HIPERINFLAÇÃO

O preço de vários produtos indicam estarmos diante de hiperinflação

Por: Sebastião Tadeu Ribeiro | Categoria: Comércio | 21-11-2020 10:15 | 26864
Pacote de arroz de 5 quilos de preço popular que custava  no início deste ano em média R$13.00, atualmente  custa R$28.49, teve um aumento de mais de 100%
Pacote de arroz de 5 quilos de preço popular que custava no início deste ano em média R$13.00, atualmente custa R$28.49, teve um aumento de mais de 100% Foto de Sebstião Tadeu Ribeiro

Poucos dias atrás o Governo Federal através do Ministério da Economia fez uma revisão ou estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor, INPC de 2020. A revisão é um indicador utilizado para reajustar o valor do salário mínimo em todo o território nacional.

A partir do mês de janeiro de 2020 o salário mínimo  no Brasil passou a ser de R$ 1.045,00, e cerca de mais ou menos um mês atrás o Governo Federal anunciou um reajuste no salário mínimo para o início de 2021 de R$ 20,00. Acontece que a inflação foi muito superior do que este índice calculado pelos institutos governamentais que estipularam uma inflação este período do início deste até um mês atrás de 2,35% , sendo que foi infinitamente muito mais.

Aliás, pode se considerar verdadeiramente de hiperinflação. Vou citar aqui somente quatro produtos de necessário consumo que integram a cesta básica que a partir do início deste ano de 2020 teve aumentos astronômicos, sendo que o salário mínimo é o mesmo até o final do mês de dezembro deste ano. Por exemplo: um saquinho de arroz de cinco quilos de primeira, mas o de consumo popular ou dos consumidores de baixa renda que custava R$ 13,00 hoje custa R$ 28,49. O quilo de feijão popular Carioquinha que custava em média R$ 4.50 no início deste ano, custa atualmente em média R$ 7.50, o quilo de carne de segunda a mais consumida pelas famílias de baixa renda, custava no início deste ano em média R$ 13.00, hoje custa em média R$ 26.50 e o litro do óleo de soja que custava neste início deste ano R$ 4.50, atualmente custa R$ 9.00.

Fizemos as contas de quanto subiu o valos somente destes quatro produtos fundamentais que compõem a cesta básica, comparando-se com os preços atuais. Se uma família de baixa renda consumir somente três saquinhos de arroz de cinco quilos de preço popular, haverá um aumento em média de R$46.47. Se consumir somente quatro quilos de feijão de preço popular ao mês, teve um aumento durante este ano de R$12.00 e se consumirem somente quatro litros de óleo de soja de preço popular, teve simplesmente um aumento mensal de R$ 18,00. Então somente nestes quatro produtos, a soma total foi sim, de R$ 130,47.

Como podem os institutos de pesquisa estimar uma inflação neste período somente de 4,10%? É brincadeira ou querer fazer consumidores trouxas. Neste contexto e neste período não foram contabilizados os aumentos do litro do leite, gás de cozinha, hortifrutigranjeiros, hortaliças, frutas, carne de frango e de suínos, produtos de higiene e limpeza, energia elétrica, água e demais produtos de extrema necessidade de consumo do dia a dia de uma família de baixa renda, quando tem renda. Imagine, então, os milhões de brasileiros que estão desempregados.

Conclusão uma hiper-inflação que está empobrecendo brutalmente os trabalhadores inclusive funcionários públicos municipais que na maioria absoluta em todo território nacional ganham baixos salários e vão ter reajuste somente em 2022. Como vão enfrentar esta famigerada hiperinflação?