CAFÉS

Câmara aprova projeto que cria selo para valorização de cafés produzidos no município

Por: João Oliveira | Categoria: Política | 01-10-2020 15:21 | 243
Foto de Reprodução

A Câmara Municipal de São Sebastião do Paraíso aprovou na sessão de segunda-feira (28/9), projeto de lei de autoria do chefe do prefeito Walker Américo Oliveira, que cria o selo “O Paraíso dos Cafés Finos”, a fim de valorizar o produto cultivado no município. O projeto deu estrada na Casa Legislativa no dia 14 de setembro.

A vereadora Cidinha Cerize ressaltou a importância do projeto para o município e, segundo destacou, é necessário que, com a possibilidade do concurso realizado para a aquisição do selo, a comissão julgadora precisa realizar um trabalho técnico, por profissionais que entendem do processo do cultivo cafeeiro, para que não haja desestímulo dos participantes do concurso.

Conforme a lei aprovada, caberá a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agropecu-ário a responsabilidade pela realização do Concurso Municipal Café de Qualidade. Os primeiros 20 lotes classificados em suas respectivas categorias receberão o selo “O Paraíso dos Cafés Finos”, com certificado e laudo de classificação. Podem concorrer todos os cafeicultores que tenham sua produção em São Sebastião do Paraíso. Os premiados poderão realizar a publicidade de seu café da safra classificada no concurso do referido ano, a fim de agregar valor na comercialização de seus lotes.

Para realizar esses objetivos, a proposta ainda autoriza a Prefeitura a firmar parcerias com cooperativas de cafeicultores, armazéns, corretoras, sindicato dos produtores rurais, empresas e instituições de ensino. De acordo com justificativa do Executivo, dados da Emater/MG apontam que São Sebastião do Paraíso possui em torno de mil propriedades produtoras de café, o equivalente a 15.862ha de área plantada.

Assim, a criação do selo pretende dar identidade ao Município como sendo produtor de cafés finos, agregando valor ao café produzido e permitindo seu amplo reconhecimento. “Desse modo, os consumidores que adquirirem o produto podem ter a certeza que a intenção não é somente comprovar que os grãos foram colhidos, secados e beneficiados de forma adequada, mas sim, que foram produzidos com a utilização de tratos culturais, conforme orientações técnicas de excelência”, justificou o prefeito Walkinho.