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Daniela Lopes Rodrigues Domingos: Dos livros ao mundo real, uma história de vida sustentada no saber e ao sabor do conhecimento

Por: Roberto Nogueira | Categoria: Entretenimento | 08-03-2020 21:55 | 843
A biblioteconomista Daniela Lopes veio de Passos com a família e adotou Paraíso para trabalhar e viver
A biblioteconomista Daniela Lopes veio de Passos com a família e adotou Paraíso para trabalhar e viver Foto de Roberto Nogueira

12 de março é data reservada para comemorar o Dia da Bibliotecária, profissional formada em Biblioteconomia e Ciência da Informação (UFSCAR) e pós-graduada em Gestão de Projetos (UNOPAR). A entrevistada desta semana é Daniela Lopes Rodrigues Domingos, filha de José Pedro Rodrigues Filho e Terezinha Lopes Rodrigues. Daniela é pessoa que desde a infância, em Passos, cresceu sobre a influência dos livros e isto impactou diretamente em sua profissão. Na Biblioteca Professor Alencar Assis, em São Sebastião do Paraíso, onde trabalha e que há pouco tempo a cidade também passou a ser o local de convívio do esposo e filho, a família vai muito bem. Para ela, estar inserida num mundo de tanta cultura, descobrindo sempre novos conhecimentos é o que dá o sabor à vida, mesmo diante dos desafios que o mundo moderno impõe aos modelos e as práticas antigas da busca do saber e de tantos aprendizados. Ir ao passado, sem sair do presente, ou mesmo em um exercício de futurismo exige saber viver e conviver com o tempo, com as pessoas, com o cotidiano e as mudanças do mundo a sua volta.

Jornal do Sudoeste: Como e onde foi sua infância?
D.L.R.D.: A minha infância foi muito tranquila. Foi um tempo de brincar em parquinhos, de meu pai sentar e ler livros comigo, dele me mostrar a importância dos estudos, aquela coisa da questão da leitura. Eu estudei no Colégio Tiradentes, que é um Colégio Militar, em Passos. Também estudei em colégio público. Então toda a minha formação foi em ambiente público e foi tudo muito bom.

Jornal do Sudoeste: A educação familiar também influenciou nos valores da sua formação?
D.L.R.D.: Convivi com meus pais batalhando para estudar eu e meu irmão. Minha mãe uma dona de casa, sempre muito presente, muito zelosa com cada um de nós, com a educação dos filhos. Ela cumpria o papel de levar, buscar e estar ciente de tudo o que estava acontecendo na escola, de procurar mostrar os valores, da questão de economizar, de respeitar os mais velhos e as demais pessoas. Então foi uma infância tranquila, apesar de não vir de uma família abastada, mas vim de uma família que prezava pelos valores mesmo, dos valores básicos de educação, de respeito, de princípios, de leitura, de busca de conhecimento. Apesar de meus pais não terem formação nenhuma. Minha mãe só tinha até a quarta série e meu pai também. E por eles não terem oportunidade prezavam por uma educação, uma infância em que a gente brincava mesmo, depois passava a ter uma certa responsabilidade até a gente ir para a faculdade.

Jornal do Sudoeste: E como era formado este núcleo familiar no início?
D.L.R.D.: Meu pai é José Pedro Rodrigues Filho e a minha mãe é Terezinha Lopes Rodrigues. Tenho um irmão sete anos mais velho, que teve um grande papel em minha vida. Por ser homem e mais velho ele tinha um cuidado comigo, aquele lado protetor. Sempre ajudou a minha mãe a cuidar de mim. Ele também foi um bom aluno, havia uma referência que todo mundo falava e muito bem dele, o Giovane é isso, o Giovane é ótimo aluno. Então, ficou aquilo de querer ser sempre igual a ele, de querer copiar.  Além da referência também fica um pouco de cobrança, mas é algo positivo. Ele é formado em Engenharia Elétrica, pela USP, uma faculdade muito boa. Isso me referenciou, a ponto de eu ter feito uma faculdade federal pública e foi assim, com o tempo, um ajudando o outro. Depois ficamos certo tempo longe, quando ele foi para a faculdade. Hoje o vejo menos porque reside fora e ficou mais distante, mas os contatos são permanentes e sempre, quase que todos os dias.

