BRASÍLIA

Horizonte Interno

Por: Gilberto Amaral | Categoria: Brasil | 18-11-2020 09:22 | 216
José Sarney e Gilberto Amaral
José Sarney e Gilberto Amaral Foto de Paulo Lima

Horizonte Interno
Quando Stanley Kubrick projetou o mundo de 2001, este seria uma Odisseia no Espaço. Quando nos deparamos com 2020, vemos uma aldeia global desajustada.

Incrível como realmente nossa tecnologia evoluiu, nossas máquinas surpreendem, nossa comunicação é em tempo real. Estamos em Marte, Vênus, e rompemos a barreira do nosso sistema solar.

Mas não conseguimos estender a mão ao necessitado da esquina. Não diminuímos as desigualdades, não levamos água a quem tem sede, nem vestimos quem tem frio.

Expandimos nosso campo de visão, mas não olhamos para nosso horizonte interno tão limitado. Falta-nos a mão da misericórdia, a visão do amor. Há humanidade demais e Deus de menos!
Mensagem do Pastor Ricardo Espindola

Os livros e Sarney
Conversando ontem com o presidente José Sarney (foto) pelo celular, é claro, ele me contou que a pandemia serviu para adiantar o seu 121º livro, sendo que 12 de suas obras estão traduzidas em vários idiomas.

Brasil no seu labirinto
Sarney resumiu o tema, que aborda de quando foi presidente até os tempos atuais, e de que nessa nova publicação ele mostra sua preocupação e fala quais seriam as soluções a serem tomadas. Vejam o mapa ao lado: o Brasil ilhado por comunistas chineses. Sobre o último pleito, Sarney me informou que não quis disputar as eleições municipais.

Oh tempora, oh mores
Este era a dignidade do Supremo Tribunal Federal. Nem o IAB precisava interferir na pauta do STF. Nunca foi questionado o universal princípio do duplo grau de jurisdição, porquê princípio para eles era o formador da lei.

Porquê não se separava o direito da moral. Porquê a lei era para todos e não para os privilegiados. Porquê nenhum interferia no voto do outro. Nunca um ministro ofendeu o outro. Podiam, pela moral, viajar a pé, de ônibus ou de avião sem serem ofendidos.

O ministro Paulo Brossard dizia: “Morávamos no mesmo prédio, nos encontrávamos nos corredores, nas garagens, nos aniversários, nas festas! Nunca me perguntaram como eu votaria determinado feito. Oh tempora, oh mores”.

Opinião
Felizmente para o Brasil, os países da OTAN - a organização estratégico-militar dos países do Atlântico Norte – devem ter tomado como uma piada a ameaça enviesada do presidente Bolsonaro, de que diante do fracasso da diplomacia para resolver questões comerciais, poderia recorrer ao uso da força (empregou, na verdade, o eufemismo ‘pólvora’).

Talvez alguém possa informar Sua Excelência de que o Brasil – embora se destaque no cenário latino-americano – em termos globais ocupamos uma modesta 14ª posição em poder militar, com orçamento de cerca de 30 bilhões de dólares. Temos cerca de 500 tanques, 800 aeronaves e 110 embarcações.

Os EUA, que há décadas impõem barreiras a produtos brasileiros, têm um orçamento militar de mais de 600 bilhões de dólares (vinte vezes mais do que o Brasil!), possuem mais de oito mil tanques, 13 mil aeronaves e 473 moderníssimos navios de guerra.

Que não se pense também em nenhuma ousadia em relação aos europeus. Não teríamos a menor chance!

E o Paraguai, todos sabem, não é protecionista!

Comentário do meu amigo embaixador Pedro Luiz Rodrigues (foto).

Bombinhas de São João
Está mais do que claro que em seu comentário sobre o problema da vacina o presidente Bolsonaro respondeu brincando ao possível novo presidente dos States, citando a Amazônia e a compra de alimentos do Brasil, o maior do mundo em produção de grãos. Todo mundo sabe que o nosso país tem pólvora para fazer bombinhas e foguetes para São João e São Pedro. Eles têm muito que aprender...

