198 ANOS PARAÍSO

O talentoso paraisense Maurinho Ozelin

Por: Nelson de Paula Duarte | Categoria: Cidades | 08-11-2019 17:25 | 315
Foto de Reprodução

Final dos anos 50, ainda na época áurea do rádio, a música sertaneja brasileira passou a ser influenciada pelo estilo mexicano, notadamente pelo cantor e compositor Miguel Aceves Mejia com suas guarânias e rancheiras. Formada em 1960 a dupla Tibagi (Oscar Rosa) e Miltinho (Hilton Rodrigues Santos), foi precursora do novo estilo, acrescentando instrumentos eletrônicos em suas gravações, antes restritos à viola e violão, quando muito, acordeon.

E fizeram escola Brasil afora. Nos programas de auditório da Rádio Difusora Paraisense, na rua Pimenta de Pádua, tiveram fieis seguidores, como o Duo Guarani, formado por Mauro Ozelin e Nino. Maurinho, era talentoso, voz aguda, o que o credenciou para ser “parceiro” de Tibagi, quando desfez a dupla com Milti-nho.

Gravaram quatro discos entre 1967 e 1978 e trabalharam por todo o país, desfizeram e reataram a dupla algumas vezes, época em que Mauro usava o nome artístico Niltinho.

Maurinho em sua carreira artística fez dupla com seu sobrinho Toninho Fernandes, e gravou com o cantor e compositor Antonio Gonçalves de Pádua, o Correto, um compacto duplo “Silêncio do Amor”. A dupla com Tibagi lhe abriu outras portas o tornando conhecido no meio artístico. Fez shows com Belmonte quando chegou ao fim sua dupla com Amaraí. Gravou também com Almir (Almir e Maurinho), e posteriormente integrou o trio Mauro, Marcelo (irmão de Léo Canhoto) juntamente com o acordeonista Paganini. Fez shows também com Amaraí.

Seu retorno à terra natal foi com o amigo e parceiro Tibagi, com quem apresentou programa sertanejo na ZYA-4 Rádio Difusora. Maurinho faleceu aos 37 anos por conta de um infarto em 1981. Tiba (como era chamado) abriu as portas para Maurinho ao mundo artístico. Maurinho retribuiu o acolhendo em Paraíso, cidade que adotou como sua e viveu suas últimas três décadas. Aos 87 anos, Tibagi faleceu no dia 13 de maio de 2015.

O paraisense Maurinho Ozelin e o paulistano Oscar Tibagi deixaram grande legado à música sertaneja.

Jornal A Semente da APC 
por Nelson Duarte