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Edson Machado Paschoini, o Tutu: aquele que todos chamam de ‘gente boa’

Por: Heloisa Rocha Aguieiras | Categoria: Entretenimento | 26-12-2015 15:21 | 161
 Tutu cozinha bem e tem a música como uma de seus atividades prediletas
Tutu cozinha bem e tem a música como uma de seus atividades prediletas Foto de Álbum de Família

O Tutu, ou melhor, Edson Machado Paschoini, nasceu em São Sebastião do Paraíso no dia 17 de agosto de 1982. É filho de Sebastião Edson Paschoini e Evelina do Carmo Machado Paschoini, sendo o caçula da família de quatro irmãos, a Renata, Soraya, Thiago. É noivo de Eliane de Oliveira Brandão e, faz questão de dizer que é tio do Sebastião e da Sophia. Tutu trabalha no departamento de Marketing da Unimed, e é um cara que sabe fazer amigos, pois a gentileza com que trata as pessoas é um traço marcante de sua personalidade afável.

Jornal do Sudoeste - Como foi a sua infância e seus primeiros anos escolares?
Edson Machado Paschoini - Tive uma infância boa, cresci na oficina do meu pai em meio às máquinas de terraplanagem e depois aos caminhões. Em casa gostava de brincar com meus kits de montar. Embora tivesse muitos amigos na escola, tendo o privilégio de conviver com algumas dessas pestes até hoje (diz com bom humor), quando estava fora dela sempre preferia estar em meio aos adultos. Acho que fui uma daquelas crianças metidas a ser gente grande. Sempre fui precoce e detalhista, gostava de desenhar, inventar e consertar coisas, sempre fui criativo, inclusive fazendo piadas, associações e colocando apelidos nos outros, o que vez ou outra me colocava em algumas frias. Na minha fase do amigo imaginário não tinha um amiguinho invisível, apenas “era dono” de uma fábrica de cimento, fantasia que criei após ganhar um caminhão betoneira de brinquedo do meu pai. O problema é que eu descrevia a fantasia para os outros com tantos detalhes e realismo que o pessoal foi dando corda e querendo entrar no meio, gerando uma situação tão insuportável para mim que quase virou um trauma de infância, o que me fez “fechar a fábrica para sempre”, colocando uma grande pedra de cimento em cima do assunto. No pré-escolar e no início do primário estudei no colégio das freiras, depois fui para o Noraldino Lima, onde cheguei sem conhecer ninguém. Foi um pouco traumático no início por causa disso, mas logo fiz muitas amizades e me senti em casa, fazendo muita bagunça dentro e fora da escola. No ginásio estudei no Paraisense e tive as minhas crises de patinho feio, como todo adolescente, achava que nunca ia arrumar uma namorada, vejam só! Comecei a mexer com o que muitos consideram a primeira rede social moderna, que foi o rádio amador. Por meio dele conheci muita gente bacana, comecei a perder a timidez e virava as noites conversando naquele negócio, tanto que para não incomodar o povo lá em casa acabei indo morar no quintal, dentro de uma sauna, (isso mesmo uma sauna de azulejos) que não era usada. Meus amigos achavam o máximo, pois o lugar depois de uns toques especiais ficou parecendo o interior de um submarino, apertado, úmido, cheio de fios pendurados e com uma luz vermelha no teto. Era um lugar muito maluco um verdadeiro santuário nerd dos anos 90.