Agronegócio
Bolsonaro sabe que o mundo precisa muito mais do Brasil do que nós deles. Nós temos em abundância o que eles não têm. Temos o agronegócio, além do minério de ferro para à China. E por aí vai...

Brasil Imperial
Produzido por Carlos Alberto Serpa e pela Fundação Cesgranrio, com direção de Alexandre Malchafer, a série  Brasil Imperial foi lançada no Amazon Prime Vídeo. São dez episódios, que contam os principais acontecimentos da história do Império brasileiro, desde a chegada da corte portuguesa até o primeiro reinado de Dom Pedro I e seu retorno a Portugal.

Biden, o salvador do vinho francês?
A eleição do novo presidente dos USA, Joe Biden, dá uma ponta de esperança aos negociantes de vinhos francês. Como já falamos aqui, há um ano o governo Trump sobretaxou em 25% os vinhos europeus não espumantes. Uma consequência da disputa comercial Airbus - Boeing que que custou ao setor de vinho da França 400 milhões de euros. Pro multilateralismo, Joe Biden poderá facilitar as negociações e acalmar esse conflito transatlântico. Na última segunda, a União Europeia anunciou sanções alfandegárias, autorizadas pela OMC contra os USA, mas se diz estar “pronta para suspender ou retirá-las se os americanos suspenderem ou retirarem seus impostos”.

Pop...Champanhe! Biden eleito!
Se a eleição de Joe Biden (foto) não garante o aumento das importações de vinhos franceses, ela sem dúvida aumentou o consumo de champanhe nos USA. Conforme matéria da Euronews, o primeiro efeito Biden foi a ruptura de estoque de champanhe e espumantes em Washigton. A adega Calvert Woodley Wines & Spirits vendeu entre 70 et 75% a mais de champanhe, que num sábado normal. Mesmo se uma garrafa custa cerca de 40 U$, os americanos não economizaram em alegrias, levando para casa 2 ou 3 garrafas, e assim centenas e centenas de champanhes foram vendidos no sábado passado. Prova que a felicidade fez bem para a economia. Saúde, Mr. President!

Leilão Hospices de Beaune
A tradição caritativa entre produtores de vinhos da Borgonha perdura há quase seis séculos com o famoso leilão dos Hospices de Beaune. O evento ocorre todos os anos, no terceiro domingo do mês de novembro. Nesta edição, o benefício da 160 venda vai para os profissionais da saúde vítimas da Covid-19. O leilão é organizado pela renomada Christie’s e tornou-se a maior venda caritativa de vinhos no mundo. No ano passado um barril chegou a ser vendido por € 400.000. O evento está aberto a todo o público, profissionais e amadores que quiserem participar podem dar os lances neste domingo pela internet ou telefone. Informações: beaune@christies.com.

Mudança climática
Bandol, denominação de origem controlada (AOC), quer mudar suas especificações técnicas, que datam de 1941, em adaptação às evoluções climáticas. A irrigação poderá virar norma nesta região vitícola da Provence francesa que conta 1600 hectares dos quais 75% dedicados à produção de rosé. Hoje a irrigação é proibida, o INAO (Institut National de l’Origine et de la Qualité) pode autorizar temporariamente, sob demanda, a irrigação da vinha em caso de estresse hídrico. Em 2020, dos 33 pedidos, o INAO autorizou apenas 5, diz Cédric Gravier, presidente da Associação dos Vinhos de Bandol para o site Vitisphere. “Essa mudança é necessária para salvar a vinha e não visa aumentar o volume de produção”, garante Gravier, assegurando a qualidade e perfil do vinhos de Bandol. Com o aquecimento global mais demanda de irrigação deverá  surgir, e consequentemente a água vai ficando mais e mais escassa. Um problema a ser considerado no mundo da viticultura.

Joe Biden
mapa da América do Sul
Pastor Ricardo Espindola
Pedro Luiz Rodrigues