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Câmara aprova moção de repúdio contra Reforma da Previdência após uso da Tribuna Livre

Por: João Oliveira | Categoria: Política | 04-04-2019 13:58 | 725
Rildo fala sobre preocupação com reforma da previdência
Rildo fala sobre preocupação com reforma da previdência Foto de ASSCAM

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Sebastião do Paraíso (SEMPRE), Rildo Domingos, na sessão da Câmara Municipal. segunda-feira (1/4), falou de sua preocupação com a Reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro, que propõe mudanças no sistema de aposentadoria.

Em decorrência da fala de Rildo, foi aprovada uma moção de repúdio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que modifica o sistema de Previdência Social, endereçada ao presidente da República Jair Messias Bolsonaro, entre outras autoridades.

De acordo com Rildo, este é um momento crucial da sociedade brasileira.  “A nossa caminhada ao longo desses dias tem sido de contatar a população paraisense e da região sobre esta questão sendo tramitada no Congresso Nacional, a famigerada Reforma da Previdência. Da maneira como ela está, não pode ser considerada uma reforma, mas sim um desmonte da Previdência Social.”

O presidente do SEMPRE estava acompanhado pelas diretoras Regina Nunes e Rejane Tenório. Apresentou ainda, um simulador de aposentadoria que oferece ao cidadão saber quanto tempo falta para se aposentar e o valor do seu benefício. “Iremos até as praças, as feiras, colocar para a população um simulador de aposentadoria com a Proposta de Emenda à Constituição - PEC 06 para que as pessoas tenham noção do risco que estão correndo. Somos a favor de uma reforma da previdência, mas não essa. A população não foi chamada para discutir”.

As diretoras também mostraram seus descontentamentos. Regina Nunes afirmou que a reforma vem para prejudicar as mulheres e os mais pobres. “A reforma não considera a dupla jornada que as mulheres fazem com o papel de pai e mãe.

O nosso objetivo é pedir que a população acorde, é momento de nos unirmos e lutarmos por nossos direitos. A Igreja Católica, através da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), já se manifestou contrária à reforma. Como você fica 40 anos ininterruptos no mercado de trabalho?”. Regina Nunes é professora há 26 anos. “Se a reforma passar, eu terei que trabalhar por mais 20 anos e nove meses, estarei aos 65 anos de idade com uma turma de 35 alunos, isso é desumano”.

O vereador Jerônimo da Silva (DEM) pediu para que a Casa enviasse um ofício à Associação Nacional dos Vereadores para que eles também se mobilizem. Marcelo Morais (PSDB) afirmou que se o país tivesse crescido 2% a mais no PIB (Produto Interno Bruto) não seria necessária a discussão sobre a reforma da Previdência. Declarou, ainda, que seria a favor da Reforma quando as renúncias de receita estivessem acabadas e as Reformas Política e do Judiciário acontecessem, mostrando exemplo de “cima para baixo”.

O vereador José Luiz das Graças (DEM) propôs uma moção de repúdio à PEC,  endereçada ao presidente da República, Jair Messias Bolsonaro; ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre; ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia; ao ministro Paulo Guedes e ao secretário de Previdência Social, Rogério Marinho. Propôs, ainda, enviar uma cópia da moção aos deputados federais Reginaldo Lopes (PT), Emidinho Madeira (PSB), Odair Cunha (PT), Bilac Pinto (DEM), Dimas Fabiano (PP) e André Janones (AVANTE). De acordo com a moção, as mudanças não trazem novos avanços, apenas perdas, além de quebrar o pacto de gerações e extinguir o sistema de solidariedade.

“Esta reforma, nos moldes em que o presidente encaminhou para o Congresso, é inaceitável. Não podemos aceitar que pessoas que tenham profissões tão difíceis tenham que trabalhar por mais de 40 anos. Talvez o caminho para o país ter emprego para todos fosse a jornada de seis horas, talvez se regulamentasse abriria mais vagas e traria igualdade para todos. Precisa-se fazer uma reforma da Previdência nesse país, mas uma reforma justa, para todos “, afirmou o vereador. A moção de repúdio foi aprovada em plenário.