Jornal do Sudoeste: Quais as lembranças você tem dos anos iniciais dos seus estudos? Boas recordações?
D.L.R.D.: Sim, principalmente quando eu entrei na escola, assim como fiz o 1º ano e o Pré-escolar eu tive uma professora no 1º e 2º ano, na época, quando já tinha a alfabetização e ela tinha o nome de Pitida. Era uma professora muito brava e exigente, ao mesmo tempo muito carinhosa. Lembro que até hoje eu não gosto de orelha nos livros e cadernos, nas coisas minhas, por causa dela. Tinha de ter todo um comprometimento, com seus materiais que não podiam estar sujos, danificados e ela ensinava para gente, tinha a questão do silêncio. Ela gostava de uma letra e escrita impecáveis. Foi assim, no começo, na hora de aprender o beabá, ela contava histórias na sala de aula, ela me deu uma base muito boa para os anos seguintes. Então marcou muito a minha vida.

Jornal do Sudoeste: São aprendizados que se carregam pela vida toda ...
D.L.R.D.: É bem assim. Hoje se eu vou fazer várias coisas, como apontar o lápis, organizar alguns pertences, parece engraçado, mas a sensação é de que estes detalhes estão enraizados em mim, até hoje. Nos tempos atuais ainda tento conservar a boa escrita, embora hoje tenha mudado um pouco, a minha letra já foi muito mais redondinha. Ela falava ‘Daniela para de bordar’ e hoje com o tempo que você vai para a faculdade e quer escrever tudo muito rápido e se puder até grava a aula. Mudou muito hoje em dia, eu tento escrever o mais legível possível.  A gente tenta, mas na correria no dia a dia acaba saindo uns garranchos.

Jornal do Sudoeste: Você é de uma geração, digamos, uma adolescência e de uma juventude diferente dos jovens de hoje?
D.L.R.D.: Sim. O pessoal de hoje não sabe o que é, por exemplo, esperar um filme no sábado ou numa sexta-feira à tarde no SBT (risos), aquele filme que você queria ver e não tinha a possibilidade. Hoje pela internet você tem mais facilidades. Sou de uma época em que se dava muito valor na pesquisa em livro, na coisa impressa. Não que hoje o virtual não ajude, ou que não tenha importância, mas eu acho que as coisas eram mais difíceis, naquela época, então a gente dava muito mais valor.

Jornal do Sudoeste: Há um conflito de gerações?
D.L.R.D.: Sou da época daquele sorvetinho de rodoviária, igual ao da Luciane aqui do lado da Escola Campos do Amaral. Lá em Passos tinha um senhor que vendia na Casa da Cultura. Sou da época que a gente ouvia de nossos avós, as histórias de como eram as coisas, de como eram feitas, muitas vezes de forma manual, mais difícil, mais trabalhado. Sou da época em que a gente descia da escola todo mundo junto, aquela turma e o papai e a mamãe não iam buscar na porta do grupo para descer. A gente ficava contando, da espera do mocinho que ia passar, que a gente paquerava algo assim. Hoje não, você manda uma mensagem de WhatsApp, ou no messenger ou nas demais redes sociais são tantas que nem sei quantas, não tem aquela sensação da conquista. Então eu sou de uma época em que o adolescente era um adolescente realmente. Agora parece que a maturidade está chegando um pouco mais cedo, com 13 anos têm coisas que a gente fica vê e fica assustado o que um adolescente de 13 anos está fazendo.

Jornal do Sudoeste: O que influenciou na escolha do seu curso de faculdade?
D.L.R.D.: Entrei em 2004, como eu disse tive muito contato com leitura apesar de meu pai ter apenas quarto ano de formação. Mas, ele gostava e amava leitura. Ele foi uma das pessoas que digamos, que sempre inseriu livros na minha vida. Depois na época de colégio tive a oportunidade de ler muito, havia este incentivo para a leitura, por eu gostar de ler. Não é questão só de gostar de ler, eu gostei de Biblioteconomia. Mas, o que aconteceu é que eu sempre gostei de livros, de conhecimento, da informação, isso meu pai sempre orientava a gente: quem tinha informação sabia mais e vai mais longe, é um conceito que vale até hoje.

