ELE por ELE

MAXWELL ALVES: Jovem empreendedor em busca do seu espaço

Só se vence quem não desiste no primeiro erro
Por: João Oliveira | Categoria: Entretenimento | 29-06-2020 20:35 | 749
O empresário Maxwell Alves, da papelaria Lutel
O empresário Maxwell Alves, da papelaria Lutel Foto de Arquivo Pessoal

O empresário Maxwell Souza Alves, é um jovem empreendedor que, aos 34 anos, vem lutando para ocupar seu espaço na cidade e, apesar das dificuldades enfrentadas no dia a dia, ele destaca que não se pode desistir e ressalta que é no meio das crises que se criam novas oportunidades. Formado em Publicidade e Propaganda, com especialização em Gestão de Marketing e Vendas e Gestão Financeira, ele já atuou em diversos ramos da comunicação e, também, em agências de publicidade. Atualmente encara o desafio de gerir os negócios da família, a Lutel Papelaria. Filho de José Maurício Alves e Luzia Aparecida de Souza Alves, irmão do Marcel, Maxwell conta um pouco da sua trajetória e destaca que, entre seus planos, a meta é formar sua família ao lado de sua noiva, a Taís Macedo Silva.

Jornal do Sudoeste: Antes de tudo, Maxwell não é um nome muito comum. Tem uma história por trás desse nome?
M.S.A.: Realmente, é um nome bem americanizado, mas se deve pelo gosto do meu pai aos quadrinhos norte-americanos de velho-oeste, que era comum na época, um nome bem incomum até hoje, mas bem marcante e que gosto muito.

Jornal do Sudoeste:  Conte-nos um pouco das suas raízes. Sua família é de Paraíso mesmo? Como foi a infância e quais lembranças marcantes você tem desta época?
M.S.A.: Sim, minha família é de São Sebastião do Paraíso, e tenho privilégio de ter pais muito batalhadores, guerreiros, dedicados, e esforçados, que lutaram para ter dado uma condição melhor a mim e ao meu irmão Marcel.

Minha infância foi na Vila Santa Maria, marcada por muitos amigos e que na época ir à rua era motivo de muita diversão, brincadeiras e paqueras. O mais interessante é que nossa rede social à época era sentar no passeio da esquina da casa da Celínha, para juntar a turma de amigos e conversarmos por horas e horas, algo bem diferente dos dias atuais, que o perigo da rua e a tecnologia prendem as crianças em casa.

Jornal do Sudoeste: Onde estudou e quais memórias marcantes você tem da época de escola?
M.S.A.: Meu primário foi na Escola Campos do Amaral, o ensino fundamental no Paraisense, o colegial na Escola Técnica de Formação Gerencial e Superior na Unifran. Difícil escolher um momento marcante para citar aqui, mas lembro com carinho muito da vivência no primário, como as descobertas, os primeiros amigos, os primeiros mestres professores, tudo o que nos molda para as próximas etapas da vida.

Jornal do Sudoeste: quais eram seus hobbies na juventude, o que mais gostava de fazer e o que sente falta desta época?
M.S.A.: Fui um jovem muito tímido com gostos comuns: jogar bola, escutar música, sair com a turma e tal, até o dia que entrei para as artes cênicas e lá deixei toda a timidez para trás e conheci o gosto por leitura, fazer textos, criar personagens, dessa experiência tenho muita saudade.

Jornal do Sudoeste: Você é formação em marketing. Por que enveredou por esse caminho?
M.S.A.: Tive a influência do marketing na minha vida quando estava na ETFG por ser uma área muito dinâmica e ter contatos com diversas áreas de uma empresa. Hoje sou muito entusiasta do marketing digital.

Jornal do Sudoeste: conte-nos um pouco sobre sua atuação profissional...
M.S.A.: Com formação em Publicidade e Propaganda, tive a oportunidade de atuar e conhecer pessoas de alto nível profissional em nossa cidade e em outras, como Franca e Ribeirão Preto. Em nossa cidade pude atuar como estagiário na saudosa Rádio Am Ouro Verde e na emissora local, a TV Sudoeste. Logo que me formei tive o convite de coordenar a Agência Experimental de Comunicação Social da Unifran, após alguns anos tive o convite de trabalhar na agência de marketing digital Rebellion, hoje com o nome de Pixxis e, há sete anos, retornei a nossa Paraíso para gerir o negócio familiar, por escolha própria, e toda essa vivência só agregou ainda mais.

Jornal do Sudoeste: Você é um jovem empreendedor. Como é empreender em uma cidade do porte de Paraíso. Você enfrenta muitos obstáculos?
M.S.A.: Empreender tem muitos obstáculos e desafios, ainda mais em uma cidade pequena como a nossa. Mas isso só nos motiva a transformar, o importante é sempre inovar de forma simples e algo que traga mais benefício para seu cliente. Não é fácil, mas é motivador.

Jornal do Sudoeste: O que é preciso para que  Paraíso se desenvolva mais e possa gerar mais renda e empregos?
M.S.A.: Para a cidade se desenvolver precisamos de novos empreendedores e novos comércios, mesmo sendo pequena, existe muito potencial pra ser explorado. Acredito que empreender é o caminho para transformar nosso município.

Jornal do Sudoeste: Conte-nos um pouco da sua relação com o Rotaract Club de São Sebastião do Paraíso?
M.S.A.: Tenho afinidade com o terceiro setor desde muito pequeno, com a iniciação no Escotismo no grupo “Apóstolos da Liberdade”. O Rotaract Club é o maior projeto de jovens líderes do mundo do Rotary Internacional, no qual tive a honra de fazer parte de 2012 a 2016 com ações coordenadas para fomentação e desenvolvimento local, digo que é uma grande oportunidade para a todos os jovens.

Jornal do Sudoeste: E seus planos?
M.S.A.: Só se vive o hoje, mas tenho planos de formar uma família com minha noiva, a Taís.

Jornal do Sudoeste: O que pode dizer para nossos empreendedores de Paraíso e, sobretudo, para essa geração que está chegando?
M.S.A.: Para ambos digo para não desistirem de seus objetivos, é no meio de toda crise que se cria uma nova oportunidade.

Jornal do Sudoeste: Qual o balanço que você faz da sua trajetória até aqui?
M.S.A.: A trajetória está só no começo, tenho muito que contribuir com nossa cidade. O balanço é muito positivo, só se vence quem não desiste no primeiro erro.