GREVE

Greve mobiliza sindicatos em Paraíso contra reforma da Previdência

Por: João Oliveira | Categoria: Brasil | 14-06-2019 14:43 | 11338
Servidores usaram carro de som e fizeram carreata pela cidade falando sobre impactos da Reforma
Servidores usaram carro de som e fizeram carreata pela cidade falando sobre impactos da Reforma Foto de Roberto Nogueira

A Greve Geral contra a Reforma da Previdência e pró-educação que aconteceu nesta sexta-feira (14/6) também mobilizou sindicatos em São Sebastião do Paraíso, que foram às ruas com carro de som conclamar a população para o movimento. Com palavras de ordem, servidores públicos destacam à comunidade que reforma representa o fim da aposentadoria e que população de baixa renda será a mais prejudicada.

No município e região diversas escolas fecharam as portas em apoio à greve. Entre as escolas municipais paralisaram a Ibrantina Amaral em Paraíso, e Francisco Daniel, em Guardinha. Das escolas estaduais aderiram ao movimento o Cesec “Alda Polastre”, Inês Miranda, Comendadora Ana Cândida, São João da Escócia, São José, Paraisense e Ditão. Houve adesão parcial das escolas João Alves, Clóvis Salgado e Paula Frassinetti.

Também houve adesão de escolas da região, entre elas paralisaram parcialmente  em São Tomás de Aquino a E.E. Tancredo Neves; em Guaxupé o Polivalente, Benedito Leite e Dona Queridinha; em Itamogi a Estadual de Itamogi e José Soares de Araújo; em Monte Santo de Minas a Wenceslau Brás e Américo de Paiva; também houve adesões parciais em Ibiraci e Claraval.

Para a secretária geral do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sempre), Regina Célia Nunes, a convicção é de que o poder está nas mãos do povo e que a população unida ainda pode mudar os rumos dessa história. “Nós encaramos essa reforma, da forma que foi apresentada, como um massacre à classe trabalhadora. É uma reforma que começa de baixo para cima e mexe na aposentadoria justamente daqueles que ganham menos”, ressalta.

Segundo Regina, os sindicados são favoráveis a reforma, mas desde que se comece de cima para baixo e que atinja a todos, não somente as pessoas de baixa renda. “As centrais sindicais e federações estão unidas e alertas ao andamento da reforma; estamos prontos para os chamados para novas paralisações”, acrescenta.

Apesar da intenção, a paralisação não mobilizou grande número de servidores, mas serviu para alertar à população. “Infelizmente, grande maioria da população, e até mesmo de servidores, estão acomodados; mas aqueles que vieram e estão aqui hoje são nossa esperança, a esperança para os servidores do município, da educação, para a universidade dos nossos filhos”, completa.

Servidora pública há 30 anos, Maria Rejane Tenório, que também já organizou outras mobilizações quando esteve na presidência do Sempre, ressalta que a reforma é maléfica para toda a população, principalmente população carente. “O servidor público é um dos que mais será afetado se a reforma for aprovada. A preocupação é muito grande, pois não traz benefícios para a classe trabalhadora, para idosos e mulheres. É uma reforma perigosa e está a serviço das grandes empresas e banqueiros. Traz preocupação, inclusive, para o futuro do nosso país”, diz.

A professora de Língua Portuguesa, Aline Aloíse da Silva, diz que o movimento é importante para mobilizar e informar a população sobre o que está acontecendo. “O que mais queremos é chamar a atenção da sociedade, e que isto não é um briga só de uma categoria ou só de servidores de qualquer outro seguimento. É uma briga a nível nacional e têm acontecido atos em todo o país. Nossa pauta é a reforma, para que não percamos nenhum direito que foi adquirido através de muita luta”, completou.