AGRICULTURA

Oscilação climática não deve prejudicar safra de café na região, diz especialista

Por: João Oliveira | Categoria: Agricultura | 21-02-2019 10:58 | 771
Foto de Reprodução

O calor intenso dos últimos dois meses e as recentes chuvas torrenciais não devem prejudicar safra cafeeira de 2019 na região, diz o engenheiro agrônomo e estensionista agropecuário da Emater de São Sebastião do Paraíso, João Bosco Minto. De acordo com ele, as lavouras da região têm apresentado uma boa qualidade do grão que se encontra atualmente em fase de maturação.

"Não é um problema que temos enfrentado no município, mas há regiões onde o produtor tem reclamado do excesso de temperatura que tem estragado o fruto do café. Mas o que temos percebido aqui na região e por onde eu tenho passado e que é um problema fora da nossa realidade; as lavouras estão bonitas", ressalta.

De acordo com o estensionista a safra não deve ser tão produtiva como a do ano anterior que, segundo ele, foi a maior da história, mas deve ser uma boa safra. Ele destaca ainda que em relação qualidade do grão, por enquanto não tem sido encontrados muitos problemas, sobretudo em relação a broca, que prejudicou muito a qualidade do grão em safra anterior, o que refletiu no preço do café.

Em relação à queda dos "chumbinhos" recém-formados, Bosco comenta que os produtores não enfrentaram muito problema na região. "Agora é época do enchimento do grão com as chuvas que estamos tendo recentemente não acredito que devamos enfrentar transtornos. Todavia, o preço ainda continua ruim para o produtor", destaca.

O engenheiro agrônomo comenta que o preço dos insumos para o tratamento da lavoura tem subido ano a ano, mas a valor da saca de café continua baixo. "O valor da saca tem deixado a desejar. O preço nesta época costumava estar pelo menos R$ 100 acima do que atualmente está cotado. Lembro-me que no último ano nós fomos a Femagri, em Guaxupé, e o café estava sendo comercializado como moeda na compra de maquinários a R$ 520 a saca, hoje está em torno de R$ 410", lamenta.

Além da desvalorização do preço da saca, João Bosco comenta que o café não tem acompanhado o valor dos insumos usados para a manutenção da lavoura. "O adubo, por exemplo, custava cerca de R$1,4 a R$1,5 mil a tonelada e já foi para cerca de R$2,1 mil; os defensivos agrícolas todos aumentaram preço e infelizmente o preço do café só cai". Todavia, apesar das perspectivas negativas pelo valor saca, Bosco finaliza que ao produtor só restar aguardar e espera que seja um bom ano de colheita.