Jornal do Sudoeste – Você foi um adolescente complicado?
E.M.P - Nesta época, meu irmão que sempre foi um grande ídolo e exemplo pra mim, começou a mexer com música e seus amigos também estavam virando músicos; Carlo Bandeira, Paulinho Artuzo, Bruno Landi e Marco Aurélio Valori não saíam lá de casa e encanaram de montar uma banda. Eu comecei a pirar com aquilo e encanei que também ia ser músico e que ia tocar contrabaixo, embora nunca tivesse colocado minhas mãos em um instrumento desses. Fui atrás de fazer aula, e, sem ter instrumento para tocar, acabei aceitando o convite do então meu professor, hoje meu companheiro de banda, Péricles, para tocar com os meninos na igreja, pois lá tinha um baixo para eu usar. Entrei por força das circunstâncias no projeto e acabei me apaixonando por aquilo tudo. Meu sonho passou a ser ter meu próprio baixo, o mais baratinho já estava bom, só de ser meu, seria um sonho realizado. Meu pai de início foi resistente à ideia de me comprar um instrumento, achando que ia ser outra febre passageira de adolescente ou que a música ia me desencaminhar, vê se pode? Briguei com o bigodudo, parei de ir ajudar ele na oficina e fui vender amendoim na rua para juntar dinheiro pra comprar meu tão sonhado baixo. Foi difícil, R$ 300 em 1997, era uma pequena fortuna, juntei o que eu consegui e no meu aniversário calcei a cara e pedi dinheiro de presente pra todo mundo, comprei meu primeiro instrumento, era lindo, mas ordinário que só vendo. Pronto, não tinha mais volta, sentia que essa paixão seria mesmo para sempre. Após uns desentendimentos de adolescente rebelde com o pastor fui atrás de fazer uma banda fora da igreja. Mais adiante tive outros períodos no ministério de louvor da igreja Presbi-teriana Central e foi uma experiência excelente, que durou até 2010.

Jornal do Sudoeste – Mas e os estudos?
E.M.P - Entrei no colegial, estava bastante acima do peso, cheio de complexos, fiz um regime maluco e perdi 25 quilos em apenas dois meses, fiquei bem, mas mesmo assim não arrumava namorada. Enfezei e falei que queria era ser feio, deixei o cabelo crescer, usava umas roupas muito doidas, um kichute com cadarço feito de cordas de baixo e todo tipo de esquisitice pendurada no corpo. Acha que funcionou? Não, piorou ainda mais. Eu era um adolescente crente. O pessoal da igreja horrorizava comigo, mas metido a punk e caretíssimo, graças a Deus nunca usei nenhum tipo de droga. Descobri que existia gente assim como eu, fiz muitas amizades no colegial e toquei com uma molecada engraçadíssima. Nesta época, o grande Matheus Zani estava começando a tocar bateria também, a gente andava junto, tocamos juntos por um tempo e fizemos todo tipo de palhaçada, construíamos coisas e até uns skates longboards gigantes que a gente andava de dois, descia ladeiras, nos arrebentávamos de vez em quando e não estávamos nem aí. A minha turma do Benedito Ferreira Calafiori, o Ditão, tinha umas peças dignas de cobrar ingresso. Nesta ocasião, meu irmão já tinha passado em algumas bandas da cidade, sempre me apoiando também, a gente tocava junto como violão, baixo e voz, tocávamos separados, em bandas diferentes, íamos aos shows das bandas um do outro e das outras bandas de rock da cidade. Foi quando ele passou pela banda Mr. Burns, que acabou durando pouco porque os meninos foram estudar fora, ficando aqui somente o baterista Ênio Soares, que hoje é um baita músico profissional, em Ribeirão Preto.  O Enião então resolveu montar outra banda e acabou juntando Jesmar, Rafael Godinho e Fabinho Bugança, que me chamaram para fazer o baixo e eu aceitei na hora, nascia a Vortice 137, a minha primeira banda com o Jesmar.

