelo presidente interino da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio/MG), Lúcio Emilio de Faria Júnior para que a UFLA pudesse ter um espaço para o seu campus no município. Desde então, foram feitas visitas técnicas realizadas pelo Sesc em Paraíso, mas até o momento não há sinais de obras no local, bem como apresentação de projetos. A promessa da vinda do Sesc para São Sebastião do Paraíso já existe há mais de 10 anos.

Na época dos tramites para as transferências das áreas, o presidente da Feco-mércio/MG recordou momento em que foi assinado com o município o protocolo de intenção que envolveria devolução da área para o município diante da permuta com o Praça de Esportes.  Ele disse que dada à grandiosidade desse projeto, que o processo foi muito rápido e só foi possível porque todos acreditaram. "O próximo passo agora e realizar todos os estudos da área, providenciar os projetos e licitações. Vamos mudar todo aquele cenário e será um espaço muito melhor que proporcionará a população paraisense os serviços que são ofertados pelo Sesc", disse.

Todavia, recentes polêmicas envolvendo o Sistema "S" e declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, que manifestou a possibilidade  em cortar recursos dessas entidades trouxe dúvidas e descrença em relação a novos projetos.

Em Paraíso o Centro Atividade do Trabalhador, onde funcionavam importantes projeto como de natação e a Filamôrnica da Sesi/Acissp, após o Serviço Social da Industria informar que não mais tinha interesse em manter a parceria com Acissp, o local está de portas fechadas. Em relação ao Sesc em Paraíso, nenhum esclarecimento sobre situação mediante declarações do governo foi prestado.

Em contato com a Fecomércio, o Jornal do Sudoeste questionou se estariam assegurados recursos para a remodelação da Praça de Esportes Castelo Branco, conforme ficou ajustado com município paraisense,  a assessoria de imprensa informou ao que é "importante esclarecer que apesar de o Sesc compor o Sistema Fecomércio-MG, Sesc e Senac, tem-se que as três entidades são autônomas e independentes entre si, sendo cada qual gerida e administrada por seus respectivos Conselhos e, no caso da Fecomércio, por sua diretoria. Assim, não obstante eventual alteração nas receitas do Sistema S, todo e qualquer assunto envolvendo projetos da entidade carece de deliberação do respectivo Conselho, órgão competente para tal, não nos sendo possível (Fecomércio MG) dispor e manifestar sobre projetos do Sesc".

Ainda, de acordo com a Fecomércio, sobre o que tange as receitas do Sistema S "é muito prematuro manifestarmos, nesse momento, considerando que se têm apenas declarações do Ministro da Economia, nada de concreto foi apresentado, de certo que não sabemos nem mesmo se haverá mudança, portanto, indispensável aguardar e acompanhar o desenrolar do assunto", destacou. De acordo com informações da Prefeitura de São Sebastião do Paraíso, o município está tentando agendar nova reunião com direção do Sesc, mas devido ao recesso que aconteceu no final do ano de 2018, até o momento não obteve resposta.

Ainda, de acordo com a Prefeitura, no que tange as responsabilidades do município para a construção da unidade do SESC em Paraíso, a Prefeitura já cumpriu toda sua parte, a primeira foi no final de 2016 quando iniciou tratativas envolvendo o SESC/MG, a CNC e a UFLA, posteriormente no início de 2018 aprovação, com apoio da Câmara Municipal, de lei que efetivou a doação de área a entidade, depois disso com prestação de todas as informações e assessoria necessária para a elaboração dos projetos e a última etapa com a conclusão final do ano quando foi solicitado informações sobre zoneamento, classificação viária, condicionantes ambientais e de proteção do Patrimônio cultural, entre outras, do espaço doado.

Segundo a prefeitura, a lei que doa terreno ao Sesc determina a reversão do imóvel ao Município se as obras de melhorias não forem iniciadas no prazo de dois anos e finalizadas no prazo de três anos, contados da data da lavratura da escritura.