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Escrever para quê?

Por: Fernando de Miranda Jorge | Categoria: Cultura | 03-04-2019 09:46 | 2020
Fernando de Miranda Jorge
Fernando de Miranda Jorge Foto de Reprodução

Na realidade, escrever para quem? O jornalista Dídimo Paiva decretava: não passe de uma lauda, senão ninguém lê. Já o poeta e escritor Olavo Borges sentenciava: crônicas devem ser curtas e objetivas, assim terão muitos leitores.

O que observamos num texto é o seu tamanho, o seu conteúdo fica para lá. E como será que os leitores leem? Pelo seu título? O que provoca interesse ao se abrir um jornal, por exemplo, não sei... Às vezes buscam os colunistas, os editoriais e matérias de sua área de atividade. Parar numa delas e ler até o final? Tem de haver uma sintonia entre quem escreve e o leitor. Olha o fulano ali, o que será que está escrevendo? Político interessa por bastidores, polêmicas, fofocas de seus adversários, política e politicagem, cuja diferença é sutil, mas que tem por objetivo atender aos interesses pessoais ou trocar favores.

Já para os intelectuais, a sua leitura é imprescritível a sua inteligência. Ler é bom, ainda que sejam títulos inócuos e de conhecimento prático, indiferente, desinteressante. Todavia, ao bom leitor, selecionar uma boa leitura, é essencial para absorver conhecimentos e, assim, tecer opiniões críticas sobre os vários temas e realidades.

Caro leitor, não afronte o cronista. Escrever não é passatempo... É preciso inspiração, pensar e pensar e, ainda assim, escreve demais: assim, assim não deveria. Agora, escrever extensamente? Melhor escrever um livro, se conseguir...  

Fernando de Miranda Jorge - Acadêmico
Correspondente da APC
Jacuí/MG - e-mail: fmjor31@gmail.com