CRÔNICA JOEL CINTRA BORGES

Desastres naturais

Por: Joel Cintra Borges | Categoria: Cidades | 11-02-2019 09:51 | 252
Joel Cintra Borges
Joel Cintra Borges Foto de Arquivo

"Por que ocorrem desastres naturais? Olhando pelo ângulo físico, podemos dizer que as causas são variadas, começando pelo descaso do homem para com o planeta, como, por exemplo, a emissão excessiva de gás carbônico, causando a destruição da camada de ozônio da atmosfera, o que tem provocado um aquecimento excessivo do globo terrestre, e, por adição, um desarranjo nas condições climáticas, com picos de sol intenso e temporadas de frio congelante, como ocorreu recentemente nos Estados Unidos, onde, na cidade de Chicago, houve sensação térmica de cinquenta graus abaixo de zero, mais frio que no Polo Norte!

Também ocorrem tsunamis, como o que houve há alguns anos na Indonésia, deixando um rastro de aproximadamente 230 mil mortos, entre habitantes locais e turistas. Terremotos no Japão, destruindo cidades inteiras, pontes, estradas e, naturalmente, vidas. Nesse caso, fala-se em movimentos de placas tectônicas, que são as grandes bases de nosso solo. Vulcões aparecem na Itália, na Indonésia, nos Andes, emitindo gases tóxicos que asfixiam e lava candente que queima...

"Onde pode acolher-se um fraco humano,/Onde terá segura a curta vida,/Que não se arme, e se indigne o Céu sereno,/Contra um bicho da terra tão pequeno?"  Já escreveu o genial poeta português Luís Vaz de Camões em 1572, na grande obra "Os Lusíadas".

Quando vemos tantos acontecimentos funestos, que têm acontecido até aqui no Brasil, não podemos deixar de pensar nas causas metafísicas dos mesmos. Por que acontecem em determinado lugar e não em outro? Por que morrem algumas pessoas e outras não? Será que alguma pessoa de Brumadinho, naquele dia exato, não foi a Belo Horizonte fazer um exame de saúde e com isso escapou da morte certa? Por quê?

"A grande resposta é que há muito mais coisas envolvidas do que placas tectônicas, ou emissão de gás carbônico. Não estamos sozinhos no Universo e nem por nossa exclusiva conta aqui na Terra. Somos estagiários aqui, como poderíamos estar em qual quer dos infinitos mundos que pululam no espaço sem fim. Temos uma missão, um trabalho, um curso a que nos propusemos antes de pegar o invólucro de carne. Só que andamos muito esquecidos. A televisão, o celular, os carros e aviões tiveram um efeito anestesiante no Homo sapiens. E ele está ficando materialista, trocando meia dúzia de dólares e quatro noites de sexo por todas as estrelas, planetas e galáxias do céu...

Couro grosso pede ferrão de ponta, ouvidos moucos exigem o clamor dos vulcões ou o barulho avassalador dos terremotos..