HISTORIADOR

O Homem e seu tempo

Por: Redação | Categoria: Cultura | 14-11-2020 14:49 | 117
Foto de Reprodução

Em tempos de alta tecnologia, escrever com uma caneta – tinteiro soa ultrapassado. Mesmo assim uma legião de fãs das penas almeja em possuir uma Montblanc Bhoeme Royal, caneta feita de ouro branco cravejada de diamantes, que pode custar cem mil dólares. 

Canetas estas produzidas em séries limitadas, possuí-las é um sonho para muitos, brilho para poucos. Este status se deve ao fato de serem muito usadas para assinatura de acordos importantes no mundo de negócios.

Nos anos 50 surgiu no Brasil uma novidade da escrita, de baixo valor monetário, tratava-se da esferográfica BIC. Mas lembre-se que caneta de ouro é um equipamento de luxo, não talento, ou seja, depende de quem esta manuseando, pois uma simples esferográfica poderá ser usada para escrever um best-seller.

Um caso cômico, mas verídico. Meu tio gerente de uma extinta casa bancária de renome aqui em Paraíso, sendo ele um homem cuidadoso de bens alheios, não aceitava na época a esferográfica para a assinatura de documentos no banco. Com toda cortesia ele oferecia sua caneta tinteiro Parcker, e emprestava para o cliente para a assinatura dos documentos.

Essas peças da foto de nosso acervo, são do século XIX e XX, ou seja, peças de museu. Da esquerda para a direita; Mata-borrão em madeira usado para tirar excesso de tinta da escrita; Tinteiros com respectivas canetas de penas; Tampa com pincel de goma-arábica, para colar papeis; Canetas Parcker de vários modelos; Apontador de lápis; Uma pequena réplica de uma máquina de escrever; A caixa vermelha para guardar penas de aço Estylo para escrever.

Sebastião Pimenta Filho - Cronista – Historiador