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Larissa Bomfim Cecchini: Sempre em busca de sonhos

“Precisamos sempre ter novos sonhos, novos objetivos”
Por: João Oliveira | Categoria: Entretenimento | 02-11-2019 10:47 | 975
Larissa é proprietário do Kumon em São Sebastião do Paraíso
Larissa é proprietário do Kumon em São Sebastião do Paraíso Foto de Arquivo Pessoal

A bacharel em Direito e proprietária do Kumon em São Sebastião do Paraíso, Larissa Bomfim Cecchini, é  profissional dedicada e entusiasta pelo método Kumon de ensino. Ela descobriu essa paixão quando buscou um curso que pudesses ajudá-la no aprendizado da matemática e a partir de então não parou mais. Hoje é proprietária da unidade de Paraíso e, atualmente, um dos seus sonhos é poder ampliar o atendimento, mas é um plano em médio prazo, conforme ressalta. Filha do servidor público aposentado Hélcio Antônio Bomfim e da professora Maria Tereza Moreira Bomfim, irmã caçula do Michelangelo e Janaína, Larissa é casada com o empresário Silvio Cecchini (da Madeireira Paraisense), e mãe da Elisa, de 7 anos. É sorridente e muito acolhedora que ela recebe a reportagem do Jornal do Sudoeste e conta um pouco da sua trajetória e da sua paixão pelo método Kumon.

Jornal do Sudoeste – Como foi sua infância em Paraíso?
L.B.C.: Eu fui muito moleca. Estudei sempre em escola pública e somente no colegial que fui para uma escola particular. Foi uma infância muito boa. A infância daquela época era brincando na rua, com os vizinhos, pés do chão, sujeira, jogar bola, andar de bicicleta pela cidade toda. É algo que não vemos mais, as crianças mal sabem atravessar uma rua sozinhos. Fui muito moleca, de ficar até as dez da noite na rua brincando de pique. Adorava brincar e meu sonho, nessa época, era ser professora.

Jornal do Sudoeste – Por que decidiu estudar Direito?
L.B.C.: Porque eu queria prestar concurso, e acredito também que por admiração ao meu pai, que era funcionário público efetivo, e eu queria ser igual. Então decidi fazer Direito, que acreditei que me daria um leque maior de possibilidades, não estudei pensando em advocacia. Depois de formada, trabalhei no Fórum, em um cargo parecido com escrevente (porque eu era contratada); nesta época prestei diversos concursos e passei em vários, inclusive na Prefeitura, onde assumi e trabalhei durante nove anos. Inicialmente, trabalhei na Secretaria de Segurança Pública, Trânsito e Transporte por três anos, e depois fui para o Departamento de Execução Fiscal, que era minha área e fiquei durante seis anos até que surgiu o Kumon.

Jornal do Sudoeste – Como isso aconteceu?
L.B.C.: Eu sou bacharel em Direito, trabalhei muitos anos na área, no Fórum, na Prefeitura e sempre estudei muito para concursos, desde a faculdade. Porém, neste caminho, fui prestar um concurso que precisava ter conhecimentos mais profundos em matemática. Então fiz alguns cursos online, comprei apostilas, fiz aula partícular, mas nada conseguia me atender no que eu precisava. Porém, sempre ouvi falar no Kumon, embora ainda não tivesse em Paraíso na época. O forte do Kumon, que busca desenvolver o potencial de aprendizado de cada aluno, é a Matemática. Resolvi fazer o curso, especificamente para prestar um concurso e nesse um ano e meio de estudos eu me apaixonei pelo método Kumon. Então comentei com meu marido que tinha vontade de ter uma unidade do Kumon e, depois de um tempo, soube que a proprietária iria vender a unidade e ir embora. Eu estava como aluna, identifiquei-me muito com o método, e vi que queria realmente iniciar essa empreitada. Foi um longo período de treinamento e, além do material em si que estudamos, nós nos preparamos muito para ser orientadores, porque diferente da escola que ensina, nós no Kumon orientamos.

Jornal do Sudoeste – O que é o Kumon propriamente dito?
L.B.C.: Algumas pessoas acreditam que o Kumon seja uma aula de reforço, mas não é isso, é completamente diferente. O Kumon é um curso. Aqui atuamos em três disciplinas, a Matemática, o Português e o Inglês. O aluno faz todos os conteúdos da disciplina, do mais básico ao avançado. É um trabalho que privilegia o autodidatismo, que é um dos pilares do Kumon, ou seja, é o aluno aprendendo a estudar por si. Então, nós orientamos o aluno a utilizar o material próprio do Kumon e, através de inúmeros exemplos, ele analisa e busca fazer igual. Isso é o autodidatismo e é onde entra nosso papel enquanto orientador: treinar o aluno para aprender sozinho. Isto em longo prazo torna esse estudante independente, já que ele passa a não precisar de ninguém para estar ensinando, ele pega o livro e consegue destrinchar esse livro sozinho.

