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VENCI AS eleições

Por: Fernando de Miranda Jorge | Categoria: Cultura | 02-12-2020 16:39 | 163
Foto: Reprodução

E agora? Corre-corre para entregar e receber as cadeiras. Transição, hora da verdade: de quem sai, demonstrar o que foi, prestação de contas. De quem entra, saber de tudo que aconteceu com o bem público. Perguntas e mais perguntas. E respostas de quem não esperava perder.

A dificuldade da explicação da verdade publicamente. Quem entra, e não esperava vencer, a tranquilidade de receber as informações com toda a transparência possível. Saber de toda a trajetória anterior para sua iniciação em um mandato novo. Vencedor e vencido, frente a frente da opinião pública, a qual julgará o legal e o ilegal, com só uma condicionante: a verdade.

Tudo pelo poder. O poder político nas democracias é essencialmente a vontade da maioria através do governante. Existe poder político nas ditaduras, visto que a força em si é apenas uma das condições e não a causa essencial. Portanto, num governo totalitário, o ato de coação é aplicado sem visar o bem público.

Antes de impor a ordem, o poder político tem como razão principal formular essa ordem. Dentro do âmbito da ciência, o poder político tem causas sociais e psicológicas que não necessariamente estão isoladas uma da outra, mas que podem e devem interagir entre si. Verdade é que quem perdeu não sai satisfatoriamente feliz.

É natural. Mesmo tendo tido uma hegemonia longa e, ainda, se cuidou do bem público com assiduidade e com o rigor da aprovação popular, no tocante ao trabalho com honestidade...

E de quem está prestes a entrar, o desejo ansioso de receber o comando do município, com a autoridade que recebeu legitimamente a condição de representar seus concidadãos, sem medo de enfrentar a opinião pública e a sociedade organizada. A Lei Municipal, instituindo a transição de governo, atribui no seu Art. 1º - A transição é o processo institucionalizado que importa na passagem do comando político de um mandatário para outro com o objetivo de assegurar a este o recebimento de informações e dados necessários ao exercício da função ao tomar posse.

Assim, as adversidades das eleições acabam junto com suas origens e razões. Governar para todos, para o bem da municipalidade e da administração pública municipal. Uma das metas prioritárias é conhecer bem o município e ouvir a forma como a população percebe a cidade em que habita. Além do Vice-Prefeito, a equipe do novo gestor deverá contar com o Chefe de Gabinete, uma pessoa de confiança que será o braço direito do político e o responsável por organizar e garantir o bom funcionamento da equipe mais próxima a ela.

Contar ainda com assessores, que desempenhem as mais diversas funções, como organização da agenda, pesquisa, comunicação. Venha, 2021, na expectativa da melhor gestão que a cidade já teve. A população espera isso da primeira mulher prefeita de Jacuí. Assim seja!    

Fernando de Miranda Jorge 
Acadêmico
Correspondente da APC
Jacuí/MG
fmjor31@gmail.com