POLEPOSITION

Efeitos do coronavírus no esporte a motor

Por: Sérgio Magalhães | Categoria: Esporte | 08-03-2020 22:07 | 488
Equipes e profissionais da Itália são os mais prejudicados com a expansão do coronavírus
Equipes e profissionais da Itália são os mais prejudicados com a expansão do coronavírus Foto de Divulgação

Era para começar neste fim de semana a temporada 2020 da MotoGP, mas os efeitos que o coronavírus tem causado no mundo levou ao cancelamento da prova de abertura do Mundial, em Losail, no Catar. A Dorna, detentora dos direitos comerciais do Mundial de Motociclismo bem que tentou até o último instante, mas prevaleceu a determinação do governo do país árabe em proibir a entrada de pessoas procedentes de países em que há casos de contaminação, em especial da Itália, que trás considerável contingente de profissionais das equipes italianas, entre eles, alguns pilotos.

Apenas as provas das categorias de suporte, Moto2 e Moto3, darão a largada no Catar por já estarem lá desde os testes de pré-temporada. E no vácuo do cancelamento da prova, a segunda etapa que seria realizada na Tailândia, em 22 deste mês, foi suspensa até que a epidemia esteja controlada. 

Por enquanto o GP da Austrália que abre a temporada da Fórmula 1 no próximo final de semana está confirmado, e equipes, pilotos e jornalistas já estão a caminho de Melbourne. Mas o GP da China que seria a quarta etapa, em 19 de abril, está temporariamente suspenso, com grandes possibilidades de ser cancelado por dificuldades de ser encaixado em outra data por questões de logística. 

Pensou-se até numa ponte entre o GP do Brasil e o de Abu Dhabi, mas a questão está esbarrando nas dificuldades de a F1 entrar na China em curto espaço de uma semana, já que os trabalhos de liberação de equipamentos por parte da alfândega chinesa ser uma das mais lentas e burocráticas por onde a categoria passa.

O GP do Vietnã que estreia este ano no calendário da F1, marcado para 5 de abril, como terceira etapa, neste momento corre risco de adiamento, ou até mesmo cancelamento por imposição do governo semelhante ao do Catar, que levou ao cancelamento da Moto GP. A diferença é que apesar de o Vietnã fazer fronteira com a China, o tal vírus ainda não chegou por lá até o momento, sendo ao lado do Azerbaijão, os únicos dos 22 países que a F1 tinha/tem etapa marcada que estão escapando da epidemia. 

E até o fechamento desta coluna, a segunda etapa do Mundial de F1, marcada para o Bahrein, dia 22, também corria o risco porque o governo barenita pretende colocar em quarentena pessoas vindas da Itália e de outros países infectados para impedir a proliferação do coronavírus no pequeno país do Golfo Pérsico.

A Fórmula E, campeonato de carros elétricos, também cancelou a etapa de Sanya, na China, marcada para o dia 21. 

E assim, automobilismo, motociclismo e o esporte de um modo geral também vão sendo afetados pelo Covid-19. Até integrantes da academia de jovens pilotos da Renault, entre eles o brasileiro Caio Collet, estão em quarentena num hotel, em Tenerife, na Espanha, depois que quatro hóspedes que nada têm a ver com o esporte, foram diagnosticados com o coronavírus. Resta saber até onde, e quando, isso vai parar.