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Aos nossos heróis anônimos da linha de frente de combate ao Coronavírus

Por: Redação | Categoria: Saúde | 31-03-2021 08:09 | 568
Foto: www.ssparaiso.mg.gov.br/

O mundo inteiro se silenciou diante da pandemia que enfrenta, ruas vazias, corações aflitos, enquanto travamos uma batalha silenciosa contra o novo coronavírus. Nessa luta, há um front que merece ser lembrado por sua coragem, eficiência e importância: os PROFISSIONAIS DA SAÚDE. Os tempos são duros e ser um profissional da saúde é hoje, mais do que nunca, uma contribuição para humanidade e para a vida, pois ele que dá o melhor de si, todos os dias, em prol da saúde de um desconhecido, muitas vezes perdendo horas de sono ou com a família, arriscando a própria vida.

Com o crescimento da disseminação da COVID-19 e o isolamento social instaurado em todo o país, é preciso pensar nos (as) profissionais que atuam face a face com os cidadãos, aquilo que a literatura sobre políticas públicas chama de “linha de frente” ou “nível da rua”. Nesta categoria existe uma quantidade significativa de PROFISSIONAIS DA SEGURANÇA PÚBLICA que trabalham em contato direto com a população e que estão em constante risco de contaminação e, ainda, de transmitir o vírus para seus familiares e amigos. Esses são os policiais civis, militares, guardas municipais, bombeiros, policiais federais, rodoviário federais etc.

No entanto, pouco se tem discutido sobre os impactos do coronavírus em suas vidas, nas suas dinâmicas de trabalho e na maneira como passaram a interagir com os cidadãos. O vírus impactou severamente polícias dos países em que a pandemia está avançada em relação ao Brasil. A Segurança Pública é uma área de atuação governamental essencial para a sociedade e que ganha ainda mais relevância em momentos de crise como o que estamos vivendo.

Ao lado dos colegas da segurança pública estão os PROFISSIONAIS DA FISCALIZAÇÃO que atuam diretamente na conscientização dos comerciantes, empresários e população em geral dando as orientações necessárias para o cumprimento dos protocolos estabelecidos pelas autoridades. É também dever destes profissionais aplicar multas, interditar estabelecimentos e enfrentar com frequência a intolerância de quem, na maioria das vezes, contribui para agravar os números da pandemia, desrespeitando as regras de distanciamento, higiene e uso de máscaras.

Não podemos esquecer dos PROFISSIONAIS DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE E EPIDEMIOLÓGICA, que nos dias atuais são sinônimos de esperança quando organizam e aplicam as tão sonhadas é esperadas vacinas. São eles também os responsáveis pelos resultados dos exames e levam o veredito àqueles que, com grande alívio, recebem o resultado negativo e outros que, com muita apreensão e medo, recebem o resultado positivo. São eles também que atuam no combate às quase esquecidas endemias como a dengue que também preocupam pelo alto número de contaminados.

Por último, mas jamais menos importantes, vamos render homenagens àqueles profissionais que entram em cena quando esgotam-se as esperanças e alguém é vencido por esse vírus invisível que têm ceifado tantas vidas. E é justamente ali, naquele sepultamento solitário, sem nenhum familiar presente, que os PROFISSIONAIS DO CEMITÉRIO, cumprem a triste missão que lhes cabe nesta pandemia: conduzir aquele corpo solitário para sua última morada aqui na Terra.

Nossos APLAUSOS, nossas HOMENAGENS, nosso RESPEITO e nossa GRATIDÃO aos nossos HERÓIS da saúde, segurança pública, vigilância, fiscalização e cemitério.

E para ilustrar como tem sido difícil a vida desses heróis sem medalhas vamos descrever aqui a rotina dos profissionais da enfermagem.

"Pressão caindo, saturação diminuindo, bomba apitando. Punciona mais um acesso. Faz volume! Olha monitor. Vai parar!

Checa pulso. Parou! Chama equipe.

Inicia manobras de RCP.

Puxa carrinho. Tubo na mão, laringo na outra. Desfibrilador, aspirador, ambú.

Aspira adrenalina, administra adrenalina.

Olha cronômetro, coordena, orienta...

Voltou! Sedação. Noradrenalina. Vasopressina.

Sonda aqui, ali. Traz material estéril, leva material sujo. Sangue. Vômito. Fezes

Troca tudo, deixa tudo limpo.

Muda o decúbito. Evita lesões. Monitora. Faz eletro. Traz mais uma bomba, cabe mais uma aqui. Aparelho não funciona, emenda, improvisa. Aspira. Chama Médico, laboratório, Fisioterapeuta. Manutenção. Confere a prescrição. Liga. Encaminha. Se indispõe. Pergunta. Responde. Conversa, conforta. Sofre. Torce. Admissão. Alta. Óbito. Família. Abraços. Risos. Choros. Exaustão! Carga horária alta.

Vai pra casa. Sonha com o plantão de ontem, de hoje, de amanhã....Vamos lá que vai começar tudo de novo.

Sabe de quem é essa rotina?

Da Enfermagem".

É nosso dever ajudar a cuidar de quem cuida todos nós. FIQUEM EM CASA. MANTENHAM O DISTANCIAMENTO. USEM MÁSCARAS. HIGIENIZEM AS MÃOS E OREM POR TODOS NÓS.