ENTRETANTO

Entretanto

Por: Renato Zupo | Categoria: Justiça | 12-06-2019 16:15 | 141
Foto de Reprodução

Politização criminosa
O italiano Cesare Battisti matou quatro em nome de sua causa comunista e foi condenado em um processo limpo. Refugiou-se no Brasil, único país do mundo que teimou em considera-lo um perseguido político, ao invés do terrorista que sempre foi. É claro que por aqui muita gente também considera Lula um preso político. Essa politização dos processos criminais é uma farsa forjada pela esquerda marxista para chegar, com um raciocínio canalha, há uma perigosa conclusão de que os fins justificam os meios. Gente ignorante que pensa (?) mais ou menos assim: o meu criminoso é político, o seu é bandido. O meu criminoso não pode ser preso e quem acha o contrário é um reacionário. Já o seu preso, esse é de direita, pode ser trancafiado e mofar na cadeia. O raciocínio é tão estúpido quanto inflamável, e vai além – querem ver? Sérgio Cabral ser preso e condenado a 200 anos de cadeia está ok. Idem Marcos Valério. Eles não pertencem ao PT. Já com José Dirceu e Genoíno não pode! Afinal, eles são socialistas, amam Cuba e foram guerrilheiros. Reagan e Thatcher foram líderes sanguinários fazedores de guerras, Fidel não. Bush matou milhares, Che Guevara somente libertou o povo cubano quando matou outros tantos. Para um bando de berradores pseudo politizados, o comunismo absolve todos os canalhas do mundo.
 
O Caso Neymar
Desse jeito não ganhamos mais copas, não enquanto esse menino lambão que se mantém ridiculamente imaturo permanecer mais nas colunas de fofocas e policiais, e menos nas resenhas esportivas, por seus brilhantes lances de craque, gols e dribles inesquecíveis. Hora é por forjar faltas, ou por bater em torcedores, ou por ser acusado de fraude fiscal. Enfim, Neymar está sempre na mídia, na maioria das vezes por suas vicissitudes e defeitos. Seria só problema dele e não estaríamos falando disso, se não se tratasse de um ídolo seguido e imitado por milhões de crianças e adolescentes. Aí sua responsabilidade é enorme e ele não consegue se desvencilhar de suas obrigações de ídolo. Agora, se mete em nova enrascada com uma “modelo” (sic), dessas que orbitam a noite dos boleiros endinheirados. Financiou a alcova com gente de procedência duvidosa e então não pode achar inusitado que sua imagem seja em seguida explorada e deturpada. Pelo menos não respondeu à extorsão como o Goleiro Bruno. Pelo menos isso. Que Neymar é um bobo, todos sabem. Esse tipo de incidente não é novidade no mundo da bola, e nunca vai ser, enquanto os jovens craques forem retirados de seus lares ainda antes de fazer a primeira barba, transformando-se em produtos de mercado antes de virarem homens. Se alguém acredita na balela de que Neymar tenha estuprado uma acompanhante a quem convidou e contratou, trocando mensagens quentes e juras de sexo, é mais bobo ainda. A suposta vítima deve ser processada pelo crime de denunciação caluniosa, que ocorre quando alguém acusa uma pessoa da prática de crime sabidamente inexistente. E Neymar deve fazer terapia, arrumar uma namorada bacana e se casar. E, se possível, nos dar mais uma Copa do Mundo.

Rodrigo Maia
Quem é Rodrigo Maia? Em vinte anos de vida pública, o que ele fez? E que poder esse moço está acumulando no Congresso Nacional, para o bem e para o mal, a ponto de ser falsamente definido como nosso “primeiro ministro”? Eis aí o ponto. Estivéssemos em um regime parlamentarista, Maia seria sim o todo poderoso – sem ter votos para tanto e sem a confiança da maioria dos brasileiros. É por isso que o parlamentarismo não funciona em países com democracia claudicante e partidos políticos sem tradição e continuidade ideológica. Por aqui, só temos um partido forte: o PT. Gostem ou não do partido de Lula, só o PT segue um padrão e uma cartilha próprios e possui uma linha original de atuação através de políticos que agremia e que possuem um perfil sempre semelhante. Todos os outros partidos brasileiros, aí incluídos os grandes MDB e PSDB, são facções políticas de ocasião formadas por um contingente heterodoxo de membros agregados de maneira oportunista para ganhar eleições e angariar mais minutos de propaganda eleitoral gratuita e mais dinheiro do Fundo Partidário. Nesse cenário, Rodrigo Maia, que nada fez de útil em sua vida pública, poderia se dar bem, para completar a nossa desgraça nacional. Como presidente da Câmara dos Deputados, pratica escancaradamente uma oposição ostensiva e ciumenta a todas as ações e projetos da Presidência da República.  Rodrigo Maia é a nêmesis de Jair Bolsonaro.
RENATO ZUPO, Magistrado, Escritor