Jornal do Sudoeste: Pelo jeito não foi uma escolha difícil?
D.L.R.D.: Quando eu fui escolher, eu li sobre todos os cursos que tinham com o que poderia trabalhar e me deparei com Biblioteconomia em um Guia de Estudante. Li e disse gostei disso aqui. Porque profissão você tem que gostar. Você não tem que fazer só por questão de dinheiro. A profissão está enraizada no seu cotidiano, você pode estar em casa e continua sendo um profissional, assim como um médico, mesmo estando de longe você está em contato com a atividade.

Jornal do Sudoeste: A atividade de biblioteconomista é uma profissão regulamentada?
D.L.R.D.: Desde 1.962 que regularizou-se no Brasil a nossa profissão. É o profissional que trabalha não só os livros, mas também trabalha a informação. Escolhi a profissão e entrei em 2004. Durante o curso estudamos matérias relacionadas a gerenciamento, a Administração, estuda a parte técnica de como você vai registrar um livro. Tem também as outras fontes de informação seja um CD , um manuscrito,  uma mapa e a bibliotecária trabalha com a parte de documentação. Tem ainda o arquivista que uma atividade mais específica, tem a profissão dele também, tem a formação, mas que se baseia na biblioteconomia. O bibliotecário é uma profissão de gerenciamento mesmo, não só os livros que entram e saem. Daqui, eu gerencio pessoas, equipamentos, a estrutura da biblioteca, os equipamentos que estão aqui dentro, é um curso de gestão mesmo. Se eu não souber o que vai ajudar a fazer o que os livros estejam aqui para as pessoas poderem pegar emprestado, não existe biblioteca. Ela existe havendo uma pessoa ali, um profissional que vai comandar as pessoas que estão com ela, e o material principal que no caso da biblioteca é o livro.

Jornal do Sudoeste: Hoje em dia ainda tem muita procura para pesquisas via biblioteca?
D.L.R.D.: A pesquisa, ela existe a partir do momento que você tem ali um profissional que tem ética e compromisso profissional com o serviço, pois, se não tiver, não existe biblioteca funcionando. Enfatizamos muito todos nós bibliotecários profissionais, a biblioteca só anda se tiver um profissional que ama a profissão e que executa de forma ética e eficiente o trabalho. Se não fizer isso não existe uma procura do livro. O que procuramos fazer são medidas que divulguem o nosso trabalho e o nosso serviço. Então divulgamos nos meios de comunicação, nas redes sociais como o Instagram, Facebook, WatsApp. Ilustramos e mostramos para as pessoas quando a biblioteca recebe a doação ou faz a aquisição de um livro. Acionamos o jornal, a TV e os meios de comunicação para divulgar nosso trabalho, a visita de alunos que vem aqui conhecer a biblioteca, que querem saber como eram as pesquisas antes, há um movimento por onde as pessoas passam a nos conhecer, elas vem aqui para estudar, conviver e ler um livro, funciona assim. 

Jornal do Sudoeste: O próximo dia 12 é o Dia Bibliotecário o que esta data representa para você?
D.L.R.D.: Representa muito. É mais do que uma oportunidade de falar deste trabalho, e uma data para pensar em divulgar o que fazemos igual acontece agora nesta entrevista, porque exercemos esta profissão, qual a sua função. A informação chega às pessoas que se espantam e dizem que não sabiam que o bibliotecário precisa ter formação, se não tiver o profissional no local às coisas não vão para frente, é o momento de divulgar a atividade.

