REGULAR

Rodovia de Paraíso é classificada como regular em pesquisa da CNT

Por: Roberto Nogueira | Categoria: Transporte | 29-10-2019 09:43 | 246
Complexo viário que corta São Sebastião do Paraíso ficou em 64ª lugar no ranking nacional das rodovias pesquisadas
Complexo viário que corta São Sebastião do Paraíso ficou em 64ª lugar no ranking nacional das rodovias pesquisadas Foto de Arquivo

A qualidade das rodovias brasileiras piorou no último ano. É o que mostra a 23ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias, divulgada pela Confederação Nacional do Transporte e pelo SEST SENAT. O complexo viário concessionado compreendido pela BR-265/BR-491/MG-050 que corta São Sebastião do Paraíso fez parte do levantamento e foi classificado como regular, ocupando a 64ª posição entre 109 trechos avaliados.

O estudo constatou piora nas condições das características gerais da pesquisa observadas. O estado geral apresenta problemas em 59% da extensão dos trechos avaliados. Em 2018, o percentual foi 57%. Também está pior a situação do pavimento (52,4% com problema), da sinalização (48,1%) e da geometria da via (76,3%). No ano passado, a avaliação foi 50,9%, 44,7% e 75,7% com problemas, respectivamente.

A 23ª Pesquisa CNT de Rodovias constatou que a piora do estado geral também atingiu as rodovias sob gestão concedida. Em 2019, 25,3% da extensão delas tiveram o estado geral classificado como regular, ruim ou péssimo; e 74,7% da malha concedida foi avaliada como ótima ou boa. A título de comparação, no ano passado, esses índices foram 18,1% para a avaliação negativa e 81,9% para positiva. Ressalta-se que existem diferenças de qualidade oferecidas pelas concessionárias avaliadas.

No trecho entre Ribeirão Preto (SP) a Belo Horizonte (MG) e que compreende São Sebastião do Paraíso foram analisadas partes das rodovias SP-351 e o complexo viário formado pela BR-265/BR-491/MG-050, administrado pela concessionária AB Nascentes das Gerais. Na classificação geral a região identificada como ligação 47, obteve classificação geral regular, ocupando a 64ª posição. Ao todo foram 109 áreas pesquisadas sendo que apenas 20 foram consideradas ótimas, 39 em bom estado e cinco ruins.

De acordo com o levantamento entre as rodovias mais antigas e que já têm grande parte dos seus investimentos realizados apresentam um melhor resultado. Nas novas concessões, promovidas entre o segundo semestre de 2018 e o primeiro semestre de 2019, ainda não houve tempo hábil para se promover intervenções significativas e, por isso, elas ainda apresentam resultados pouco alinhados com o perfil geral das vias concedidas. Por fim, existem também concessionárias com problemas financeiros, majoritariamente aquelas da terceira etapa do programa de concessões federais, que não cumpriram suas obrigações de investimentos e, assim, apresentam resultado pior do que o desejado.

Reflexos
No ano de 2018, foram registrados nas rodovias federais brasileiras 69.206 acidentes. O prejuízo gerado é da ordem de R$ 9,73 bilhões para o país, com a perda de 5.269 vidas e, ainda, com 76.525 pessoas feridas. O cálculo considera os prejuízos com veículos, cargas, despesas médico hospitalares. Também considera a perda de produção das pessoas que morrem nas rodovias, parte delas ainda muito jovem.

Contudo, a avaliação das rodovias concedidas é bem superior à daquelas que estão sobre o controle da gestão pública. Em relação ao estado geral, 67,5% da extensão das rodovias sob gestão pública apresentaram algum problema. Minas Gerais está entre os estados que mais tiveram custos com acidentes em 2018. O prejuízo chega a R$ 1,26 bilhão em Minas Gerais, R$ 1,05 bilhão em Santa Catarina e R$ 1,04 bilhão no Paraná. No Brasil, esse custo foi de R$ 9,73 bilhões.

O custo operacional dos veículos é impactado pelas condições das rodovias. Pavimentos deficientes reduzem a segurança viária e aumentam o custo de manutenção dos veículos, além do consumo de combustível, lubrificantes, pneus e freios. O acréscimo médio estimado em todo o Brasil é de 28,5%. Em rodovias com pavimento em péssimo estado de conservação, esse acréscimo chega a ser de 91,5%.

A qualidade das rodovias brasileiras piorou no último ano. É o que mostra a 23ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias, divulgada pela Confederação Nacional do Transporte e pelo SEST SENAT. O estudo constata piora nas condições das características observadas. O estado geral apresenta problemas em 59% da extensão dos trechos avaliados. Em 2018, o percentual foi 57%. Também está pior a situação do pavimento (52,4% com problema), da sinalização (48,1%) e da geometria da via (76,3%). No ano passado, a avaliação foi 50,9%, 44,7% e 75,7% com problemas, respectivamente.

O número de pontos críticos identificados ao longo dos 108.863 quilômetros pesquisados aumentou 75,6%. Passou de 454 em 2018 para 797 em 2019. Na pesquisa da CNT, são avaliadas as condições de toda a malha federal pavimentada e dos principais trechos estaduais, também pavimentados. Nesta edição de 2019, foram percorridas todas as cinco regiões do Brasil, durante quase 30 dias, por 24 equipes de pesquisadores.

Além de abordar a situação das rodovias sob gestão pública e sob gestão concedida, o estudo também realiza o levantamento das infraestruturas de apoio, como trechos com postos de abastecimento, borracharias, concessionárias e oficinas mecânicas, restaurantes e lanchonetes disponíveis ao longo das rodovias. Neste ano, uma novidade é o Painel CNT de Consultas Dinâmicas da Pesquisa CNT de Rodovias no site da Confederação, no qual é possível verificar os resultados nacionais e por Unidade da Federação, dados de investimentos, acidentes e meio ambiente, entre outros.