Jornal do Sudoeste – A música estava tomando um bom espaço de sua vida?
E.M.P - Após a Vortice acabar, acabei juntando o meu irmão, o Bruno Félix e o Enio e montamos uma banda cover da banda Pearl Jam, foi divertido, mas também não foi adiante, depois quando o Ênio precisou ir embora para Ribeirão, acabamos seguindo com a banda com um outro baterista, o Daniel Guará, mas virando o estilo da banda para o pop alternativo, esta era a banda Mr. Severino. Nesta época eu já tinha terminado o colegial, trabalhava na oficina, ajudava a minha mãe, que estava começando a fazer seus primeiros eventos e ainda tocava com os meninos. Meu pai queria que eu fizesse uma faculdade como meus irmãos, eu respondi que queria ser publicitário ou músico profissional, uma das duas coisas. Mais uma vez o Italianão avermelhou a cara, franziu a testa e disse que eu ia fazer uma faculdade como minhas irmãs (Direito) ou como meu irmão (Administração de Empresas) que eram as duas que tinham aqui na época, firmei a opinião e disse que ou eu era publicitário ou não ia ser nada. O Paschoinão falou: “O que é isso? Profissão de gente doida, nem tem campo para isso em Paraíso, isso nem tem faculdade aqui, eu não tenho condição de bancar você morando fora”. A minha resposta foi a seguinte: “não vou morar fora, vou ir e voltar de ônibus e vou fazer faculdade em Franca e o resto a Deus pertence. Fui cursar Publicidade e Propaganda na Uni Facef em Franca, trabalhava, viajava todo dia, tocava na noite, às vezes ajudava a minha mãe, enfim, ralava muito, mas sentia que estava ganhando o mundo, que estava me tornando dono do meu destino, e em pouco tempo tive que fazer uma escolha dura.

Jornal do Sudoeste – Que escolha foi essa?
E.M.P - Já no segundo ano de faculdade, apareceu um estágio na rádio Paraíso FM, eu queria trabalhar na área de publicidade, agarrei a chance e fui ficar meio período lá, meio na oficina com meu pai. Em pouco tempo vimos que não conseguia conciliar tanta coisa e tive que escolher onde ia ficar, foi muito difícil abandonar o negócio da nossa família, mas o convite para trabalhar em período integral feito pelo Silvano Zague se tornou irresistível. Conversei com meu pai, expliquei que precisava tentar, que se não fosse para trabalhar na minha área não fazia sentido eu cursar uma faculdade, ele acabou cedendo e concordou. Nessa hora, acho que eu e ele sentimos que estávamos vivendo o mesmo sonho, pois para quem não sabe, meu pai é apaixonado por rádio e trabalhou no meio por muitos anos. Mas eu jamais seria locutor, com essa minha voz horrível; quando muito eu ia conseguir vender abacaxi na rua e foi o que acabou acontecendo, pois dentre as muitas funções que eu desempenhava na Paraíso FM era a de ser contato comercial, office boy, redator publicitário e operador de logística doméstica da família Zague. Eu acabei indo parar na porta das lojas fazendo locução promocional, por culpa das doidas da Patrícia Duarte e da Leila, que hoje é dona da loja “Cacau Show” que me botaram para falar na porta da loja de bijouterias que ela tinha na época. Não sei se deu certo ou foi por falta de opção, mas acabaram me dando esta função eventual lá na radio e eu acabei gostando. Estava feliz, ganhava meu dinheirinho, pagava minhas continhas e já tinha até namorada, depois que comprei minha primeira motinha então, uma Honda ML 125 ano 1983, me sentia o dono do mundo. E é claro, ajudava a vender os abacaxis do sacolão.

