BRASÍLIA

Bom dia presidente

Por: Gilberto Amaral | Categoria: Brasil | 13-05-2020 18:49 | 260
Foto de Reprodução

Bom dia presidente
O Brasil está vivendo o pior momento de sua existência com este vírus. A ida do presidente Bolsonaro ao STF, acompanhado de ministros e empresários, foi para que se tome providências em todo o Brasil exigindo uma maior fiscalização sobre o uso de máscaras e outros casos.

Sugestão a Bolsonaro: dê o exemplo, use máscara e não saia do Alvorada. É mais chique!

Em tempo: não pare mais no portão do Alvorada. PR só fala em altas solenidades.

50 milhões
Em apenas dois anos (1918 a 1920), a gripe espanhola matou esse número de pessoas em todos os cantos do planeta! Inclusive o presidente da República, Rodrigues Alves. Será que o coronavírus vai fazer um estrago maior?

O STF e os seus ministros
Na inauguração de Brasília, o Supremo Tribunal Federal criou várias dificuldades para efetuar a sua transferência para a nova capital. Eu mesmo já contei essa história aqui, quando recebi o presidente Barros Barreto. Para recordar a composição do STF: presidente Barros Barreto e ministros, Lafayette de Andrada, Ribeiro da Costa, Hahnemann Guimarães, Luiz Gallotti, Rocha Lagôa, Nelson Hungria, Ary Franco, Candido Motta, Vilas Boas e Gonçalves de Oliveira.

O Supremo petista
A Suprema Corte do país é composta por 11 membros. A presidenta Dilma nomeou Luiz Fux, Roberto Barroso, Edson Fachin e Rosa Weber, ao todo quatro ministros. Lula mais três, o presidente Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski. Já o Celso de Mello foi o Sarney; o Marco Aurélio foi Fernando Collor; Gilmar Mendes foi FHC e Alexandre de Moraes pelo Temer.

Em tempo
O Celso de Mello entrou no Supremo pelas mãos do grande e saudoso advogado Saulo Ramos, que solicitou ao amigo José Sarney, que o nomeasse. O primeiro julgamento que Celso participou, onde ele foi um dos últimos a votar, fez contra quem o nomeou. Na mesma hora Saulo ligou e passou-lhe um “sabão” e perguntou a ele porque havia votado contra o Sarney. Ele, cinicamente, respondeu: “os jornais estavam noticiando que o único voto certo para o presidente seria o meu e como o placar já estava ganho contra o Sarney, eu votei contra para desmentir os noticiários”. Agora que ele vai se aposentar, coincidentemente, ele encerra o seu trabalho com um processo do presidente da República Jair Bolsonaro.

Lavadeira
Na minha quarentena, aproveitando o Netflix, noite dessas assisti ao filme “Lavadeira”, na esperança de ver as meninas bonitas lavando roupa. O filme passando na telinha e nada das mulheres aparecerem nos tanques ou na beira dos rios com as mãos cheias de sabão. Cada hora era numa cidade, aparecendo homens negociando dinheiro e quando chegou no final do filme caí da cadeira. Lavadeiras era o título do longa por conta da lavagem de dinheiro que rolava na trama. A famosa empresa brasileira que fazia esse “serviço” era a Odebrecht.

Vamos orar
A presidência da República poderia baixar uma resolução sugerindo que todos os dias, às 18h, todas as emissoras de TV entrassem em cadeia nacional para que todos os brasileiros fizessem, por um minuto, uma oração pedindo proteção contra o vírus.

Daisy e eu
Perdemos uma grande amiga, que conheci em 59, a artista do rádio, teatro e da poderosa Rádio Nacional do Rio, Daisy Lúcidi (foto). Eu era o locutor comercial das grandes novelas, com ela e Floriano Faissal. Ela foi casada com o jornalista esportivo Luiz Mendes e fez enorme sucesso na televisão brasileira.

Declaração explosiva
O presidente Jair Bolsonaro, no passeio de sábado pelo Lago Paranoá, abordou com seu jet ski uma lancha onde estava um grupo de pessoas fazendo churrasco. Na conversa, Bolsonaro fez uma afirmação que merece mais explicações por parte de sua excelência. Ele disse textualmente: “Setenta por cento da população vão contrair o coronavírus”.

Ele sabe mais do que nós
Ora, uma afirmação assustadora como essa, saída da boca de um presidente da República, tem de ser esmiuçada em seus detalhes. A primeira observação de qualquer brasileiro que ouviu sua excelência pela televisão, é a de que Bolsonaro deve ter mais informações sobre a epidemia do que o cidadão comum e a imprensa em geral.

