CRÔNICA HISTÓRICA

Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado

Por: Luiz Carlos Pais | Categoria: Cultura | 20-01-2021 06:04 | 356
Madre Maria Villac, fundadora da congregação das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado - Fonte http://www.mjc.org.br
Madre Maria Villac, fundadora da congregação das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado - Fonte http://www.mjc.org.br Foto de Reprodução

Entre as entidades que prestaram relevantes serviços sociais voluntários em São Sebastião do Paraíso, Sudoeste Mineiro, em meados do século XX, estavam as Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado. Esta crônica reverencia a memória dessas religiosas que assumiram a direção do extinto Instituto Jesus Crucificado, fundado pelo monsenhor Felipe, no início dos anos 1930, para amparar meninas órfãs e carentes. A princípio, a entidade funcionou numa casa construída numa chácara nas cercanias da cidade, cedida por um fazendeiro. A partir do núcleo missionário então existente em Pouso Alegre, monsenhor Felipe se empenhou para que as religiosas assumissem a direção do orfanato.

Depois do falecimento do saudoso pároco,  monsenhor Mancini assumiu a direção da obra, finalizou a construção do prédio na Avenida Ângelo Calafiori e deu-lhe a nova denominação de “Instituto Monsenhor Felipe”. Durante mais de três décadas as missionárias dirigiram, com muita devolução e generosidade, a entidade que chegou atender centenas de meninas órfãs ou carentes.

A cronologia da história local registra a inauguração da Escola Doméstica Santa Terezinha, em 1º de março de 1933, organizada pelo monsenhor Felipe, que confiou a sua direção às mesmas missionarias. Três anos depois, conforme noticiou o Correio da Manhã, do Rio de Janeiro, em 15 de Março de 1936, estavam matriculadas 60 meninas e moças, na referida escola, que recebiam aulas de instrução primária, de trabalhos manuais e prendas do lar.

As mesmas religiosas também trabalharam por cerca de três décadas, como auxiliares de enfermagem na Santa Casa de Misericórdia. Ficou no coração da população o agradecimento pelo carisma, simplicidade e trabalho voluntário realizado pelas irmãs que tanto fizeram para amenizar o sofrimento dos enfermos, das meninas órfãs e dos idosos. Décadas depois que as irmãs encerraram as atividades na cidade, a memória da obra está registrada na história local das entidades beneméritas que serviram às pessoas de modo geral, independentemente, de suas posições econômicas, religiosas e políticas.