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CECÍLIA DIAS

Por: Reynaldo Formaggio | Categoria: Entretenimento | 02-08-2021 09:45 | 813
 Cecília Aparecida Dias Mazzafiori
Cecília Aparecida Dias Mazzafiori Foto: Reprodução

A paraisense Cecília Aparecida Dias Mazzafiori é uma guerreira. Doce, serena e determinada, aos 48 anos enxerga a vida com respeito e gratidão. Com carinho se recorda dos ensinamentos de seu saudoso pai, Sebastião Olívio Dias (Macalé) e agradece sua querida mãe, Terezinha das Graças Dias. Nesta entrevista Cecília discorre sobre sua trajetória de muito trabalho e realizações, compartilha sua luta e vislumbra um futuro melhor para todos.

Cecília, como foi sua infância?
Minha infância foi tranquila, na companhia dos meus irmãos, César Tadeu, Cleber Fernando, Cristiane Terezinha e Carla Mariana. Sempre fomos muito caseiros, mas me lembro que aos domingos meu pai nos levava para visitar a Vovó Olívia (mãe dele) e depois passávamos na Prefeitura, que na época tinha um parquinho de madeira. Depois chegávamos em casa e minha mãe nos esperava com aquele almoço de domingo, com macarronada, salada de maionese, frango assado. Como papai também gostava de almoçar fora, às vezes íamos na Churrascaria do Posto do Sol, almoçávamos e depois tomávamos sorvete e brincávamos no parquinho. Saudades desta época!

E sobre o tempo de escola? Algum professor em especial a marcou?
Cursei o pré-escolar e a primeira série no Colégio Paula Frassinetti. Da segunda a quarta série fiz no Noraldino Lima, indo depois para o Paraisense. Concluí o Magistério na Escola Estadual Benedito Ferreira Calafiori e sou formada em Administração de Empresas pela primeira turma da Faceac. Fiz também o Curso Técnico em Transações Imobiliárias. As professoras que sempre lembro com carinho são Dona Geralda Rezende e Dona Maria José Carvalhaes Duarte (Dona Zezé).

Como entrou para o ramo imobiliário? Exerceu outras atividades?
Meu pai era bancário e corretor de imóveis. Entrei para o ramo imobiliário através dele. Comecei aos 10 anos. Ele começava a trabalhar no banco ao meio dia, então ficava na imobiliária até as 11 horas e deixava o serviço que eu tinha que fazer. Eu saía da escola e ia direto para a imobiliária. Ficava lá até as 18 horas, aguardando ele me buscar. Tomei gosto pela profissão e já estou há 38 anos neste ramo.

Ainda nesta área, Paraíso é realmente uma cidade cara no setor imobiliário?
Sim, há anos Paraiso se tornou uma cidade cara neste setor. Se compararmos com Ribeirão Preto, onde se tem um poder aquisitivo bem melhor que aqui, lá se encontra imóveis com valores bem mais acessíveis.

Se não atuasse neste setor, o que gostaria de fazer?
Quando mais nova tinha vontade de cursar Medicina e me especializar em Pediatria. Mas naquela época, com quatro filhos pequenos e só meu pai trabalhando, não tínhamos condições para pagar uma faculdade e me manter fora de casa.

São Sebastião do Paraíso se aproxima de seu bicentenário. Como enxerga nossa cidade? O que temos de melhor e em que deveríamos melhorar?
Nossa cidade cresceu e se desenvolveu muito. Penso que os gover-nantes de nossa cidade deveriam dar mais condições e incentivo para abertura de novas empresas. Creio que nesta gestão isso possa acontecer. E com abertura de novas empresas, precisamos de cursos de especialização de mão de obra, para atender as demandas.

Nos conte sobre a família que constituiu. O que eles representam pra você?
Sou casada com o Elcio Mazzafiori. Temos duas joias raras que são nossos filhos, Gabriel Phelipe e Gabrielly Sophia. E há dois anos fomos presenteados com duas filhas do coração, Jessiane e Josiane.

Você enfrenta com muita força e coragem uma grave enfermidade. Como tem sido esse processo?
Sim, há quase um ano estou em tratamento de câncer de mama. Já passei pelas quimioterapias, fiz a cirurgia de retirada do tumor, que era maligno, e agora fazendo as radioterapias. A força para enfrentar tudo isto vem de Deus em primeiro lugar. O apoio da família e dos amigos é essencial, pois ouvir que você tem um tumor maligno não é nada fácil! Não sabemos como será dali pra frente, eu só pensava nos meus filhos e pedia a Deus que me desse mais uma oportunidade para continuar a criá-los. E Ele, com toda a sua misericórdia, está me concedendo esta oportunidade.

Como tem encarado a pandemia pessoal e profissionalmente?
Com muita fé e acreditando que apesar de tantas perdas, iremos sair desta. Espero que nós seres humanos, tenhamos consciência, pois deixamos de lado muitos valores importantes. Que saibamos colocar em prática o primeiro (“amar a Deus sobre todas as coisas”) e segundo mandamentos da Bíblia (“amarás teu próximo como a ti mesmo”). Precisamos ter gratidão pelas pessoas e pelo que recebemos.

Dia 20 de julho é celebrado o Dia do Amigo. Qual a importância da amizade na sua vida?
Quem tem amigo, tem tudo! Neste período de tratamento vi o quão importante é ter boas amizades. Sou grata a cada um deles.

Cecília, você é uma mulher de fé? O que te move?
Sim, e além da fé, o que me move é todos os dias ao abrir os olhos, saber que mais uma oportunidade me foi dada. Venho tentando aproveitar cada minuto, tentando ser uma pessoa melhor a cada dia.

O que gosta de fazer nas horas vagas?
Adoro ficar em família, curtir meus filhos, meu marido, minha casa. Nada é mais gratificante que isto!

Qual seu maior sonho?
Tenho dois sonhos. O primeiro é que Deus possa me dar saúde para criar meus filhos. O segundo é que esta pandemia acabe e a gente volte a ter uma vida normal, sem tantas perdas de entes queridos, amigos e muitos que se foram nestes últimos meses.