Jornal do Sudoeste – Enfim, você estava criando juízo?
E.M.P - Sentia que estava alcançando minha independência, que estava começando a ter meu lugar como publicitário, assumindo maiores responsabilidades na Paraíso FM, ajudando a organizar as promoções e atendendo os clientes de forma mais técnica e profissional, quando me vi, já estava prestando umas consultorias informais de marketing por aí. Com a chegada da Jovem Pan na cidade, tivemos que nos reinventar, trabalhar muito mais e mudar a cara da rádio, foi nesta fase, durante a campanha promocional da Copa do Mundo de 2006 que recebi o convite da Unimed para trabalhar no marketing da cooperativa. Eu já estava me formando e essa era a hora de aceitar um desafio maior. Estou nesta casa maravilhosa desde então, há quase dez anos, ajudando a cuidar da sua imagem. Foram muitas ações, muitas campanhas, muitos eventos e muitos projetos ao longo destes anos que me fizeram amadurecer como pessoa, como profissional e me permitiram fazer parte da história desta instituição em tantos momentos importantes neste período. Fiz um MBA executivo em Gestão Estratégica de Negócios com ênfase em Marketing e Vendas e cursei muitas outras coisas ligadas à minha área através da Unimed, participei de muitos eventos importantes de troca de experiências e atualização profissional. Esta mentalidade de empresa que investe no desenvolvimento do colaborador sem dúvida é muito benéfica para seu crescimento e o de todos que fazem parte dela. Tive a oportunidade de aprender com muitas pessoas da nossa Unimed e do Sistema Unimed que me deram preciosos conselhos pessoais e profissionais, e posso falar sem sombra de dúvida que me doei muito pela cooperativa, mas que recebi ainda mais em troca.

Jornal do Sudoeste – O que o influenciou a ser um publicitário?
E.M.P - Sempre soube que de alguma forma eu precisava trabalhar com alguma coisa que envolvesse criatividade, cresci ouvindo que era uma pessoa criativa, sempre fui um cara de humanas, era péssimo em matemática, física e química, eu já sabia que alguma coisa que envolvesse sentimento e o lado intuitivo seria a minha praia.

Jornal do Sudoeste - Será que foi por isso também que a música entrou em sua vida?
E.M.P - Quando criança acompanhava as aulas de piano da minha irmã Soraya e já achava interessante, mas foi pela influência do meu Irmão o Thiago, conhecido como China, que me deu uma boa educação musical, me colocando pra ouvir rock com uns nove anos. Foi assim que a sementinha foi plantada, tenho certeza.

Jornal do Sudoeste - Quais os instrumentos que você toca atual-mente?
E.M.P - De forma mais ou menos decente mesmo, só contrabaixo. Sempre acreditei que é melhor você pegar uma coisa só e fazer bem feito. O problema foi só esse: fazer bem feito (diz rindo muito).

Jornal do Sudoeste - Quais são as suas influências musicais?
E.M.P - Sempre toquei rock e gospel, mas não me considero um músico genuíno de rock. Tive muita influência de jazz, do tradicional ao acid jazz, no entanto, a minha praia mesmo como músico é disco, pop e dance music.

Jornal do Sudoeste - Você chegou a planejar uma carreira de músico profissionalmente?
E.M.P - Não planejei nada profissionalmente, quando tive que escolher que profissão iria ter, sabia que se não fosse publicitário, seria músico, tive mais coragem pra cursar publicidade e graças a Deus hoje posso trabalhar com as duas coisas. Quando a banda Mr. Severino acabou em 2007, iniciamos a primeira formação da Polvora Vermouth e a coisa deu tão certo na época que eu passei de uma banda que tocava uma vez por mês para uma banda que tocava duas ou três vezes por semana. Daí, a música atingiu realmente o patamar profissional na minha vida. Tocamos direto por cinco anos, viajamos bastante e nos divertimos à beça. Montei todo meu equipamento de músico profissional com dinheiro de show, agora sim tinha uma “tralha de responsa”. A banda atingiu um marco em sua história quando tivemos a oportunidade de abrir shows grandes como Nando Reis, Teatro Mágico e Capital Inicial. Em 2012, após o desgaste de conciliar a música com a profissão por cinco anos, resolvemos parar com a banda, que já estava na sua segunda formação com o Thiago no vocal. Desde então, acabamos montando outro projeto por hobby, a Banda General Electric e nestes três anos e meio, a música era apenas lazer de fim de semana. A verdade é que quem é da noite sente falta e não consegue ficar longe por muito tempo, assim, acabamos nos reunindo, o Péricles, o Jesmar e eu e depois de achar uma forma de levar a coisa sem prejudicar os nossos trabalhos, resolvemos voltar com a Polvora, com uma roupagem totalmente nova, pop e dançante, completamente diferente da original.

