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Renan Jorge Preto engenheiro, secretário municipal de Meio Ambiente e Agricultura

“Cada passagem que tive foi o que me deu força e segurança para assumir essa empreitada..”
Por: Nelson de Paula Duarte | Categoria: Entretenimento | 11-01-2021 09:17 | 776
Renan Jorge Preto
Renan Jorge Preto Foto de Arquivo Pessoal

O engenheiro ambiental, Renan Jorge Preto, 31 anos, assumiu no dia 1.º de janeiro a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agricultura de São Sebastião do Paraíso. Formado pela UEMG, câmpus de Passos em 2010, ele é consultor ambiental e perito técnico com serviços prestados ao Ministério Público. Além de sua experiência na atividade privada, já atuou como consultor para a Secretaria que agora assume, quando dos mandatos dos prefeitos Mauro Zanin, e Rêmolo Aloise. É com recomendada folha de serviços que ele terá muitos desafios a serem solucionados. “Cada passagem que tive foi o que me deu força e segurança para assumir essa empreitada”, disse  Renan ao Jornal do Sudoeste.

Filho de Dalco de Morais Preto e Luzimara Aparecida Jorge Preto (Mara) irmão da química industrial, Lara, Re-nan Jorge Preto nasceu em São Sebastião do Paraíso. Com os avós paternos, Senhor José Faria Preto e Dona Hermínia Faria Preto não conviveu.  “Afirmam que sou muito parecido com meu avô José Preto, mas não o conheci”, diz.

“Meus avós maternos, Floriana e Nassif vieram de Guaxupé. Ele era funcionário do Instituto Brasileiro do Café (IBC) e foi transferido para Paraíso. Foram praticamente meus segundos pais, cuidaram de mim porque minha mãe trabalhava no Banco Real, e meu pai na Prefeitura. Quando éramos crianças para dispensar-nos cuidados necessários minha mãe deixou seu trabalho no Banco Real. Posteriormente voltou às atividades profissionais , e por 18 anos trabalhou no Sicoob Paraisocred.  Eu não morava com meus avós, mas é para aonde eu ia ao sair da escola. Lá eu almoçava, passava a tarde até ir para o treino de natação. Somente depois de jantar com meus avós, retornava à noite para casa de meus pais.

“Algo que levamos por toda a vida”

Renan estudou nas Escolas, Campos do Amaral, Paraisense e Benedito Ferreira Calafiori, Ditão.  “Foi uma época boa, de muito amadurecimento que a escola traz para a gente, principalmente a convivência. Os sorteios para a formação das salas de aula, a gente nunca saía com os mesmos colegas, e é importante essa inteiração. Uma escola com mais de 600 alunos, adolescentes, pré-adolescentes, em um mesmo ambiente todos os dias, isto fortalece a amizade, troca de experiências. Realidades diferentes, algo que levamos por toda a vida”, explica.

Educação Física, Psicologia e Engenharia

O secretário municipal de Meio Ambiente e Agricultura, diz que “ama esportes”, e até chegou praticar outros, “mas se dedica à natação desde os 10 anos até hoje”, quando tem tempo”. E complementa ser “algo que está no sangue”.

“Competi em nível estadual (Estado de São Paulo) praticamente por oito anos disputando pelo SESI/ACISSP/ Recreativa de Ribeirão Preto, em nível de ponta, treinado pela técnica Silmara Ortega Queiroz. Liderei em algumas provas e bati o recorde paulista em  2002 ou 2003, não me lembro bem, prova realizada em São Caetano do Sul no clube “Eduardo Campanelli. No entanto a competição estava de tão alto nível que outros seis atletas também bateram, e não cheguei subir ao pódio. Depois ingressei na Faculdade e acabei me afastando um pouco da natação”.

Influenciado pelo gosto e amor ao esporte, Renan disse ter pensado muito em cursar Educação Física, e, possivelmente por hobbie, a área de Psicologia. “A vida inteira sempre tive muita facilidade em exatas, então a parte de Engenharia e Meio Ambiente foi uma união do útil ao agradável, nesta fase de escolha profissional.  Ainda assim, na época de Ensino Médio, eu tinha muita dúvida entre estas três opções, Educação Física, Psicologia e Engenharia”.

“Acabei escolhendo Engenharia Ambiental, de vez que já nutria esta paixão pela Natureza, e por animais de uma forma geral, também, então consegui casar bem o gosto com a facilidade que tinha na área de exatas, e graças a Deus afirmo que trabalho com prazer o tempo todo. Os desafios não são poucos, mas é prazeroso”.

