ANTIRRÁBICA

Vacinação antirrábica: veterinário alerta para a importância da prevenção

Cerca de 4.449 cães e 569 gatos foram vacinados na primeira semana da campanha
Por: Roberto Nogueira | Categoria: Saúde | 17-09-2019 14:20 | 476
Foto de Reprodução

A vacinação em cães e gatos contra a raiva tem tido bastante procurada pela população paraisense, o que mostra que a preocupação e cuidados por parte dos donos desses animais têm sido redobrada, já que a doença não tem cura e o vírus tem circulado na região. Da meta de 11.457 animais, entre cães e gatos, o município já vacinou 5.018 animais, o que é quase metade desse número.

A Campanha de Vacinação Antirrábica começou no dia 2 de setembro na zona rural e aconteceu durante toda a semana. Na zona urbana ela foi realizada no dia 7, em alguns pontos específicos. Conforme alerta o médico veterinário da Zoonoses, Geraldo Torrano Freitas de Campos, a vacina é de extrema importância para conter o vírus que provoca a raiva em animais, e é uma doença que não tem cura.

Campos destaca que já houve casos confirmados na região, o que sinaliza que o vírus está circulante e, por ser uma doença incurável, tanto nos animais quanto nos seres humanos, é importante que a população não deixe de procurar os postos de vacinação.

Dessa vez, na zona urbana, a Campanha acontece no sábado e domingo, nos dias 14 e 15, os locais de vacinação serão o Posto de Puericultura, os USF do Santa Maria, Vila Formosa, Lagoinha, em frente ao Estádio Joaquim Ferreira Gonçalves (Campo do Operário), e na pracinha do Morumbi.

"Já cumprimos quase metade da nossa meta na primeira semana. A população está preocupada porque já foram registrados casos em Itaú de Minas, de raiva felina. A raiva é uma doença grave, e a letalidade é muito alta.

O principal "reservatório" desse vírus é o cão e o gato, que nesse contato com o ser humano, por meio da mordida ou da saliva, acaba transmitindo a doença", explica.

Conforme conta o veterinário, no mundo todo houve apenas três casos de sucesso da cura da doença em seres humanos, dois deles no Brasil. "A taxa de mortalidade por essa doença é muito alta, é uma doença muito séria que, quando se manifestam os sinais clínicos não tem reversão. É grave, por isso a importância da prevenção", finaliza Geraldo Campos.