HISTORIADOR

Alhos e Bugalhos

Por: Redação | Categoria: Entretenimento | 20-03-2021 00:50 | 433
Foto: Reprodução

A empresa força e luz possuía três usinas geradoras para o fornecimento de energia elétrica nos municípios de Paraíso, Passos e demais cidades circunvizinhas. A sede era em Paraíso, tendo como sócios diretores Dr. Joaquim Mario Meireles e outros, mas esse era o mais conhecido em nossa cidade.

Também conheci o gerente o Senhor Siqueira e o escriturário Otávio Soares. Por iniciativa desta diretoria surgiu a Companhia Cimento Portland Itaú S/A. Lembro que nos meados dos anos 50 sempre faltava luz justamente aos domingos na hora do cinema. Não imagina a decepção o pessoal voltando para casa no escuro!

Como acontece em empresas de serviços públicos, era mantido plantão para atendimento de reclamações tais como falta de luz, defeitos de instalações, e para esse serviço era designado um funcionário do escritório. Um tal Ary, era um bom funcionário, mas possuidor da pior caligrafia que possa imaginar, pois ganhava de qualquer médico.

Certa tarde Ary estava de plantão. Acontece que existia aqui em Paraíso o cidadão Benedito José da Silva, mas ninguém o conhecia pelo nome e sim pelo apelido: “Benedito Sordi.” Ary recebe a reclamação do Sr. Benedito que estava sem luz e rabiscou na ordem de serviço: “Benedito Sordi, consertar a luz”.

O Lázaro era um instalador semianalfabeto e foi o encarregado de executar o serviço. Escada no ombro, ia o Lázaro atender a reclamação, atrapalhado em decifrar a ordem de serviço e a primeira pessoa que encontrou pediu: - Leia isto para mim. - Não entendo essa letra.

A outra fez mesmo pedido: - É, não dá pra ler esses garranchos. A terceira pessoa solicitada aconselhou: - Pede na farmácia, pois o farmacêutico está acostumado com letra de médico.

Na primeira farmácia entrou e pediu: - Vê se consegui ler isto aqui. O farmacêutico pegou o papel e prontamente afirmou:

- Temos sim, “Bicarbonato de Sódio”.

Sebastião Pimenta Cronista
– Historiador -