SAÚDE MENTAL

JANEIRO BRANCO: Psicólogas se mobilizam para falar sobre importância da saúde mental

Há sete anos, em todo o Brasil, psicólogos promovem eventos conscientizando sobre importância da saúde mental e emocional
Por: João Oliveira | Categoria: Saúde | 15-01-2020 09:00 | 1116
Foto de Reprodução

O Janeiro Branco é o mês em que psicólogos promovem por todo o país, eventos para chamar a atenção para a importância da promoção da saúde mental e emocional. Em São Sebastião do Paraíso as psicólogas Neila Carvalho, Maria Luzia Pedroso e Elizandra Antunes se reuniram para realizar um trabalho de prevenção e promoção da saúde mental em empresas do município, além de programarem uma roda de conversa que acontece no Grupo Controle, durante às sextas-feiras ao longo deste mês.

Conforme explica Neila, o Janeiro Branco é uma campanha que está no seu 7º ano e o objetivo principal é conscientizar a população da importância dos cuidados com a saúde mental e emocional. A campanha, segundo ressalta a psicóloga, foi idealizada pelo psicólogo Leonardo Abrahão, de Uberlândia, em 2014, e em Paraíso foi trazida há três anos pela psicóloga Maria Luzia Pedroso que, conforme destaca Neila, corajosamente se propôs a trazer essas reflexões da importância da promoção da saúde mental no município.

“Foi escolhida esta data porque janeiro é início do ano, é quando traçamos metas, planejarmos a nossa vida e pensamos na saúde física. Mas também é um momento propício para que a gente pense em cuidar da nossa saúde mental e emocional, já que não podemos nos esquecer que nós somos um ser biopsicossocial e espiritual, e precisamos ter cuidado com todas as dimensões da vida. O branco representa a mistura de todas as cores, e nós entendemos que temos pela frente 12 meses em que poderíamos colorir a nossa vida dando a ela as tonalidades que desejamos, e que possamos colori-las da melhor maneira possível”, acrescenta.

A psicóloga ressalta que é importante fazer esta reflexão, já que é sabido que uma das grandes dificuldades do ser humano é olhar para si. “É um momento de olhar para sua individualidade, para sua subjetividade, então o objetivo é fazer uma divulgação através de palestras e das mídias levando informação às pessoas que nós temos que ter esse cuidado e olhar para a nossa saúde mental e emocional. É um projeto que começou pequeno, e que hoje tomou uma dimensão muito grande e acontece em todo país e, também, em alguns países e vem se expandindo. Isso significa que quando nós propomos a refletir, a levar conhecimento, as ações vão se solidificando”, avalia.

A especialista ressalta que cada vez mais a população vem se adoecendo e é importante cuidar da saúde pensando em todos os aspectos do indivíduo. “Como nós somos um todo, muitas vezes as doenças emocionais, as doenças de origem mental, elas se manifestam em nosso corpo e precisamos desenvolver uma cultura de trabalhar essas questões (e que há grande dificuldade) através de ações psicoeducacionais, levando equipes multidisciplinares a serem semeadores da ideia de que quando nós pensamos em saúde mental, nós estamos cuidando da vida em uma abrangência maior”, ressalta.

PARAÍSO E A SAÚDE MENTAL
Em São Sebastião do Paraíso o projeto está na sua 3ª edição e foi idealizado pela psicóloga Maria Luzia de Oliveira Pedroso. “Nesta terceira edição, nós propusemos a fazer um trabalho mais personalizado, então montamos um projeto de roda de conversa, que está acontecendo durante esse mês de janeiro às sextas-feiras, às 19 horas, no espaço Grupo Controle à avenida Monsenhor Felipe. A nossa proposta é mobilizar as pessoas da comunidade para virem ao encontro para conversarmos sobre o que é saúde mental, o que nós podemos fazer para ter melhor qualidade de vida”, explica.

As rodas de conversa são abertas ao público e não é preciso se inscrever para participar. Segundo a psicóloga, o grupo também está oferecendo pequenas palestras para as empresas que manifestarem interesse em fazer uma reflexão sobre saúde mental com seus funcionários e sua equipe de colaboradores.

“É um momento em que os colaboradores podem parar para uma reflexão e ter um diálogo, porque as pessoas estão adoecendo no ambiente de trabalho e muitas das vezes nós nem tomamos conhecimento disto”, acrescenta. A psicóloga também comenta sobre a importância de refletir neste Janeiro Branco sobre a incidência da depressão e transtornos de ansiedade.

“São os dois casos de maior incapacidade hoje a nível mundial. Infelizmente, o nosso país ocupa o quinto lugar no ranking. Nós sabemos que a depressão ainda é vista com certos estigmas, e muitas vezes as pessoas pensam que quem está deprimido está com frescura ou que esta pessoa precisa procurar o que fazer, que precisa levanta da cama ou ‘reagir’, e muitas vezes não é tão simples assim. A pessoa que está numa depressão ela precisa de acompanhamento multidisciplinar”, completa.