Consultor, Perito Técnico

Formado na UEMG, antiga FESSP, de Passos ele ingressou na Faculdade em 2007 e colou grau em 2010 aos 21 anos.  No período em que cursava Engenharia trabalhou na TV Sudeste de 2007 a 2009. Formado, começou a estagiar na área de Engenharia Ambiental na Viva Verde empresa de consultoria. “Quando me formei, por breve período tive uma empresa em Passos com um amigo de faculdade e até os dias de hoje, mas retornei a Paraíso. Fiquei por alguns meses procurando emprego, e a primeira porta que se abriu para mim foi a Terra Minas, (Tales, Luiz Henrique e Daiane). Pouco depois trabalhei na Prefeitura como contratado durante um ano, na gestão do prefeito Mauro Zanin. Também em 2012 passei a fazer perícias técnicas para o Ministério Público.  Em 2013 me desliguei da Terra Minas continuei  na Prefeitura sempre com a consultoria, até meados de 2014, quando pedi para sair”.

Foi quando abri minha empresa, a São Francisco Engenharia e Meio Ambiente na avenida Dr. Delfim Moreira, onde funcionou a Bom Trabalho, e lá fiquei por dois anos, uma porta que Maria Júlia (esposa de meu falecido primo Dr. Arley) me cedeu por uns quatro meses, sem nada cobrar, algo que não esqueço. Depois meu escritório foi mudado para a avenida Monsenhor Mancini 210, onde continuo.  A São Francisco Engenharia e Meio Ambiente está portas abertas desde 2014 com consultoria, conciliando com a perícia.

Jornal do Sudoeste: - Como é a experiência de retornar à área pública e assumir a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente de São Sebastião do Paraíso?

“Cada passagem que tive foi o que me deu força e segurança para assumir essa empreitada. Temos muitos desafios na área de Meio Ambiente, que ainda é vista por muitos como empecilho. Mas felizmente muitos já reconhecem que, pelo contrário, é a base, o esteio de toda a cadeia produtiva de qualquer atividade econômica, e este é um desafio que qualquer gestor de Meio Ambiente pode ter. Como trabalhei muito tempo com consultoria e perícia, tenho vivência nos setores público e privado. Há uma diferença em estar em uma atividade e mudar para outra, e sempre procuro minimizar isto me colocar no lugar “do próximo”, o que eu faria se estivesse naquele lugar.  Isto me dá clareza. É a primeira vez que assumo a Secretaria, mas como consultor, sabia, via, os desafios para quem estava no cargo anteriormente, servidores de carreira enfrentavam”, explica o secretário municipal Renan Jorge Preto.

Perguntado pelo Jornal do Sudoeste, por onde pretende começar, diante de tantos desafios, Renan pondera que “há algumas ações que são urgentes, precisam ser resolvidas. Por exemplo, resíduos sólidos e efluentes (esgoto), são iguais serviços de donas de casa, quando estão sendo feitos, ninguém vê, mas quando é mal feito se assemelha à pilha de panelas e louças que ficam sujas na pia. A meu ver, são essas ações que devem ser priorizadas, uma boa gestão de resíduos, cuidar dos efluentes líquidos, porque embora Paraíso tenha uma água de qualidade, a gente tem que pensar que todo descarte de esgoto vai para o curso de águas que abastecem outras pessoas, animais, plantações. A área de saneamento acredito ser a mais carente. Paraíso já evoluiu muito, há o aterro sanitário, está em fase avançada o tratamento de esgoto, mesmo com empecilhos existentes,  porém há muitos desafios para ser uma cidade de fato sustentável em termos ambientais”.

JORNAL DO SUDOESTE: “A Cidade dos Ipês” não está precisando de alguns ipês a mais?

“Com certeza. Ainda estamos no início, mas têm alguns projetos que precisam ser colocados em prática. Arborizar pontos estratégicos que têm potencial para se tornarem “cartões postais” da cidade a exemplo da avenida João Pereira de Souza, na época da florada dos ipês atrai grande número de pessoas. Nesse contexto é nosso pensamento arborizar as lagoas no San Genaro, a área no Mediterranèe  onde havia erosão e foi feito um bom trabalho de recuperação. E não só embelezar, porque os benefícios da arborização vão muito além”.