GREVE

Greve dos professores começa a ganhar proporção em Paraíso

Por: Roberto Nogueira | Categoria: Educação | 14-03-2020 23:00 | 516
Foto de Reprodução

A reivindicação por melhores condições de trabalho e valorização dos professores de Minas Gerais começa a ganhar proporção em São Sebastião do Paraíso e, nos próximos dias a coordenação da subsede do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais deve intensificar mobilização para conscientizar a própria categoria da importância da adesão ao movimento.

Segundo a coordenadora do Sind-Ute, Lilian Aparecida de Oliveira, no município houve pouca adesão por enquanto, mas a Escola Estadual São João da Escócia parou integralmente e também houve adesão de professores das escolas Benedito Ferreira Calafiori, Clóvis Salgado, Ana Cândida e CESEC. "Iremos fazer as mobilizações, com panfletagem. Iremos explicar a comunidade o que está acontecendo. A paralisação tem justamente este intuito, mostrar à população as razões da greve e o que tem acontecido com a categoria", ressalta a coordenadora.

Conforme destaca, o problema que afeta a classe dos professores vai muito além de questões salariais. Segundo alegam, o governo se nega a negociar não apenas o salário, que são pagos parcelados há quase três anos, mas também o 13º (que não foi pago a quase 30% da categoria), o piso salarial (que não vem sendo cumprido em Minas), e também melhoria da Educação para toda a população, principalmente àqueles que necessitam da escola pública.

O Sindicato alega que 25% do orçamento devem ser destinados à Educação, mas que em 2019 foram apenas 18%, e não há esclarecimentos sofre o restante desta verba. Em fevereiro, Lilian ocupou a tribuna da Câmara onde pediu ajuda a vereadores para que intercedessem pela categoria.

Sobre a situação, a categoria destaca que a greve afeta a comunidade, mas que é necessária, uma vez que os maiores prejudicados também são os professores. "Ninguém faz greve porque quer, mas porque uma das partes não aceita negociar, ou descumpre descaradamente a Lei, ou as duas coisas juntas. Se o governo deixa de cumprir a Lei, faz um sistema de matrículas que prejudica a comunidade (alunos tendo que estudar em escolas muito distantes de suas casas) e ameaça fechar turmas e até escolas inteiras, de quem é a culpa? Quem é que está prejudicando a Comunidade?", questionam.

INDETERMINADA
Na quinta-feira (12/3),assembleia da categoria realizada em Belo Horizonte decidiu pela manutenção da greve por tempo indeterminado. Além da questão salarial, a categoria reivindica aos deputados Estaduais a derrubada do veto do governador Zema às emendas ao Projeto de Lei que garantem isonomia salarial a todo funcionalismo público e o Piso Salarial Profissional Nacional à Educação. No próximo dia 18 deve acontecer nova assembleia para definir os rumos da greve.