POLEPOSITION

O que esperar da F1 em 2020

Por: Sérgio Magalhães | Categoria: Esporte | 17-02-2020 18:35 | 782
A Ferrari foi a primeira equipe a apresentar o novo, batizado de SF1000, em alusão ao milésimo GP que a escuderia disputará nesta temporada
A Ferrari foi a primeira equipe a apresentar o novo, batizado de SF1000, em alusão ao milésimo GP que a escuderia disputará nesta temporada Foto de Divulgação

A semana foi de apresentação dos novos carros da Ferrari, Red Bull, Renault, McLaren, Alpha Tauri - novo nome da Toro Rosso, agora divulgando marca de roupas que pertence ao dono da equipe -, e Mercedes. Semana que vem tem os carros da Williams, Racing Point, Alfa Romeo e Haas. E marca também o início dos testes de pré-temporada que será mais curto, apenas seis dias (19 a 21 e de 26 a 28 no Circuito da Catalunha, em Barcelona). A redução foi um acordo entre as equipes para compensar a inclusão de uma corrida a mais no calendário, passando para 22 GPs, mas são grandes as chances de o GP da China ser definitivamente cancelado por conta do coronavírus. De momento, a prova que seria disputada dia 21 de abril, foi adiada sem outra data definida, e dificilmente os organizadores encontrarão outra data por questões de logística. 

A Fórmula 1 manteve o mesmo regulamento e o tipo de pneus do ano passado e por conta da estabilidade não é de se esperar nada revolucionário nos novos carros que estão sendo apresentados. Mas a manutenção das regras aumentam as chances de haver maior equilíbrio na divisão de forças entre as equipes. Ano passado, Lewis Hamilton venceu 11 GPs, Valtteri Bottas 4 - a Mercedes conquistou as 8 primeiras etapas do Mundial, seis delas com dobradinha. Ferrari e Red Bull dividiram o que sobrou: três vitórias para cada lado, na Ferrari duas de Leclerc e uma de Vettel, enquanto Verstappen papou sozinho as três da Red Bull. É de se esperar uma melhor distribuição de vitórias entre essas equipes com os ensinamentos que os projetistas de cada uma estão aplicando nos novos carros. 

Hamilton tem pela frente o desafio de igualar e superar alguns recordes que Michael Schumacher ainda detém. O alemão venceu 91 GPs e conquistou 7 títulos. Hamilton tem 84 vitórias e seis campeonatos no bolso, cinco deles conquistados nos últimos seis anos. Outras duas metas é superar os 155 pódios do alemão - Hamilton já tem 151 -, e derrubar a marca de 226 GPs que Schumacher terminou entre os 10 primeiros. Hamilton terminou 216 de seus 250 GPs no top 10

No pelotão intermediário, também chamado de F1-B, é esperado uma disputa acirrada pela condição de quarta força do Mundial. A McLaren pinta como favorita em função do progresso que conseguiu no ano passado e agora, com a promissora dupla de pilotos, Carlos Sainz Jr. e Lando Norris, mais entrosados, deverá dar um passo à frente e quem sabe, até diminuir um pouco o abismo que separa as três grandes do resto. Podemos colocar nesta briga a Racing Point e a Renault que terá ano decisivo e conta com uma forte dupla de pilotos: Daniel Ricciardo e Esteban Ocon que retorna à Fórmula 1 como titular depois de um ano como reserva da Mercedes.

No fundo do pelotão, salvo surpresa, a Williams deve manter-se na lanterna, enquanto Haas e Alfa Romeo lutam para ir além do que ficar apenas na frente da Williams. Tudo isso é apenas teoria tomando por base o desempenho dessas equipes em 2019 com o pouco que dá pra fazer de diferente com o regulamento estável.

O campeonato nem começou e as equipes já estão de olho em 2021 quando aí sim, haverá mudanças drásticas na F1. Quem tem mais bala na agulha - Mercedes, Ferrari e Red Bull - já trabalham em duas frentes, no desenvolvimento dos carros deste ano, e no projeto dos modelos de 2021. Já a turma de trás que não dispõe dessa grana toda, a estratégia será abandonar o desenvolvimento dos carros deste ano quando perceberem que não valerá mais a pena, e se concentrar nos carros de 2021.