Jornal do Sudoeste: Se a data é tão importante, como é o cotidiano da biblioteca?
D.L.R.D.: Têm dias que são muito corridos e outros que às vezes são mais tranquilos e parados. O que nos surpreende muito é que cada vez mais tem alguns livros muito super lidos em alguns assuntos. Destaque para o tanto que as pessoas estão escrevendo em forma de série e filme. É perceptível que a partir do momento em que passamos a divulgar mais a biblioteca, as pessoas têm procurado vir mais aqui, nem que seja para sentar e relaxar. As crianças começaram a retornar. Cada dia tem sido uma surpresa agradabilíssima, e também não deixa de ser um aprendizado. São experiências nas quais a gente aprende alguma coisa, a cada dia que tem algum problema que surge, seja com o livro ou no seu entorno, aprendemos que uma situação nova que de repente não tínhamos pensado. Conhecemos dia a dia um leitor diferente, tem os conhecidos fazemos amizades. As pessoas sentem a nossa ausência se precisamos faltar, um dia ou por um momento. Enfim, tudo acaba que se transformando em um ambiente meio que familiar. Temos leitores mais exigentes, tem um ou outro que às vezes não compreende a nossa função, o nosso trabalho, as normas, as regras. Tem aquele que sempre é de boa, tranquilo está tudo bem, tudo está bom e em contrapartida tem uns mais nervosos. Com isso aprendemos a lidar com ser humano, e vamos convivendo.

Jornal do Sudoeste: No mundo moderno de hoje a leitura de livros sofre grande concorrência com outros meios?
D.L.R.D.: Ela hoje sofre algumas interferências sim, só que a gente tenta através da tecnologia fazer com que os novos recursos sejam aliados e não concorrentes. Utilizamos os meios modernos como uma estratégia para atrair o leitor, por isso que a biblioteca está presente nas redes sociais como ferramenta para mostrarmos que temos muitos bons livros aqui. O e-book é algo mais fácil e mais barato, só que tem muita gente não tem esta facilidade de manusear. O local ideal para inserir no mundo dos livros continua sendo a biblioteca. Através deste trabalho de divulgação que fazemos com as crianças, com as redes sociais, com o jornal, na televisão, os meios de comunicação. Com isso conseguimos fazer com que aumente muito a frequência das pessoas aqui porque o prazer de ler um bom livro uma boa história, da forma tradicional é indescritível. 

Jornal do Sudoeste: Apesar do prazer e sabor da leitura há risco para a existência da biblioteca?
D.L.R.D.: Estamos numa geração, não sei futuramente, mas agora numa geração palpável. Acredito que biblioteca física não vai desaparecer, porque precisamos deste contato. Faz parte das necessidades das pessoas terem este espaço, tem a questão social, entra até mesmo na questão da pirâmide das necessidades. Infelizmente o papel ainda não substitui, talvez vá utilizar os dois, a parte eletrônica leva certa vantagem, principalmente, no ambiente acadêmico por facilitar os estudos. O livro se mantém pela tradição, as pessoas em sua maioria ainda preferem manusear o livro, igual acontece com a leitura de jornais e revistas, embora exista uma forte tendência de crescimento da leitura virtual. Aqui temos as duas formas e particularmente eu prefiro o papel.

Jornal do Sudoeste: Pode se utilizar da máxima “tudo se transforma”?
D.L.R.D.: Ela pode evoluir para alguns meios um pouco mais modernos. Teremos situações em que serão utilizadas as duas formas, a tradicional e o que se tem hoje através dos meios modernos como a internet etc. Temos a biblioteca eletrônica, virtual e a física. Acabar acredito que será difícil em curto espaço de tempo. Desde os tempos antigos, já existiam as pequenas bibliotecas. Há uma necessidade de ter a biblioteca, ela se moderniza, até porque existe uma grande quantidade de material que não foi digitalizado e este conteúdo só pode ser encontrado nos livros tradicionais. Logicamente que este material vai se tornar raríssimo de se ter, pode até ser comparado a peça de museu, mas mesmo assim não deixará de ter a sua importância.

Jornal do Sudoeste: Como conciliar o tradicional e o moderno?
D.L.R.D.: Existe algo que está em estudo que se chama letramento educacional. Isso futuramente será inserido no sistema educacional. É você ensinar o leitor a pesquisar, ter necessidade de informação e saber procurar fontes confiáveis. Então, teremos de orientar a procura e a fazer a pesquisa de forma correta na internet. Tem que saber filtrar e têm pessoas que não sabem pesquisar, muito menos filtrar. Será preciso capacitar, ensinar a mexer e trabalhar. Onde começa? Vai começar na escola ensinando as crianças a mexer com os livros, depois a internet. Hoje temos a questão das fake news, nem tudo é verdade e temos de ir à fonte. Então é saber trabalhar, tudo o que se vê na internet, não é confiável, é saber onde buscar e são muitas as informações, você saber filtrar é muito importante, coletar aquilo que pode ser usado.

