CASAS BELVEDERE

Denúncias dão conta que casas populares estão sendo vendidas no Belvedere

Por: Sebastião Tadeu Ribeiro | Categoria: Cidades | 07-02-2020 22:31 | 927
Denúncias de vendas irregulares de casas populares no Parque Belvedere, continuam sendo feitas
Denúncias de vendas irregulares de casas populares no Parque Belvedere, continuam sendo feitas Foto de Sebastião Tadeu Ribeiro

Há mais de vinte anos que a imprensa escrita paraisense tem publicado matérias sobre denúncias de irregularidades e falcatruas na concessão de casas populares, construídas com dinheiro público, oriundo de cobrança de inúmeros impostos e taxas pagas por contribuintes brasileiros.

A distribuição de casas têm critérios exigidos por lei, devendo r contemplar pessoas ou famílias de baixa renda, e os contemplados quando fazem cadastro ou inscrição declaram não ser proprietários de nenhum imóvel, sendo terreno vago, edificação pronta ou, que já foi contemplado com casa popular ter se desfeito da posse ou não mais reside nela.

Em São Sebastião do Paraíso há diversos conjuntos habitacionais populares, sendo o último a ser construído denominado “Parque Belvedere”, onde moram centenas de famílias.

Na época da inscrição foi feito um criterioso levantamento, exigindo provas aos contemplados que não poderiam ter imóveis em seus nomes.

No entanto, mais uma vez o Jornal do Sudoeste foi procurado por pessoas que se inscreveram para receber uma casa no Parque Belvedere e não foram contempladas no sorteio, e que denunciam que “várias casas” naquele conjunto habitacional “já foram vendidas e outras estão disponíveis para venda ou troca por outros bens”.

Referidos denunciantes que solicitam não tenham seus nomes mencionados, pedem que a comissão formada para fiscalizar irregularidades, verifiquem o que está ocorrendo, de modo a serem concedidas às famílias que realmente necessitam de moradia para saírem do aluguel.

Se o contemplado que passou a ser proprietário vende a casa popular sem obedecer o prazo estipulado, sem dar a mínima satisfação à comissão fiscalizadora, isto é crime e deve ser retirada a posse do proprietário infrator e ser repassada para quem fez a inscrição e não foi contemplado e que está à espera para sair do sufoco do aluguel, e ter imóvel em seu nome, salienta um dos reclamantes.

É necessário que a comissão faça levantamento no local e sendo detectada irregularidade (como certamente será), tome as providências cabíveis, sendo sensato que seja repassada a quem se inscreveu e está na fila de espera para receber uma sonhada casa, pedem os reclamantes.