POLEPOSITION

Cuidado com o muro!

Por: Sérgio Magalhães | Categoria: Esporte | 09-06-2019 21:19 | 2499
“Muro dos campeões”, um dos  desafios do Circuito Gilles Villeneuve
“Muro dos campeões”, um dos desafios do Circuito Gilles Villeneuve Foto de Reuters

Damon Hill, Michael Schumacher, Jacques Villeneuve, Jenson Button, Sebastian Vettel(!), todos eles já estamparam o “muro dos campeões”, um dos pontos de maior desafio do Circuito Gilles Villeneuve onde os pilotos passam tirando tinta na entrada da reta dos boxes.

Mas não é só o muro dos campeões que alimenta as lembranças da corrida canadense. A prova é rica em histórias, e outra que a gente nunca esquece é da trapalhada de Nigel Mansell, em 1991, dando tchau para as câmeras de TV na última volta e parar a poucos metros da bandeirada, entregando a vitória de presente para Nelson Piquet.

Por muito tempo falou-se que Mansell havia desligado acidentalmente a chave geral da Williams, mas o que aconteceu de fato foi uma desatenção do “Leão” (como era chamado) que desacelerou de tal modo que o sistema hidráulico entrou em pane devido a baixa rotação do motor, e o carro parou.

Sempre quando um piloto perde uma corrida praticamente ganha, gera um clima de comoção, como aconteceu com Charles Leclerc no GP do Bahrein. Mas no caso de Mansell ainda hoje é motivo de risos pela cena bizarra. Aquela foi a última vitória de Piquet na F1. Era a 5ª corrida do ano e a quinta de um brasileiro, já que Ayrton Senna havia vencido as quatro primeiras.

Os tempos são outros, e é a Mercedes que vem de uma sequência avassaladora de 8 vitórias consecutivas, contando as últimas duas do ano passado. Lewis Hamilton abriu 17 pontos na liderança do campeonato ao vencer em Mônaco e Valtteri Bottas ser apenas 3º na primeira vez do ano que a equipe alemã deixou de fazer a dobradinha.

O Circuito Gilles Villeneuve é um dos mais desafiadores da temporada pelas dificuldades que pilotos e engenheiros têm em encontrar o melhor acerto dos carros para os 4.361 metros da pista composta por longas retas, freadas fortes e curvas de baixa velocidade. Pela força do motor e pelas retas longas, a Ferrari deveria ser apontada como forte candidata a vencer, mas o ponto crítico dos carros de Vettel e Leclerc são os trechos de baixa velocidade por conta da deficiência do modelo SF90 em gerar temperatura nos pneus e mantê-los em sua faixa ideal de funcionamento.

É mais um ponto positivo para a Mercedes que pela primeira vez no ano está usando uma nova versão de seu motor. Pelas circunstâncias já vistas nesta temporada, é mais fácil apostar numa eventual surpresa da Red Bull do que numa vitória da Ferrari.

Este será o 50º GP do Canadá - 40º em Montreal, no Circuito Gilles Villeneuve, na Ilha de Notre Dame. Uma das novidades que equipes e jornalistas encontraram este ano é o novo paddock (área atrás dos boxes) construído para atender às necessidades da F1. O Paddock do Canadá era um dos mais apertados da F1 a exemplo de Interlagos.

Lewis Hamilton corre atrás de sua 7ª vitória nesta pista para igualar a marca de Michael Schumacher como maior vencedor da história do GP do Canadá.  O treino de classificação acontece hoje às 15h e a corrida amanhã, com largada no mesmo horário, ao vivo no canal SporTV e pelo grupo Band de Rádios.

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