POLEPOSITION

Vamos vencer essa batalha!

Por: Sérgio Magalhães | Categoria: Cidades | 22-03-2020 10:12 | 323
GP de Mônaco não será realizado pela primeira vez desde 1954
GP de Mônaco não será realizado pela primeira vez desde 1954 Foto de Marc Matia / DPPI

Escrever sobre Fórmula 1 nestes dias de pandemia não será tarefa das mais fáceis. Conter o avanço do coronavírus é o que importa no momento. Por conta do Covid-19, o automobilismo parou, o esporte parou, as escolas paralisaram suas atividades; shoppings, cinemas, teatros, etc estão sendo fechados. O mundo está parando. E é preciso. É a forma mais eficaz de conter o avanço da doença. 

Nesta semana estive em uma clínica e deparei com uma cena incomum numa cidade como a minha, com seus cerca de 85 mil habitantes: médicos, enfermeiros, atendentes, alguns pacientes, todos usando máscaras. Para esta geração que não viveu a II Guerra Mundial, o momento que estamos vivendo talvez seja o mais próximo de um cenário de guerra. Pessoas preocupadas, outras com medo, outras estocando mercadorias... A diferença é que de 1939 a 1945, havia o racionamento de alimentos e produtos de primeira necessidade, e agora a ordem é ficar em casa, sair apenas nos casos de necessários, principalmente as pessoas que fazem parte do grupo de risco. Mas não são apenas elas. Por trás de cada um que não faz parte deste grupo de risco, sempre tem um pai, uma mãe, um avô, avó, tio, tia, e por eles, por nós, e por todos, temos que fazer a nossa parte. 

Pra quem não é do chamado grupo de risco, o risco é contrair a doença e levá-la aos familiares e pessoas do nosso convívio. Por isso é imprescindível que cada um faça a sua parte, seguindo as recomendações que estão sendo divulgadas em todos os meios de comunicação. Uma coisa é certa: se todos fizerem a sua parte, pensando até mais no próximo do que a si mesmo, nós vamos vencer essa batalha.

Dito isto, a Fórmula 1 ainda não tem data definida para começar a temporada que era para ter iniciado no final de semana passado, na Austrália. A corrida do Circuito Albert Park, em Melbourne, foi cancelada três horas antes de os carros irem para a pista na primeira sessão de treinos livres da sexta-feira, e o GP da Austrália não será recolocado no calendário que tinha 22 provas previstas, sendo o maior da história da Fórmula 1.

A Liberty Media, dona dos direitos comerciais da categoria, e a Federação Internacional de Automobilismo trabalham com a possibilidade de o campeonato ter 17 ou 18 corridas, e no momento, o mais provável é que comece no início de junho, no Azerbaijão, que estava programado para ser a 8ª etapa do ano. Na quinta-feira (19), o calendário sofreu mais uma baixa: o GP de Mônaco também foi cancelado. É a primeira vez desde 1954 que a prova nas ruas de Monte Carlo não será disputada. E os GPs da Holanda e Espanha foram adiados, juntando-se aos do Bahrein, China e Vietnã, que agora aguardam brecha para serem inseridos novamente. Mas tudo vai depender do avanço, ou controle da pandemia que tirou o planeta de sua órbita natural.

O tão aguardado regulamento do próximo ano que visa mudanças drásticas na Fórmula 1 foi prorrogado para 2022, mas ficará mantido para 2021 o teto orçamentário de US$175 milhões por equipe.

E enquanto tudo está parado - e na Itália a situação é a mais grave ao ponto de a Ferrari ser obrigada a fechar sua fábrica tanto na produção de carros de luxo, como na divisão de competições, seja pelo número de pessoas infectadas pelo Covid-19,ou para evitar que mais profissionais possam se infectar, as tradicionais férias de agosto da F1 foram antecipadas para março/abril, o que significa que as fábricas de todas equipes terão obrigatoriamente que fecharem por 15 dias, de acordo com o regulamento.