FEIRANTES

Feirantes pedem apoio para retorno das atividades

Por: João Oliveira | Categoria: Política | 01-07-2020 08:49 | 791
Feirante Maria do Carmo ressaltou dificuldades, e destacou que apenas as feiras não estão funcionando
Feirante Maria do Carmo ressaltou dificuldades, e destacou que apenas as feiras não estão funcionando Foto de ASSCAM

A feirante Maria do Carmo Soares de Souza da tribuna livre da Câmara Municipal, segunda-feira (29/6), relatou a difícil situação que tem sido enfrentada por ela e seus colegas feirantes com a proibição das feiras livres em São Sebastião do Paraíso. Ela destacou a importância do trabalho para o sustendo dessas famílias que dependem desse comércio e do momento de muita dificuldade, tendo em vista que grande parte desses feirantes não está conseguindo vender seus produtos como antes.

“Recebemos ajudas de diversas formas, e a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Agropecuário deu todo apoio e fizeram tudo o que podiam para nos ajudar. Mas mesmo assim, estamos encontrando muita dificuldade. Levamos os produtos, mas muitos não são vendidos, alguns dão mais sorte que outros. Temos muito a agradecer a todos que nos apoiaram e não estamos aqui para questionar ninguém, mas para buscar uma solução”, disse.

Maria do Carmo destacou que a Câmara, tendo em vista suas atribuições poderia criar alguma lei que beneficiasse esses feirantes ou outra alternativa para ajudá-los. “São muitas pessoas que estão desempregadas, muitos não vieram à esta Casa hoje porque não tiveram nem como vir. É preciso a união de todos nós para encontramos soluções para resolver esse problema, que não é fácil resolver e nem é de uma hora para outra”, destacou.

O vereador José Luiz das Graças questionou às razões dos feirantes terem sido excluídos como serviços essenciais e sugeriu como alternativa a criação de um espaço na cidade como se fosse uma espécie de mercado onde as pessoas poderiam entrar tal como nos mercados da cidade que também comercializam estes produtos. Para ele, não há nada que impeça que algo assim seja feito, já que em mercados, farmácias e outros comércios têm sido permitido o acesso e um espaço assim também poderia viabilizar o comercio de produtos desses feirantes. “Acredito que o trabalho de vocês não é diferente. Vocês também vendem alimentos”, destacou.

A feirante destacou que não há problema enquanto a aglomeração na feira, que a preocupação maior é com relação ao trânsito que atrapalha. “Eu só tenho a agradecer o que tem sido feito por nós, mas acredito que deveríamos voltar na medida do possível. Estamos sendo muito prejudicados. Sabemos que há regras, há decretos, mas o decreto tem que ser para todos. Os mercados estão lotados, as farmácias também, todo o lugar que você vai está lotado de gente. Quem sabe a Câmara não pode nos dar uma resposta”, destacou.

Maria do Carmo disse que é preciso valorizar mais o homem do campo, e que a prefeitura tem ajudado muito, mas é necessária uma solução para este setor que tem sofrido com as consequências do impedimento da feria livre.

O vereador Valdir do Prado lembrou a importância do setor, e pediu uma sugestão do que pudesse ser feito à feirante. Lisandro, por sua vez, destacou que as feiras deveriam acontecer onde tradicionalmente funcionam, mas que fossem fechados o acessos e disponibilizado o álcool em gel para a higienização.

“Para mim é uma solução possível. Acredito que deveríamos reunir todo os envolvidos e chegar a um consenso. Coloca-se grades e um guarda para controlar o acesso e, desta forma, evitando aglomerações. É um local aberto”, disse. O vereador Vinício Scarano lembrou que os mercados estão constantemente lotados, e que tem que se tratar a situação com coerência. “A ideia do drivethru foi interessante, mas não resolveu. As academias estão abertas, os mercados lotados, por que os feirantes precisam de uma regra diferente”, questionou.

O vereador defendeu ainda que a solução mais viável é voltar as feiras nos locais que acontecem tradicionalmente e com controle de acesso, já que todos os outros setores estão funcionando. A vereadora Cidinha Cerize sugeriu ainda que no caso de alimentos, como pastel, que as pessoas tinham o hábito de consumir da feira, que pudesse ser vendido, mas não consumido no local, promovendo assim a circulação do local.

 “São muitas pessoas que precisam desse dinheiro para a manutenção da própria família. Agradecemos a recepção de vocês e estou aqui representando esse povo da roça com muito orgulho; acredito que quem produz alimento, produz vida. Pedimos que vocês nos ajudem alguma forma”, finalizou Maria do Carmo.

O vereador Marcelo de Morais também apontou que demais setores não estão mais fechados e destacou que vereadores tem conhecimentos de diversas festas que têm acontecido de maneira clandestina. Destacou que a flexibilização não é o problema, que é preciso intensificar a fiscalização. “Tem que ter equilíbrio: ou fecha tudo ou flexibiliza para todo mundo”, disse. Ele voltou a reforçar a sugestão do presidente da Casa, sugerindo ainda senha para que as pessoas possam ter acesso e comprar seus produtos.

O vereador Serginho lembrou que existe o manual do Ministério da Agricultura que trata sobre a situação das feiras e que há, entre algumas pontuações, ações para que a feiras possam funcionar e não coloque a saúde da população em risco. Ele citou a funcionamento em ar livre, além da distância de segurança e fornecimento de álcool em gel, uso obrigatório de máscara e higienização dos equipamentos.