MANICURE

Inquérito policial aponta causa da morte de manicure em Paraíso

Família suspeita de marido da mulher
Por: Redação | Categoria: Polícia | 01-04-2020 10:53 | 4609
Foto de Reprodução

O caso de uma manicure encontrada morta pelo marido em São Sebastião do Paraíso, em meados de março, levantou dúvidas na família dela que reside na capital paulista. Em matéria apresentada por uma emissora de tevê em rede nacional, familiares afirmaram que Ruth Brandão, de 30 anos, estava grávida e que marido tinha o histórico de agredi-la. O delegado responsável pelo caso, Vinícius Zamó, afirma que até o momento não há provas que incriminem o homem e laudo aponta que ela não estava grávida.

Ao contrário do que foi afirmado na matéria pela tevê, segundo o delegado, Ruth não estava grávida. "Essa hipótese também foi descartada. O laudo do médico legista aponta não haver nenhum feto no útero da vítima. É uma informação que também não procede", esclarece.

O delegado conta ainda que não existem registros policiais de que ela sofreria ameaças do marido e, tão pouco, a Polícia Civil foi procurada pela família. Isso é de suma importância para nosso trabalho. "Familiares procuraram a imprensa, mas não procurou a polícia", destaca.

O delegado explica que todas as vezes que a polícia trabalha com um caso, seja ele suicídio ou homicídio, nunca é feito um trabalho isolado, há toda uma equipe multidisciplinar que apura o ocorrido. "A equipe de investigação, a perícia técnica e o médico legista vão unir forças para apurar o caso. O desta mulher, é um caso complexo no sentido de que não há informações de que ela teria tentado suicídio outras vezes. A informação que temos é que a família afirma que ela era muito calma, nunca tentou suicídio e nunca cometeria tal atentado", destaca.

O delegado ressalta que a mulher não é de São Sebastião do Paraíso e que não existe nenhum histórico anterior de atentado com a ela. "Nós trabalhamos com provas objetivos, em local e do corpo, e nós não temos dados que descartem o suicídio. Conseguimos detectar com muita tranquilidade quando a morte é forjada e, no caso desta vítima, não existe nenhum tipo de lesão de defesa ou que vão de encontro ao suicídio. Até agora as provas levantadas dão a certeza do suicídio".

Sobre suspeitas da família quanto ao marido de Ruth, o delegado Vinícius Zamó salienta que não é possível intimar um indivíduo sem que a polícia tenha dados técnicos, e que possam direcionar as investigações. "Faço um apelo à família para que nos procure o mais rápido possível para que possamos esclarecer todos os pontos deste caso", acrescenta.

O delegado destaca ainda que o marido da manicure tem um longo histórico criminal, mas isto não é suficiente para liga-lo a autoria da morte de uma pessoa.

"Por hora, não temos como asseverar nada, as investigações ainda estão em andamento, nenhuma hipótese foi descartada, mas precisamos ainda ter acesso a fontes de informação e possíveis provas que a família tenha. O marido da vítima ainda não foi ouvido, mas deve ser, e não só ele, mas também gostaríamos de ouvir família e amigos que deram as declarações à imprensa. Isso seria excelente para nós", completa Vinícius Zamó.