Jornal do Sudoeste - Como você conheceu sua noiva?
E.M.P - A Eliane trabalha comigo na Unimed. Trabalhei junto com ela por quatro anos, éramos apenas amigos, eu sempre a respeitei e nunca misturamos as coisas. Na época ela era comprometida e nunca me passou pela cabeça namorar com ela. Um dia, já muito tempo após o final do seu relacionamento antigo, a Eliane me chamou para sair, acabamos ficando e namoramos por um tempinho. Naquela época, ambos sentimos que não era para dar certo e terminamos. Quase um ano depois, acabamos saindo de novo e voltamos a namorar, quando vimos que íamos ficar mesmo juntos, acabamos ficando noivos para selar um compromisso mais sério e assim estamos já há mais de quatro anos.

Jornal do Sudoeste – Há planos para o casamento?
E.M.P - Estamos juntos pra valer desde 2011. O casamento será em “agosto”, ou melhor, “a gosto de Deus” (diz ele, fazendo piada).

Jornal do Sudoeste - Seus pais são referências como pessoas de grande força trabalhadora, de valores morais importantes. Como é o seu relacionamento com seus pais e o quanto você acredita que eles o tenham influenciado e em que?
E.M.P - Tenho um relacionamento muito bom com meus pais, minha mãe é minha grande amiga, conversamos como colegas de escola, ela é doce, meiga, me entende e me apoia em tudo. Uma genuína pessoa de Deus. Meu pai tem personalidade forte como a minha, então, embora nos amemos e não vivamos um sem o outro, de vez em quando sai umas faíscas entre a gente. Aprendi com ele a ser uma pessoa honrada e íntegra e acho que essa geração que ele viveu fez homens de verdade, cidadãos, pessoas cultas, de fibra, que tinham o nome como maior patrimônio, e quando se comprometiam a fazer algo, acontecia, custasse o que custasse. Estes valores infelizmente andam cada vez mais raros na sociedade atual. Gostaria de citar aqui também a participação dos meus irmãos, com suas personalidades totalmente distintas: A Soraya com seu coração enorme, bondade que não acaba mais, generosa, mas firme quando necessário. A Renata com seu pulso firme, fibra e amor incondicional e o Thiago, com sua serenidade, compreensão e apoio para qualquer hora. Temos uma convivência excelente, embora nem sempre concordamos em tudo, não consigo me lembrar da última vez que discuti com algum deles. Com certeza, também aprendi muito com cada um.

Jornal do Sudoeste - Você também gosta de esporte como o seu pai?
E.M.P - Não sou como ele, não ligo pra futebol e não entendo como o pessoal deixa o país ir para o buraco sem fazer nada, mas se mata por causa de um time, só para falar que o dele é melhor que o do outro ou que ganhou não sei quantos títulos em mil novecentos e o capeta quando era menino. No lugar do esporte, minhas grandes paixões são mesmo a música, as motocicletas e a aviação, estudo e leio tudo que posso para aprender mais sobre o assunto, principalmente aviação militar. Como entretenimento, gosto assistir de documentários, de conhecer como é a cultura do mundo e como as coisas funcionam, como é a mente humana é e como ela age.

Jornal do Sudoeste – Você sabe cozinhar como a sua mãe?
E.M.P - Sim, modéstia à parte, sou um excelente cozinheiro como minha mãe, meu pai e minha irmã Soraya. Já trabalhei na cozinha do buffet e faço de tudo. Se for para fazer um ovo frito, me esforço para fazer ficar mais gostoso, isso é coisa de gordinho mesmo. A Eliane passa bem, adoro paparicar ela e fazer coisas que gosta.

