DENGUE

Dengue: casos notificados diminuem, mas números ainda são preocupantes em Paraíso

Coordenadora destaca redução de números notificados por dia e dá orientações de como população deve agir diante do Fumacê
Por: João Oliveira | Categoria: Cidades | 09-03-2019 10:36 | 4437
Três caminhões com resíduos foram removidos pela Vigilância no mutirão do último sábado (2/3)
Três caminhões com resíduos foram removidos pela Vigilância no mutirão do último sábado (2/3) Foto de Divulgação

Os trabalhos da Vigilância em Saúde para conter a disseminação da dengue em São Sebastião do Paraíso vêm mostrando resultado, mas os números ainda preocupam. Segundo último balanço, já são 1370 casos notificados, porém, os estudos epidemiológicos mostram que os números estão decaindo de semana a semana em um comparativo com o último mês, quando havia uma crescente nas notificações. Desses casos, 162 já foram confirmados e 35 deram negativos.

Conforme a coordenadora do setor, Daniela Cortez, é preciso um trabalho permanente e apoio da população para que esse número ao menos se estabilize. “A velocidade dos números está diminuindo, mas no fechamento total,  ainda é grande. Teve dia que chegamos a notificar de três a quatro casos e isto mostra que há uma queda na incidência da dengue”, revela. Cortez destaca ainda que em relação a janeiro, houve uma queda de mais de 200 casos notificados em um comparativo com o último mês.

Conforme os números, na primeira semana foram notificados 34 casos; na segunda, 62; na terceira, 145; na quarta, 218; na quinta semana, 278; na sexta semana, 212; na sétima, 157; na oitava, 127; na nona semana, 100; na décima, 57 até o momento.

Entre os casos, Daniela conta que muitos a Vigilância não tem conseguido entrar em contato para marcar o exame de sorologia para confirmar ou não se o cidadão está com a doença. “Pode ser que a pessoa está doente, e não sabe; mas independentemente da situação, o tratamento é feito se a pessoa apresentar os sintomas, tendo o resultado sido positivo ou negativo. O resultado influência apenas na questão epidemiológica e já descobrimos com isso a presença dos vírus ‘dengue 1’ e ‘dengue 2’”, conta.

MUTIRÃO
Neste sábado, caso o tempo não prejudique o programado, a Vigilância em Saúde fará novo mutirão de limpeza nos bairros Jardim Itamaraty, Riviera e Jardim das Hortên-sias, a partir das 8h. A ação deve contar com apoio de empresários, secretarias municipais, Câmara Municipal, Consita e Associação de Catadores (Acassp). Durante a semana, foram realizadas ações nessa região, mas com este mutirão espera-se intensificar e remover o maior número de resíduos possíveis.

Daniela comenta que à medida que foi reduzindo a infestação no São Judas, no Itamarati e Alvorada houve um aumento de casos prováveis, porém, no Alvorada ela destaca que já houve grande redução mediante dos trabalho de UBV Pesado e também portátil, além de ações de limpeza.

Destaca que já foram retirados 33 caminhões de resíduos nas ações promovidas pela Prefeitura e comenta que muita gente tem entrado em contato para saber quando ação irá acontecer nos demais bairros.

“Estamos trabalhando o entorno da cidade onde situação está mais critica. A população precisa mesmo tirar o lixo de casa e reduzir os locais de proliferação do mosquito. Sabemos que há aqueles que esperam que nós passemos para se livrar desses resíduos, mas é preciso armazenar de maneira adequada para não contribuir com a dengue”, ressalta.

FUMACÊ
A coordenadora da Vigilância em Saúde orienta também sobre o fumacê. De acordo com ela, há muitos questionamentos do que fazer quando o caminhão passar. “Sou muito questionada por moradores se devem abrir a casa ou se trancam. A nossa orientação é que a pessoa deixe a casa aberta, mas que não receba diretamente o jato do veneno e crianças e idosos podem ficar em um cômodo da casa mais afastado”, orienta Cortez.

Ela destaca que se na rua, se o cidadão se deparar com o caminhão, que procure não ficar em contado com o veneno. Daniela salienta ainda que o fumacê não tem passado em frente de bares e restaurantes para não correr riscos. “Alguns locais onde não é possível aplicar o veneno, nós cortamos. Todavia, se não tivesse realizando esse tratamento com o fumacê, a situação estaria muito pior”, completa.