Jornal do Sudoeste – Como funciona a orientação?
L.B.C.: A orientação atende ao perfil de cada aluno. O orientador monta um plano de estudos personalizado. Com a execução de tarefas proporcionais e adequadas ao conhecimento de cada aluno, ele observa o aluno e incentiva a realizar por conta própria os exercícios. Ao acompanhar de perto, incentiva com elogios e orientações, que ajudam a nortear o aluno e o motiva a avançar para novos aprendizados. Por meio da observação, o orienta-dor busca adequar os conteúdos que ajudarão o aluno a realizar tarefas que podem ultrapassar os conteúdos da série escolar.

Jornal do Sudoeste – Parece ser um método interessante. Como ele surgiu?
L.B.C.: O Kumon nasceu no Japão há mais de 60 anos, e no Brasil está presente há mais de 40 anos. O seu criador se chama Toru Kumon Kochi, que foi um professor e não tinha muito tempo para estudar com o filho, que tinha certa dificuldade com a matemática. Diante disto ele criou um material para que o filho pudesse estudar em casa sozinho. Em pouco tempo, a criança se tornou um aluno excelente, trabalhando conteúdos além até do que a escola oferecia e isso foi se disseminando até que se tornou uma empresa. Hoje, o Kumon é uma multinacional e está presente no mundo inteiro. O mesmo material usado aqui em São Sebastião do Paraíso é o mesmo material usado no Japão. É um método excelente, assim como a maneira que o material é aplicado.

Jornal do Sudoeste – É um método para todas as idades?
L.B.C.: Sim, não é voltado apenas para crianças. Temos alunos de todas as idades, mesmo porque é um curso, não é uma aula de reforço, que cabe a escola. O Kumon é para que alunos bons se tornem excelentes. É um estudo individualizado, e funciona independente da escola. Com o aluno, voltamos em tudo aquilo que ele tem dificuldades e funciona superbém. Não é só entregar um papel para o aluno, há todo um método a ser aplicado. Cada aluno é cada aluno, e a individualidade de cada um é respeitada. Claro que tem aquele que tem mais dificuldade que o outro, mas todos avançam no aprendizado.

Jornal do Sudoeste – Quando você procurou o Kumon, você já havia ouvido falar sobre?
L.B.C.: Sim, eu sempre soube da existência, mas na matemática. Quando busquei o curso, na época já havia o curso de Língua Portuguesa, mas não cheguei a fazer e, quando decidi realizar o curso foi por causa da matemática, que é na realidade o carro-chefe do Kumon. Os detalhes, de como era, como funcionava, eu só vim a descobri como aluna e gostei muito, não apenas do material, mas do quanto você aprende com ele: você aprende determinado conteúdo até fixar e só avança depois que atingir 100% daquele conteúdo, então o aluno não carrega dúvidas. Gostei muito do método, porque funcionou muito para mim, e também do ambiente, que é diferente da escola.

Jornal do Sudoeste – Nos altos e baixos da vida, o que você destaca?
L.B.C.: De felicidade foi o meu casamento com o Silvio Cecchini e o nascimento da minha filha, a Elisa, de sete anos. É o auge da felicidade que eu vivi até agora. Sobre dificuldade, nós enfrentamos dificuldades todos os dias, isso é próprio do ser humano. Mas um momento que destaco é quando eu decidi abrir o Kumon e entrei nesse processo. Não foi um momento fácil. Era uma janela nova que estava se abrindo e ao mesmo tempo eu tinha certeza que daria certo, porque eu já tinha estado aqui muito tempo e tive muito tempo para ver se era realmente o que eu queria, porém sempre há dúvidas e incertezas; foi um trabalho difícil no começo, fiz muitas viagens, foram muitos treinamentos, desgaste emocional, mas foi só no começo.

Jornal do Sudoeste – E não é fácil iniciar um negócio?
L.B.C.: Não. A carga tributária é muito alta, então é preciso pensar e se planejar muito bem e saber onde é que você está entrando. Por ser uma franquia, além do investimento, é um plano de negócio que você recebe pronto, então é tudo padronizado, há assessoria e consultoria do Kumon e eles acompanham de perto, vindo na unidade ou eu indo até o escritório da regional, que fica em Ribeirão Preto. Foi tudo muito novo, mas a vida é feita de desafios, e isso é muito bom.

Jornal do Sudoeste – E seus planos para o futuro?
L.B.C.:  Meu plano é poder ampliar minha unidade. Hoje estamos em um espaço muito bom, dado a localização, mas há dias que sinto a necessidade de mais espaço, mas essa ampliação é para o futuro.

Jornal do Sudoeste – Qual o balanço que você faz dessa caminhada?
L.B.C.: O que me motiva a continuar são os desafios que a gente tem e os objetivos que queremos alcançar. Sempre temos que buscar algo e sonhar com alguma conquista, em atingir uma meta, um objetivo, ter sonhos. Desafios existem, em tudo, e acredito que isso nos motiva. Há os altos e baixos, mas temos sempre que pensar além, é o que nos faz caminhar e superar os desafios. Se hoje você está com dificuldade, amanhã vai passar, tudo passa. Precisamos sempre ter novos sonho, novos objetivos.