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Piso dos profissionais de Enfermagem

Por: Redação | Categoria: Cidades | 05-10-2020 09:30 | 439
Foto de Reprodução

Já dizia um velho ditado: ‘’Quando a água sobe acima do umbigo, é que se nota o tamanho do perigo e do valor daqueles que estão por perto’’ que, com certeza, irão nos auxiliar.

Neste momento, temos notado a grande importância de podermos chegar a um posto de saúde, e nossos familiares, amigos e até nós mesmos, caso seja necessário, encontrarmos uma mão amiga, e mesmo com uso de máscara de proteção, uma expressão de sorriso nos olhos.

Estamos falando dos ENFERMEIROS, TÉCNICOS E AUXILIARES DE ENFERMAGEM, que mesmo com salários aviltantes, como é pago à maioria dos trabalhadores desta área, culmina e resulta numa crise, que aos olhos de muitos, se torna invisível.

Baixos salários geram a desmotivação, mais de um vínculo empregatício, jornada extenuante e estressante, consequência que assola um grande percentual deste profissionais, com adoecimento oriundo do desgaste e precárias condições.

Mediante esta onda pandêmica de corona vírus, colocam em risco pessoas de convívio diário. Isto os fazem estarem face a um grande paradoxo: expor sua vida e de seus familiares queridos, em prol de outras vidas.

Com estas primeiras apresentações, torna-se claro, nu e patente que um piso salarial para enfermeiros, técnicos e auxiliares, significa fazer justiça. Pois, esta reparação e adequação, se arrastam por longas décadas, com projetos de lei que já tramitam há quase vinte anos. Guardado nas geladeiras dos corredores do Congresso Nacional, cito o PL 2295/00, que regulamenta entre outras questões, a carga horária de 30 horas semanais.

Mas por que um assunto de tamanha importância e relevância não só para a CATEGORIA, mas para a população em geral, fica adormecido na casa de Leis de nossa NAÇÃO? Mesmo sendo indicação da OMS (Organização Mundial da Saúde) e também da OIT (Organização Internacional do Trabalho) que preconizam que a referida carga horária de 30 horas semanais é a carga horária ideal, para tais profissionais.

A grande dificuldade que trava esta honrada e justa reivindicação, provém da existência de ‘’lobby’’ da iniciativa privada, uma vez que, fortes empresários, conglomerados nacionais e até internacionais, circulam e ditam as regras nestes labirintos e mantém com seus financiamentos e interesses a permanência, de muitos dos Legisladores, nas suas cadeiras anos a fio.

Portanto, a Redução da Jornada e o Piso Salarial para a Categoria, representam para ESTES: mais despesas, menos dividendos a serem distribuídos, menor rentabilidade para os acionistas no período de seus investimentos. Com isto em voga, a SAÚDE perde, a população perde e os trabalhadores também perdem. Mas, estes Senhores Feudais, também perdem, pois, teremos, em termos de Administração Pública, um gasto maior com a saúde da população, uma grande quantidade de profissionais afastados, doentes e, em algumas situações, inválidos físico, emocional e psicologicamente, podendo trazer um grande risco a população.

O motivo? Duplo vínculo empregatício. Pois, para sustentarem a família e se manterem atualizados com os avanços dos tratamentos tecnológicos, estes profissionais procuram manterem um padrão de vida para que ao menos possam proporcionar aos familiares e a si mesmo, um pouco de dignidade humana.

Conforme a Lei da Mais Valia do Sistema, criada por Adam Smith, onde a MÃO INVISÍVEL, controla o mercado, a perda para o coletivo é imensurável e, somente quando se manifestam, quadros como estes que estamos passando, é que se tornam visíveis e sem muito esforço podemos ver a importância destes profissionais.

Estamos diante da mercantilização da saúde, banalização da vida e desvalorização dos profissionais de enfermagem. Poucos destes profissionais terão a condição econômica e disponibilidade de tempo para aperfeiçoarem seus conhecimentos, onde, certamente resultará na ampliação de sua capacidade técnica que ficarão comprovados no chamado Equilíbrio de NASH, em que a empresa prestadora, profissional e o usuário do sistema GANHAM.

Consequentemente a sociedade, como população pagante do sistema, também sairá ganhando. Portanto, a labuta continua, pois, o grande sonho será quando todos os cidadãos, empresários, trabalhadores e governantes, conseguirem enxergar que todos podem ganhar.

“Não aborte os seus ideais. No ventre da covardia, vá a luta empunhando a verdade, que a liberdade não é utopia’’. Duduca e Dalvan