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As crises de cada dia

Por: Fernando de Miranda Jorge | Categoria: Cultura | 23-09-2020 05:45 | 187
Fernando de Miranda Jorge
Fernando de Miranda Jorge Foto de Reprodução

A página não vira. Impressionante. Só se fala e ouve do governo Bolsonaro com seus erros continuados, no desgoverno. Ninguém fala dos acertos e da vontade dele de acertar para consertar as coisas dos brasis. Ainda, do presidente da Câmara Federal, do presidente do Senado, dos delatores da Lava Jato, do ex-Juiz Moro, do STF, da pandemia instalada, do isolamento social e da flexibilização. Tudo isto em todos os canais televisivos (fechados e abertos), jornais e revistas, em tempo real e a todo instante. Bem que gostaria de escrever um texto sobre crises.

Crise? É difícil escolher qual. Está tudo de cabeça para baixo neste país. Não tem mais o que divulgar? A não ser sobre corrupção e corruptos. Dirão os imediatistas e os cientistas políticos – cada vez mais perto, estão chegando aos denunciados e aos verdadeiros chefões...

Para quê? Para nada! Do livro Dom Quixote, onde o romancista e poeta Miguel Cervantes narra as aventuras e desventuras do Cavaleiro Andante da Fraca Figura, aqui faço uma alusão ao sistema jurídico brasileiro: um órgão prende, outro liberta.

Até quando assistiremos a este imbróglio jurídico? Aqui é que mora o perigo: pode acabar com a Lava Jato. O poeta mineiro de Itabira, Carlos Drummond de Andrade, disse que “no meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho”. Basta olharmos para Brasília, Palácio de estilo dominante e marcante do arquiteto Oscar Niemeyer, na Praça dos Três Poderes, que abriga a sede da suprema corte?

Melhor ficar com a frase do historiador no Valor Econômico – Evaldo Cabral de Mello: “O Brasil é de uma fidelidade a si mesmo enorme. Muda para não mudar. É metade corrupção, metade incompetência”.  

Fernando de Miranda Jorge
Acadêmic Correspondente da APC 
Jacuí/MG – e-mail: fmjor31@gmail.com