Obrigação de revelar
Se o presidente da República, primeiro responsável pelo bem-estar do povo brasileiro, tem informações sanitárias ou científicas para calcular a multidão exponencial de brasileiros que serão contaminados, ele tem a obrigação de explicar tudo direitinho. Afinal, não se trata de segredo de Estado, mas de uma informação do mais alto grau de interesse público.

Sem leviandades
Um chefe de Estado não pode deixar no ar uma afirmação desta gravidade. Que Bolsonaro, agindo contra o que ensina a ciência, não cumpra o isolamento social, já é assustador. Imagine então ele fazer uma previsão catastrófica e ficar por aí. O nome disso é leviandade. Sabem os meus leitores que sou defensor do presidente da República de muitos ataques que vem sofrendo. Por isso mesmo tenho o direito de cobrar de sua excelência uma explicação à altura da majestade do cargo para o qual foi eleito pela maioria.

De jet ski
Bolsonaro não inovou ao passear de jet ski pelo Paranoá. Meu amigo, o presidente Fernando Collor, foi o primeiro a fazê-lo, nos dois anos de sua Presidência. Collor passeava e trabalhava nas águas do lago, recolhendo garrafas descartadas pelos navegantes mal-educados, dando um exemplo de cidadania responsável aos seus concidadãos.

Defensor do ambiente
Aliás, Collor foi um grande defensor da preservação do meio-ambiente. Foi o anfitrião da primeira conferência mundial sobre o tema, realizada no Rio de Janeiro em 1992. Uma das primeiras ações de Collor, então apelidado de Indiana Jones, foi autorizar a Força Aérea Brasileira a bombardear as pistas de pouso clandestinas usadas por garimpeiros ilegais que contaminam os rios amazônicos com o uso de mercúrio para a apuração do ouro.

Contrastes
Este fato relatado acima contrasta com o que vemos na atualidade na Amazônia. Na semana passada, fiscais do Ibama tacaram fogo no maquinário de garimpeiros ilegais na Amazônia. Deveriam esses funcionários serem merecedores do reconhecimento público. Entretanto, não o foram. O chefe da fiscalização foi exonerado. O Governo, assim, deu mais munição aos críticos que atacam o Brasil.

Boca fechada
A etiqueta ensina que não se deve oferecer gratuitamente sugestões a um chefe de Estado. Este calejado colunista da Corte vai quebrar a regra de ouro, em nome dos cabelos brancos que atestam a minha longeva carreira de observador das cousas da política. Presidente Bolsonaro: o senhor tem um excelente porta-voz, o general Rego Barros. Ele está esquecido em sua sala no Planalto. Use-o, presidente, para o seu bem e o bem do povo brasileiro.

Raice

O dia depois
Após dois meses confinados, os franceses tentam voltar à vida normal nesta segunda-feira com lockdow reflexibilizado. A vida depois da Covid-19 será certamente mais pesada, com 2,5k a mais na balança. Durante o confinamento, muitos permaneceram apegados à tradição do aperitivo, visto como um “savoir-vivre” francês. Para continuar a perpetuar esse momento de convivialidade mesmo preso em casa, o e-apero viralizou, tomando conta das redes sociais e o ponteiro da balança subiu.

Live enoturismo
Juliana Lins (foto), economista especializada em Marketing do Turismo e guia na Borgonha, estará no direct @mytastytravel nesta segunda, às 16h. Ela vai falar sobre “As perspectivas do enoturismo após a pandemia do coronavírus”. Uma live imperdível no Instagram para quem estiver com viagem marcada para França e não sabe se faz ou desfaz as malas.

Trabalho à distância
Apesar do fim da quarentena, 73% dos franceses preferem continuar trabalhando de casa. A ideia pode ser boa para a saúde econômica, pois grandes empresas descobriram, com a inédita crise sanitária, que a videoconferência e o home-office são baratos e produtivos. Isso as startups já sabiam... Quem sabe após a pandemia, antigos modos organizacionais serão modernizados para valorizar o bem-estar do profissional e do meio-ambiente!

Cerimônia
Para marcar os 75 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, o presidente Emmanuel Macron presidiu uma cerimônia no túmulo do soldado desconhecido, no Arco do Triunfo, em Paris, com a participação apenas de ex-presidentes e alguns ministros. A Praça da Étoile, no alto da avenida do Champs-Elysées, onde está o monumento, estava praticamente vazia. A única surpresa ficou por conta de aviões britânicos, que cruzaram o céu. Uma bandeira francesa foi instalada na Torre Eiffel para homenagear os combatentes e resistentes da 2ª Guerra.

Daisy lucidi
Juliana Lins