POLEPOSITION

O que é que há com Vettel?

Por: Sérgio Magalhães | Categoria: Esporte | 16-09-2019 09:47 | 980
Diante da fanática torcida da Ferrari, Vettel roda na mesma curva em que errou no ano passado
Diante da fanática torcida da Ferrari, Vettel roda na mesma curva em que errou no ano passado Foto de Florent Gooden / DPPI

Charles Leclerc conquistou uma fantástica vitória em Monza diante de um público recorde de 93 mil pessoas - a maioria torcedores fanáticos da Ferrari - em seu primeiro GP da Itália como piloto da escuderia italiana. Havia nove anos que a Ferrari não vencia em casa e foi uma vitória com contornos dramáticos com Leclerc sendo caçado por Lewis Hamilton desde a largada, e depois por Valtteri Bottas nas voltas finais. Foi a segunda vitória deste jovem piloto de 21 anos na Fórmula 1 em apenas uma semana já que havia vencido o GP da Bélgica sob o clima tenso da perda do amigo, Anthoine Hubert, na mesma pista de Spa-Francorchamps, na corrida de F2.

Leclerc que já era o novo queridinho da Fórmula 1, agora caiu de vez nas graças da torcida e virou ídolo na Itália. Mas, o que é que há com Sebastian Vettel que não vence há mais de um ano e vem cometendo uma série interminável de erros?

Não é nada confortável para um piloto deste calibre estar passando por uma fase que tem levado muitos a questionar sua capacidade como piloto e contestar os quatro títulos que conquistou nos tempos de Red Bull, entre 2010 e 2013.

É difícil analisar o que possa estar aconte-cendo com este alemão de 32 anos, fã de Michael Schumacher, que nos primeiros anos de Fórmula 1 deu a impressão de ser o homem mais próximo de igualar, ou até mesmo superar, as marcas do ídolo de infância que inspirou sua carreira. A espiral descendente de Vettel tem mais contornos psicológicos do que de pilotagem. Porque ninguém conquista quatro títulos Mundiais, nem ganha 56 corridas e nem con-quista 56 pole positions por acaso. Nem se fosse apenas pelo fato de ter desfrutado do melhor carro nos tempos de vacas gordas, o que não era o caso, embora Fernando Alonso vivia dizendo pelos quatro cantos que as conquistas do alemão eram em função de ter bons carros da Red Bull, o que na visão deste colunista não 100%  verdade já que em 2012 Vettel foi campeão sem ter o melhor carro do grid.

Não se tem nenhum relato de que Sebastian esteja passando por algum problema familiar, e tomara mesmo não esteja. Lewis Hamilton passou por isso quando ainda corria pela McLaren, num período que enfrentou crises de relacionamento com o pai, e com a ex-namo-rada, a cantora Nicole Scherzinger. Sabíamos que ali havia um problema pessoal como pano de fundo, e tão logo foram resolvidos, Lewis voltou a ser o piloto excepcional que é. 

A série de erros de Vettel começa no Azerbaijão, em 2017, quando perdeu a cabeça e acertou propositalmente Lewis Hamilton com o safety car na pista. E não parou mais desde a largada do GP de Cingapura do mesmo ano quando fez sanduíche de Max Verstappen entre ele e Kimi Raikkonen. Portanto, as sucessivas falhas não são apenas consequências da pressão que vem sentindo com a presença de Charles Leclerc que chegou apenas nesta temporada à Ferrari.

Em Monza o alemão rodou sozinho na Variante Ascari, no mesmo ponto em que também rodou no ano passado ao tocar com Hamilton. O erro rendeu a Vettel três pontos na superlicença (uma espécie de carteira de motorista dos pilotos) e ele já acumula 9 pontos. Se atingir um total de 12 em menos de um ano, terá que cumprir um GP de suspensão. 

Esse não é o Vettel que a Ferrari sonhava. Por outro lado, Leclerc marcou de vez seu território não só nos boxes da equipe, como também no coração dos italianos. 

De volta ao Velopark
Problemas estruturais, burocráticos e falta de acordo, tiraram a Stock Car de Curitiba, e o pequeno Velopark, no Rio Grande do Sul, que abriu a atual temporada, recebe neste final de semana a 8ª etapa do campeonato com largada programada para as 11h, ao vivo no SporTV. Daniel Serra lidera o campeonato com 212 pontos contra 205 de Ricardo Mauricio e 185 de Thiago Camilo.