Jornal do Sudoeste - Como é trabalhar com Marketing de uma grande operadora de planos de saúde?
E.M.P – Primeiramente, me considero uma pessoa realizada por ter a oportunidade de trabalhar com marketing em Paraíso e em uma das maiores e melhores, senão a melhor empresa para se trabalhar na cidade. É um trabalho cheio de grandes desafios e de muita responsabilidade, mas da forma que nos permitem trabalhar na Unimed, nós conseguimos atingir excelentes resultados em todos os setores. Prova é que novamente nossa operadora está entre as três melhor avaliadas entre quase mil no país na avaliação da Agência Nacional de Saúde. A Unimed se tornou uma das paixões da minha vida, amo o que eu faço, amo o lugar onde trabalho, tenho muito orgulho de fazer parte da Unimed aqui há quase dez anos e de ter crescido junto com a cooperativa. Trabalho com amor, faço o que eu gosto e cuido das minhas obrigações como se a cooperativa fosse minha. Aliás, o Sistema Unimed tem esta cultura de empresa próxima, humana, acolhedora e que cuida das pessoas. Tenho uma boa retaguarda e uma estrutura excelente para trabalhar aqui, um ambiente excepcional e uma relação de confiança e respeito com a gerência e os diretores, recebendo tudo que eu preciso para fazer o meu trabalho da melhor forma. Não poderia querer nada melhor.

Jornal do Sudoeste - Qual é o seu maior sonho ainda não realizado?
E.M.P - Tenho alguns: Gostaria de um dia voar de passageiro em um caça. Gostaria de aprender a pilotar aviões. Gostaria de fazer uma grande viagem de moto pelo Brasil e América do Sul. Gostaria de conhecer os Estados Unidos, a Europa e o que puder do litoral brasileiro. Gostaria de saber cantar e, por que não, de um dia fazer um show de stand up.

Jornal do Sudoeste - Além da música, quais outras atividades que você tem paralelamente?
E.M.P - Faço alguns trabalhos de luthieria, sou entusiasta de aviação e equipamentos de defesa, gosto de consertar coisas, de cuidar do carro, cuidar da moto, gosto de cozinhar, defumo carnes, sou meio metido a faz tudo e é claro, de vez em quando gosto de fazer aquele churrasquinho no capricho.

Jornal do Sudoeste – Qual é a sua avaliação do momento que está vivendo?
E.M.P - Gostaria de dizer que estou muito feliz pela volta com a banda Polvora Vermouth. É a realização de um sonho voltar a fazer o que fazíamos, mas com uma roupagem muito mais moderna, atual, dançante e de forma muito mais profissional do que antes. Tenho aprendido muito nesta nova fase e estou me sentindo realizado por poder fazer um show que faz as pessoas dançarem do início ao final, de estar trabalhando com a minha praia de som e principalmente, de poder conciliar a música com a minha profissão de publicitário que amo tanto. Gostaria de agradecer a Deus, à minha família, à minha noiva aos meus amigos, à diretoria e gerência da Unimed pela oportunidade que me deram e pela confiança que me depositam, a todas às pessoas que acreditam em mim pelo apoio, pela companhia em mais um ano juntos e por me ensinarem tanto, por me permitirem crescer, por me apoiarem nos momentos difíceis e por me permitir dar um pouco de mim e levar um pouco da essência de cada um por onde vou. Gostaria de desejar boas festas a todos, um natal de comunhão, de pessoas presentes de coração e não de presentes puramente materiais. Que cada família possa se reunir, deixar suas diferenças de lado, que os que têm pouco sejam felizes com o pouco, que os que têm muito saibam o sentido da palavra comunhão e que nenhuma criança, que nenhum adulto chore neste dia senão de alegria. Desejo um 2016 repleto de otimismo, que não fujamos à luta, que os jovens aprendam o valor do conhecimento, do respeito, da educação e que aprendam a trabalhar pela mudança ao invés de simplesmente darem trabalho. Que todos nós tenhamos um ano repleto de paz, saúde alegria e realizações. Muito obrigado a todos, de coração!