Jornal do Sudoeste: Você veio de Passos para São Sebastião do Paraíso. O que mudou?
D.L.R.D.: Olha eu tenho um agradecimento a Paraíso. É uma cidade que me acolheu de uma forma que eu vejo que sou muito valorizada no trabalho que exerço, pela comunidade de maneira em geral, pelas pessoas, então eu levo isso em consideração. Porque em sendo valorizado gera mais motivação para a gente melhorar. Vejo que aqui o pessoal tem uma valorização pela cultura, pela leitura, eles exigem isto da gente. A partir do momento que nos exigem, vamos procurar fazer o melhor sempre. Neste meio tempo, vejo que Paraíso ainda tem aquela coisa assim de querer o melhor para a sua cidade e é o que é certo mesmo, tem que brigar, lutar pelas coisas, para se ter uma cidade limpa, uma cidade organizada, por ter uma biblioteca. A nossa biblioteca é a melhor da região, eu sinto isso, o pessoal quer manter aqui as tradições, tem a questão da segurança, de meio ambiente, de se ter uma cidade gostosa de viver. Você pode brincar, você pode conviver e tem que continuar isso. Temos que lutar para termos uma cidade em boas condições. 

Jornal do Sudoeste: E a família como vai?
D.L.R.D.: A família vai bem. Tenho um menino de dois anos e sete meses que é o Pedro e o meu marido que inclusive aprendeu muita coisa com a questão da leitura comigo. Esta influência que os livros exercem sobre nós, ele aprendeu comigo, não gostava tanto, mas agora é adepto. Meu menino está caminhando para a mesma situação. Por enquanto não pretendo aumentar a família, quero esperar um pouco o Pedro crescer e curtir ele.  Estamos gostando de Paraíso meu filho adora a Lagoinha, temos aproveitado bastante este convívio.

Jornal do Sudoeste: E quanto ao futuro, algum curso novo em vista?
D.L.R.D.: Tem sim. Sou encantada com algumas coisas na parte de Administração, até que quando conheci a parte de projetos e fiquei deslumbrada com o leque de conhecimentos que se pode ter. Então eu penso em um dia talvez fazer a Faculdade de Administração justamente para complementar meu curso. Por realização pessoal gosto muito da parte de Arquitetura, Design de Interior, acho muito legal, por gostar de desenho,  por gostar desta parte , não sei se é por conta da convivência com meu pai que atuou na área de construção, eu também gosto muito.

Jornal do Sudoeste: Em relação a profissão de Biblioteconomia, você recomenda?
D.L.R.D.: Sim. Quem gosta de trabalhar com gerenciamento, de organizar as coisas, gosta de divulgar a cultura, trabalhar e selecionar informação, eu sugiro que faça o curso de Biblioteconomia. Quem não, que venha a biblioteca que veja aqui como um local de desenvolvimento pessoal ao social. É um lugar que todos deveriam passar pelo menos uma vez por semana para ter contato com o universo dos livros, para adquirir cultura e ampliar o saber, justamente para melhorar o nosso ambiente, ter conhecimento geral ou específico. Muita gente não gosta de ler livros, mas existem outros tipos de leituras que pode ser feito. Temos aqui vários jornais e revistas, mas que você não fique como uma ‘ameba’, mas que seja uma pessoa que tenha conhecimento, para mudar o seu ambiente, o seu mundo e ser uma pessoa ativa desde as pequenas às grandes coisas.

Jornal do Sudoeste: Para este dia especial, o que dizer aos profissionais da área?
D.L.R.D.: Parabenizo a todos, de maneira especial a Lucimar Menezes, que trabalha na biblioteca da Faculdade Libertas, assim como aos futuros bilbliotecários que estão por vir. Que sejam bem vindos ao mercado e possam executar o seu trabalho, com todo orgulho, com profissionalismo, com ética, enfim, com alegria e dedicação.