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ELEIÇÃO SEM omissão

Por: Fernando de Miranda Jorge | Categoria: Cultura | 11-11-2020 01:43 | 381
Fernando de Miranda Jorge
Fernando de Miranda Jorge Foto de Reprodução

(Reprodução de artigo publicado pelo consagrado Jornalista Alexandre Garcia).

Assim pensa Alexandre Garcia: 

Não se deixe enganar nesta eleição municipal tão importante.

Olá,  minhas amigas, meus amigos, semana terminando e a hora de ler para vocês o meu artigo semanal, que sai em 38 jornais, inclusive em oito capitais. “Tá” todo mundo falando aí de eleição americana, mas eu vou falar sobre eleição brasileira, que essa é nossa! (rsrsrs). Assim como a Amazônia, nós temos eleição no outro domingo, dia 15. Então, o assunto é a eleição brasileira. Se você não estiver ainda inscrito, não esqueça de juntar-se a nós e, de ao final, dar o seu ‘like’, ou o seu ‘deslike’.

Bom, o título é Eleição sem omissão. Eu digo, eu dizia, faltam 11 dias, né, porque saiu lá no início da semana, agora tá faltando uma semana praticamente para as eleições municipais. Ainda há tempo para repensar decisões! Tá pra nós, né?

Eu deixei de acreditar em pesquisa, desde as eleições de 2018 para governadores, para presidente, né? Imagina 

que o Bolsonaro ia perder de todos, mas não ia conseguir ir para o 2º turno, a Dilma seria eleita senadora, o Zema, então, não “tava” nem perto de ser governador, nem o  Ibanês, nem o Witzel, né? Então, eu, e depois tem essa, sim, parece que o eleitor é um pusilânime. É um “la donna è mobil qual piuma al vento” – é parece que “tá” uma pena ao vento, e toda hora está mudando sobe, desce, aí muda, aí alguém cresce, alguém cai, na última hora dando uma ajeitada em tudo.

Eu... eu... eu estranho isso. Então, eu digo, ainda há tempo de repensar decisões. Ainda há tempo de decidir a quem você vai dar o poder de chefiar a prefeitura de onde você vive, e o poder de fazer leis municipais.

Gente que vai decidir a limpeza da cidade, as condições das praças, das calçadas, das ruas que você frequenta. Gente que pode dar licença a uma boate, a um bar na sua vizinhança, um posto de gasolina ali na esquina. Gente que pode decidir se você dorme com barulho, ou com silêncio. Se haverá um transporte urbano conveniente para você ir ao trabalho, para seus filhos irem e voltarem da escola, se o SUS vai funcionar bem, se sua família precisar... São decisões municipais!

Leis e aplicação da lei pelo prefeito. O município é o mais importante ente federativo na vida dos brasileiros. O prefeito é o governante mais próximo dos contribuintes; o vereador é o representante mais próximo dos seus representados. Por isso, a eleição do dia 15 é a mais significativa do nosso sistema democrático.

Na maciça maioria dos municípios brasileiros, o cidadão pode falar com o prefeito e o vereador na rua, na praça, no canteiro de uma obra municipal. Pode falar, cobrar, fiscalizar, sugerir. Isso acontece em 4.500 municípios brasileiros. Você encontra o prefeito num boteco da esquina, né? Na missa, na rua, ou o vereador, aborda, conversa, fiscaliza. Isso não acontece em relação ao governador, ao presidente da República, ao ministro, aos deputados federais, estaduais, senadores, mas acontece com vereador e prefeito na maior parte dos municípios brasileiros.

Aí, eu continuo. Nas grandes cidades, há ouvidorias para esse contato e há os bairros em que o vereador está ligado e representa. Hã! Em São Paulo, por exemplo, tem lá um bairro que elege seus vereadores. O vereador tá lá devendo pro bairro. É, na prática, um... quase um distrito... é um distrito eleitoral de fato. Tudo isso conduz à importância de você pensar e repensar no seu voto nesses doze próximos  dias. Hã!

Só que agora nesses oito próximos dias, né? O TSE me fez embaixador da Justiça Eleitoral num movimento, é, #eu voto sem fake. Não sou ingênuo para acreditar que fake news – notícias falsas – vieram com as redes sociais. Elas existem desde sempre. E não são exclusividades das redes sociais. Hã! Na verdade, hã... a mídia tradicional quer fazer com que todo mundo acredite que fake news é por causa da rede social.

A gente sabe que não é. É de todo mundo, né? Todo mundo.  Na condição de participante dessa campanha, tenho postado mensagens de alerta a quase três milhões de seguidores no twiter. Tenho avisado sobre o lobo em pele de cordeiro. Quem se aproveita do tamanho, do peso, da tradição, para induzir o eleitor. Ah, o eleitor está acostumado com aquela grande empresa, que presta serviços, de jornalismo, né? Quem  mistura fato com opinião, quem deforma o fato e cria um factóide, não se deixa iludir.

Vote por você! Não deixe que pensem por você! Por isso que eu gosto muito do livro, né? O livro, a gente pensa junto com, com o autor. Mas não vem tudo já pensado, colorido, pronto. E você só engole, sem sequer mastigar. Na interatividade do twiter, tenho recebido queixas sobre a qualidade dos candidatos que os partidos oferecem. Aí, eu conto, o eletricista Marcelo me disse que, em 43 anos de vida, só votou para presidente em 2018 por falta de opção. Respondi a ele que, nas outras eleições, ele transferiu pra outros o poder de escolha ao se omitir.

Essa é a mensagem. Ainda que o partido, que os partidos só ofereçam candidatos que você acha que não merecem seu voto, não é possível que não tenha um menos ruim. Porque, se você se omitir, você tá ajudando os piores a se elegerem. Você não tá tentando melhorar a qualidade. Além de tudo, seu voto pode ser o voto, eu tenho dito, o voto de desempate.

Quem me disse isso foi o ministro Golberi, porque sempre é matemático, né? Aritmético. Um voto é o do desempate, depois os outros são sobra (rsrsrs). O que deu a vitória foi um do desempate!

Muitos partidos se formaram com um único princípio: o de receber os fundos partidários e eleitorais. Que é dinheiro nosso. Escolhas de candidatos têm como critério a popularidade, mas não o preparo, o altruísmo, a honestidade, o histórico pela comunidade. Ah, eu pego lá o cantor, sujeito que é conhecido, um jogador de futebol, porque é conhecido, mas não tem nenhum teste pra saber se o sujeito conhece o que é que  faz um vereador, quais são os poderes de um vereador, quais são os limites de um vereador. Hã?

Aí,  a ultima frase diz assim: Mesmo assim, a alternativa não é a omissão, mas o voto. Você tem poucos dias para essa decisão ainda que possa ser difícil.

De Brasília, Alexandre Garcia. 

Fernando de Miranda Jorge 
Acadêmico Correspondente da APC
Jacuí/MG
e-mail: fmjor31@gmail.com